Maior nome do turfe brasileiro em todos os tempos, Luiz Rigoni morreu no dia 3 de agosto de 2006, aos 80 anos, vítima de pneumonia. Rigoni, que ganhou o apelido de “Homem Violino” pelo modo como conduzia e pelo curioso carinho que fazia com o chicote entre as orelhas dos cavalos que montava, também ficou conhecido nos anos 60 como “O Pelé dos Jóqueis”.
Rigoni nasceu no Paraná e começou a competir no turfe em 1942, em Curitiba, no Hipódromo do Guabirotuba. Alcançou a sua primeira grande vitória no ano seguinte, na condução da égua Namorada e defendendo as cores de Domingos Rigoni, seu pai.
Mudou-se para o Rio de Janeiro-RJ aos 18 anos, onde passou a competir no tradicionalíssimo Hipódromo da Gávea, na zona sul da então capital do Brasil. E por lá fez história. Ao todo, Rigoni venceu três vezes o badaladíssimo Grande Prêmio Brasil: em 1954, em 1970 e em 1971.
Em sua brilhante trajetória, Rigoni conquistou mais de 1800 vitórias, sendo 1367 na Gávea e outras tantas no Hipódromo de Cidade Jardim, em São Paulo. E foi na capital paulista que o jóquei teve que encerrar a sua carreira em 1981, ao cair da égua Esfuziada e fraturar a clavícula. Ele ainda tentou seguir no turfe como treinador, mas não obteve êxito.
Em seu auge, o jóquei era tão querido pelo público que o grito “Dá-lhe, Rigoni” se tornou muito popular nos hipódromos brasileiros. Tanto que o grito virou tango e filme, e você confere um trecho no player abaixo:
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