Mazolinha

Ex-ponta-direita do Botafogo
por Túlio Nassif
 
Vágner Aparecido Nunes, o Mazolinha, nasceu no dia 3 de abril de 1959, em Santa Bárbara d´Oeste, interior de São Paulo. Morreu no dia 5 de setembro de 2016, vítima de um infarto fulminante, em sua cidade natal.
 
Ponta-direita de origem, media 1,67 metro de altura e pesava 70 kg no auge de sua forma física.
 
Mazolinha iniciou carreira no Rio Branco em 1986, onde na ocasião disputou o Campeonato Brasileiro da Série A.
 
Após se destacar na equipe paulista, chamou atenção do Botafogo, que tratou de o contratar.
 
Aos 29 anos de idade, ficou marcado na história do time da Estrela Solitária, quando na final do Campeonato Carioca de 1989, deu um belo o cruzamento para o gol do companheiro de equipe Maurício. Assim, o Botafogo quebrou um jejum de 21 anos sem o título.
 
Depois do Alvinegro Carioca, desembarcou no Avaí após rejeitar uma proposta do São José em janeiro de 1990. Lá, prometeu muitos gols e empenho à torcida.
 
Abriu uma loja de confecções no mesmo ano em que chegou ao Avaí, mas acabou perdendo todos os seus bens. Perdeu a loja, carro, dois terrenos, uma chácara, uma casa em construção e até sua esposa.
 
Passou por Santo André e União Barbarense antes de encerrar carreira no Ríver Atlético Clube, time do Piauí.
 
Sem muito que fazer e necessitando de dinheiro, virou sacoleiro. Todo mês ia ao Paraguai, até que foi assaltado. Temendo que a violência se repetisse, desistiu da profissão.
 
Foi aí que resolveu retornar à sua cidade natal e reconstruir sua vida ao lado da segunda mulher e do filho. Virou pedreiro, profissão que havia aprendido com seu pai. Conseguiu também um emprego numa escolinha de futebol e, quando tudo parecia voltar ao normal, um enfarte quase acabou com seus sonhos e vida. Mazolinha teve que colocar três pontes de safena.
 
Abaixo, a notícia da morte de Mazolinha, publicada no site Cola na Grade

MORRE O EX – JOGADOR MAZOLINHA

Faleceu na manhã desta segunda – feira (05), em Santa Bárbara D Oeste (SP),o ex – jogador de futebol Mazolinha. Vagner Aparecido Nunes, 57, chegou a ser socorrido para o Pronto Socorro Edson Mano, mas faleceu. A causa mortis, não foi divulgada.

Mazolinha, nasceu no dia 3 de abril de 1959, em Santa Bárbara D’ Oeste (SP).

Ponta-direita de origem, media 1,67 metro de altura e pesava 70 kg no auge de sua forma física.

Mazolinha iniciou carreira no União Barbarense, em Santa Bárbara D Oeste(SP).

Após se destacar na equipe paulista, chamou atenção do Botafogo, que, tratou de contratar o atleta.

Aos 29 anos de idade, ficou marcado na história do time da Estrela Solitária quando, na final do Campeonato Carioca de 1989, deu um belo o cruzamento para o gol do companheiro de equipe Maurício.

Assim, o Botafogo quebrou um jejum de 21 anos sem o título.

Depois do Alvinegro Carioca, desembarcou no Avaí após rejeitar uma proposta do São José, em janeiro de 1990, prometendo muitos gols e empenho à torcida. Passou por Santo André e União Barbarense, encerrando carreira no Ríver Atlético Clube, time do Piauí.

O corpo será velado na tarde desta segunda – feira (05), no Velório Municipal Berto Lira, e o sepultamento será às 14h00, desta terça – feira (06), no Cemitério Pq da Ressurreição, em Santa Bárbara D Oeste (SP). Imagem: Informe Mané Garrincha.
 
Abaixo, confira o obituário de Mazolinha, publicado no jornal Folha de S. Paulo no dia 9 de setembro de 2016
 
Vágner Aparecido Nunes (1959 - 2016)

Mortes: Mazolinha, o esquecido herói do Botafogo

 Quando a TV quis contar a história dos "coadjuvantes de luxo" do futebol, homens de raça que brilharam por instantes sob os holofotes da decisão para então apagar-se diluídos no cotidiano, pensou em Mazolinha. Na memória do público, ele durou o tempo de um passe. Obra do destino, e não só do talento, Vágner Aparecido foi construído e desconstruído pelo capricho do jogo.

No 21 de junho, a torcida explodia no Maracanã. A final era contra o Flamengo de Zico. Foi de Mazolinha a jogada que alçou o Botafogo, após 21 anos, ao título de campeão carioca de 1989. Aos 12 do segundo tempo veio o passe de Luisinho: ele lançou na área e Maurício cravou –gol! E daí para o hall da fama de poucos dias. Com o prêmio, comprou um Passat Pointer. E foi isso.

 O rapaz "de coração puro", nascido em Santa Bárbara d´Oeste (SP), acabou de volta às origens. "Não sou parado na rua", lamentava, pá de pedreiro na mão, enquanto alisava a parede. Na TV, contava como dias após o grande passe foi cedido ao Avaí. A partir daí, Mazolinha, obra erguida em bases frágeis, passou a desconstruir-se.

Abriu uma confecção, faliu no Plano Collor, separou-se. Foi sacoleiro, carpinteiro, caiu no álcool, até casar-se e retomar a profissão. A história era a de alguém que poderia ter sido e não foi.

Infartou aos 57 no dia 5. Deixa três filhos e lembrança do dia em que foi jogado para o alto como herói, ainda que para logo cair no esquecimento. Sorrindo amarelo para a câmera, Mazolinha desabafou: "Se eu tivesse feito o gol..."
 
 
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