Pompéia

O ex-goleiro Ponte Aérea do América-RJ
Sobre o inesquecível Pompéia, Fábio Raimundo Silva nos enviou o texto abaixo. Muito obrigado, Fábio!

José Valentino da Silva era o Pompéia que nasceu na cidade mineira de Itajubá no dia 27 de setembro de 1934 e morreu no Rio de Janeiro no dia 18 de maio de 1996.

Quando era pequeno gostava de desenhar a figura o marinheiro Popepye. Seus coleginhas não sabiam pronunciar o nome do marinheiro e começaram a chamar Zé Valentino de Pompéia.

Começou jogando no Itajubá da segunda divisão do futebol mineiro. Estudava na Escola Profissional que pertencia à Fabrica de Itajubá. Jogava de centroavante e depois se transferiu para o São Paulo da mesma cidade.
 
 
Quando o clube foi jogar na cidade de Três Pontas, o goleiro adoeceu e o treinador colocou Pompéia no gol. Como ele jogou muito bem foi mantido. Portuguesa e São Paulo desejavam sua contratação. Mas Pompéia dizia que somente sairia da sua cidade para jogar no futebol carioca.
 
Um dia o Bonsucesso foi a Itajubá e o juiz que acompanhava o clube carioca fez o convite para Pompéia jogar no Rio. Era só aguardar uma carta. E essa carta chegou no dia 1º de abril de 1953. Um convite para jogar no Bonsucesso. E lá se foi o mineiro cheio de esperanças para a Cidade

Maravilhosa. O técnico Alfinete tinha muita fé no goleiro e, muitas vezes, o levava para ver Barbosa e Castilho jogarem. O contrato com o Bonsucesso lhe valeu três mil cruzeiros. No ano seguinte foi para o América ganhando oito mil. No clube americano começou ganhando um torneio internacional no Peru. Foi vice campeão em 1954. Campeão carioca em 1960 e campeão venezuelano pelo Deportivo Português.

Jogou também no São Cristóvão-RJ, Galícia-BA, Clube do Porto, de Portugal, e Deportivo Português, da Venezuela. Pelas suas defesas acrobáticas e seus saltos espetaculares foi apelidado de "Ponte Aérea".

RETIFICAÇÃO
Ainda sobre o estádio em questão, leiam correspondência abaixo e vejam fotos atuais da verdadeira praça de esportes de Praga onde o América jogou em 1963.
Para: Milton Neves
De: Walter Roberto Peres
Milton, bom dia.
Cometi um equivoco e humildemente gostaria de repará-lo. Com respeito àquele estádio em que América do Rio jogou em 1963 na cidade de Praga, verifiquei junto ao clube proprietário (F.C. Bohemians - 1905) e obtive a informação de que o mesmo ainda existe (chama-se Dolicek Stadium), tendo sido apenas reformado parcialmente nos últimos três anos (agora todos os lugares têm assentos). Do interior do campo ainda é possível ver os prédios antigos, conforme fotos em anexo. As fotos do estádio em construção que enviei anteriormente são referentes ao novo estádio do Slavia (também no meio de vários prédios), que está em fase final de construção.
Veja abaixo a troca de mensagens:
Good afternoon !
In a near past, I saw in your website photos of the Dolicek Stadium (Bohemians Stadium) in Prague.
Now these photos are not available anymore.
Can you please inform is this stadium was dismountled or renewed ?
I saw in other sites that the other stadium in Prague (Sparta´s Stadium) was repleaced by an modern arena. Is that correct ?
Many thanks in advance for your assistance on this matter
Kindest Regards
Walter
Santos - Brazil
To: Libor Koubek
Fm: Walter Peres
Noted your last with thanks. Was this stadium renewed after this old attached photo taken in 1963 ?
The buildings behing the playing fild still can be seen if a photo taken today by the same position ?
Many thanks in advance
Best Regards
Walter
Santos - Brazil
It was renewed a little during last 3 years, now all seated. The buildings stil in the same postition
LK
Hello,
it seems the black white photos are quite old and it´s Sparta stadium.
The coloured photo is new stadium of Slavia which is finishing in these days.
But we are Bohemians, so I can´t give you more information, don´t know..
Have a nice day
Jakub Havrda
Fanshop Bohemians 1905
Vr?ovická 31, 101 00 Praha 10
www.bohemians1905.cz
Como pode ver, o estádio ainda existe e os prédios antigos ainda estão lá (felizmente.....)
Abraços e desculpe.
Walter
Abaixo, bom texto sobre Pompéia enviado no dia 15 de outubro de 2008, por José Maria Gonçalves. Obrigado, José!
Quem conhece o Rio de Janeiro e o conglomerado de bairros que dividem a zona sul do início da zona norte da Cidade Maravilhosa, ou seja, Rio Comprido, Andaraí, Tijuca, Vila Isabel, Maracanã, Usina, Grajaú, Méier e segue em frente até Santa Cruz, a poucos minutos de Itaguaí sabe, também, a importância da poética Rua Campos Sales no contagiante Andaraí dos anos 50, 60 e 70. Mas há quem diga que ? por questão de conforto e status ? o então estádio do América ficava na Tijuca.
Pois, ali na Rua Campos Sales, por muito tempo predominou a elite social da zona norte, na sede social do América Futebol Clube. Era o marco que dividia a transformação dos bairros encravados na subida da Usina, mais precisamente na praça Saens Peña.
Historiadores esportivos asseguram que, na década de 40, muitos pensavam em construir um grande estádio de futebol, na Rua Álvaro Chaves, nas Laranjeiras (sede do Fluminense), mas a idéia foi abortada com a construção do Palácio Laranjeiras, muito próximo ao Palácio do Catete. Surgiu a idéia de construir esse grande estádio no local onde um dia foi o estádio Wolney Braune, campo do América Futebol Clube.
A sede da Tijuca possui parque aquático com três piscinas, sendo uma olímpica, outra semi-olímpica e uma infantil, além lanchonetes, quadras de areia e grama sintética, saunas, entre outros espaços dedicados ao esporte e ao lazer.
Finalmente, no fim da década de 40, a poucos metros da sede do América, na Rua Campos Sales, foi construído o Maracanã, sede principal da Copa do Mundo de 1950 e até hoje um dos principais estádios de futebol do Brasil e do mundo.
Chegou a década de 50 e, com ela, a Copa do Mundo. Com apenas 7 anos de idade, o autor destas linhas não viu o "maracanazzo". Mas tem muitas informações, por ter trabalhado jornalisticamente na área do esporte por 23 anos no Rio de Janeiro. E o que se fala mais ? quando se fala de futebol da Copa de 50 ? é que Barbosa falhou. Isso para não dar tanto crédito ao belo gol de Gighia, ou à tremedeira que tomou conta de Danilo, Ademir Menezes, Zizinho, Chico, Bauer, Augusto e tantos outros daquele selecionado brasileiro.
Culpando Barbosa, os gestores do futebol brasileiro começaram a investir em novos goleiros. Castilho, Cabeção, Oberdã, Veludo começaram a aparecer, enquanto os clubes investiam até em outros países. O Flamengo trouxe Garcia, Chamorro.
E o ponto alto da posição começou a aparecer nos clubes que não "procuravam tanto" nem tinham aspirações com convocação para a seleção brasileira. O América, por exemplo, tinha Ari e Osni como goleiros titulares e resolveu investir num destaque do Bonsucesso que começou a chamar a atenção pela beleza plástica das suas acrobáticas defesas: Pompéia.
Nascido José Valentim da Silva, em Itajubá/MG no dia 27 de setembro de 1934, Pompéia, segundo contam alguns, não dava muita atenção às aulas na escola que freqüentava em Itajubá. Passava quase todo o tempo das aulas, rabiscando, desenhando. Seus desenhos preferidos eram Olívia Palito e Popeye, o marinheiro, personagens que, por anos a fio fizeram a alegria de muitas crianças.
De tanto desenhar o marinheiro, Zé Valentim ganhou o apelido de Pompéia, porque seus amigos de escola não sabiam pronunciar o nome do marinheiro comedor de espinafre. Ainda adolescente, começou a fazer gols atuando de centroavante no Itajubá, clube da segunda divisão do futebol mineiro extensão de lazer para funcionários da Fábrica de Itajubá.
O artilheiro Pompéia mudou de vida e foi colaborar com as vitórias do São Paulo, clube da mesma cidade mineira e também da segunda divisão. Mas, foi numa partida que o São Paulo foi fazer na cidade de Três Pontas, que o goleiro titular adoeceu. Tal como se pensa hoje no futebol profissional, o treinador entendeu que seria melhor não tomar gols, que fazê-los. Resolveu arriscar, escalando Pompéia como goleiro.
A ótima atuação do ex-centroavante como goleiro, não só assegurou a demissão do ex-titular que havia adoecido, como deu ao São Paulo e ao Brasil um dos melhores goleiros de todos os tempos. O time mineiro começou a enfrentar dificuldades para manter Pompéia no elenco, tamanha era a procura de grandes clubes interessados na sua contratação.
Fã incondicional do futebol carioca, Pompéia foi contratado pelo Bonsucesso no dia 1º de abril de 1953, depois de ter sido visto atuando como goleiro por um juiz que acompanhava o clube da zona leopoldinense do Rio de Janeiro numa excursão pelo interior mineiro.
Assinou o primeiro contrato de profissional com o Bonsucesso, ganhando 3.000 cruzeiros, moeda da época. Empolgou e chamou a atenção e, finalmente, em 1954 teve seu passe adquirido pelo clube da Rua Campos Sales, do poético bairro do Andaraí, hoje com suas entranhas cortadas pelas linhas do metrô carioca. Passou a ganhar no "Mequinha" exatos 8.000 cruzeiros.
Seis anos como titular absoluto, em poucas oportunidades Pompéia cedeu a vaga para Ari. Foi campeão carioca pelo América, em 1960, no então recentemente criado estado da Guanabara, com a seguinte formação: Pompéia (Ari); Jorge, Djalma Dais, Wilson Santos e Ivan; Amaro e João Carlos; Calazans, Antoninho, Quarentinha e Nilo.
Ainda defendendo as cores do time rubro, Pompéia chegou à seleção brasileira, quando a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) montou um combinado para defender a camisa canarinho em competições sul-americanas. Ali a seleção formou com: Pompéia; Djalma Santos e Edson; Formiga, Zózimo e Hélio; Canário, Romeiro, Leônidas, Zizinho e Ferreira.
Pompéia ainda defendeu as cores do São Cristóvão do Rio de Janeiro; do Galícia de Salvador/BA; do Clube do Porto, de Portugal e do Deportivo Português, da Venezuela, onde encerrou carreira, sendo campeão venezuelano em 1967. Pompéia faleceu no Rio de Janeiro, no dia 18 de maio de 1996.
José Maria Gonçalves
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