Iranildo

Ex-Flamengo, Botafogo e Brasiliense
por Diogo Miloni

Iranildo Hermínio Ferreira, ou apenas Iranildo, é um meio-campista brasileiro conhecido pelo talento na perna direita e pelas grandes campanhas em clubes do Rio de Janeiro. Em 2013, retornou ao Madureira, time que o revelou, para a disputa do Campeonato Carioca.

Natural de Igarassu, Iranildo nasceu em 17 de outubro de 1976 e começou sua carreira em 1994, na equipe principal do Tricolor Suburbano. Em pouco tempo, a habilidade daquele garoto franzino chamou atenção do Botafogo, que trouxe o meia para compor seu elenco já estrelado em General Severiano.

Campeão brasileiro no ano seguinte, o armador ganhou repercussão nacional e foi negociado com o Flamengo, que buscava reforçar seu time de olho no centenário que se aproximava. Com a camisa dez do Rubro-Negro, Iranildo conquistou a torcida e permaneceu cinco anos na Gávea, conquistando três estaduais e uma Copa Mercosul. No Flamengo, Iranildo também ganhou o apelido de "Chuchu".

Deixando o Mengão em 2000, o meio-campista começou sua peregrinação por várias equipes do futebol: Bahia, São Caetano, Aris-GRE, Brasiliense, Santa Cruz e Al Hazm, da Arábia Saudita. Em 2007, fixou-se no Brasiliense e retomou exibições que lhe garantiram fama de craque, vencendo sete vezes o estadual pelo Jacaré.

Grande cobrador de faltas, Iranildo ainda é lembrado pelos saudosistas rubro-negros como um dos mais promissores sucessores do ídolo Zico.
 
Candidato do partido PMDB, concorreu nas eleições de 2014 a Deputado Distrital do Distrito Federal. Iranildo atingiu 478 votos, mas não conseguiu se eleger.
 
ABAIXO, EM ABRIL DE 2020, ENTREVISTA DE IRANILDO À FLATV, FALANDO SOBRE O JOGO QUE CONSIDERA INESQUECÍVEL PELO FLAMENGO:

O UOL publicou uma matéria sobre Iranildo em 13 de outubro de 2014, que segue abaixo, na íntegra:

Ex-camisa 10 do Fla comete saia-justa com Romário mas se dá mal nas urnas

Daniel Brito
Do UOL, de Brasília

Iranildo jogou no Flamengo no final da década de 90 e fez pouco mais de 30 gols
  • Iranildo jogou no Flamengo no final da década de 90 e fez pouco mais de 30 gols

A ideia partiu de Romário: eleger o meia Iranildo deputado em Brasilia, tal qual o ex-atacante recém-eleito senador. "Queria ser um deputado igual ao Romário", repetia o franzino jogador, hoje com 37 anos e, segundo ele, ainda em atividade no futebol (embora sem clube).

O tetracampeão mundial organizou tudo. Filiou o amigo, a quem se refere carinhosamente de Chuchu, ao PSB. É o partido em que Romário foi eleito deputado federal em 2010 e pelo qual acaba de garantir sua cadeira no Senado Federal. Iranildo não pensava tão alto assim. Era candidato a deputado distrital (equivalente a deputado estadual) no Distrito Federal.

Os argumentos para se eleger estavam na ponta da língua: "Queria os votos da torcida do Brasiliense e, principalmente, da torcida do Flamengo aqui em Brasília, que é muito grande. E eu fiz história no Flamengo", esperava Chuchu.

Iranildo mora no Distrito Federal há 14 anos. Orgulha-se do status de maior ídolo da curta história do Brasiliense. Chegou ao clube em 2001, quando a agremiação mal tinha completado seu primeiro aniversário de fundação. O meia tinha apenas 23 anos.

Nas temporadas anteriores, ostentara a 10 do Flamengo. Conquistou três títulos estaduais (1996, 1999 e 2000) e a extinta Copa Mercosul (1999). Anotou 34 gols em 282 partidas oficiais. Caiu nas graças de Romário nesse período.

"Romário dizia para os jogadores, para o treinador, para qualquer um: `Toca no Iranildo. Passa a bola para o Chuchu sempre´. Ele sentia a confiança em mim, porque sabia que eu ia tocar para ele fazer o gol", relembra, orgulhoso, o meia. "Na hora do jogo, ele falava: `Deixa os zagueiros darem pique, Chuchu. Quando chegar aos 39 minutos do segundo tempo, dá em mim". Os defensores já estavam todos cansados, Romário dava aquela arrancada e era gol na certa. Era caixa´, conta.

"Muitos falaram que ia afundar minha carreira aqui em Brasilia, porque era muito jovem. Mas eu queria ser um ídolo igual ao Romário, porque foi o melhor jogador que já vi na vida. E fui idolo aqui no Brasiliense", justificou o pernambucano de Igarassu.

Mas nem toda adoração ao atacante livraram Iranildo de cair na tentação de alçar maiores voos políticos. Quando recebeu uma proposta para candidatar-se pelo PMDB e largar o PSB de Romário, o meia aceitou e se lançou candidato em chapa adversária à do partido do ídolo. "Nem contei para ele [Romário]. PMDB é partido grande, tradicional, como um time grande, e eu joguei em time grande. Acabei indo. Cheguei la, eu estava mal assessorado. Deu vontade de desistir da candidatura."

O PMDB deu apenas seis segundos para Iranildo na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. Segundo o atleta, seu nome não teve a divulgação necessária para tornar a candidatura conhecida. A 40 dias da eleição, rodou a periferia do DF com a ajuda de um amigo, ex-deputado, para cativar o eleitor. "Ninguém sabia que estava concorrendo e todos me diziam que eu tinha chegado tarde demais para pedir o voto, porque já estavam todos apalavrados com outros candidatos", explica.

O resultado das urnas foi desastroso. Iranildo amealhou 478 eleitores e, dentre os 48 candidatos do PMDB, foi o 32º em número de votos. "Meu partido me abandonou. Eu queria trabalhar pelo esporte, criar várias escolinhas de futebol para a categoria de base", relata.

No dia seguinte à votação, puxou papo via mensagem de texto do celular com o ídolo e "padrinho político" Romário, já eleito senador pelo Rio de Janeiro.
"Mandei os parabéns pela eleição e ele respondeu perguntado se eu tinha sido eleito. Disse que não e ele falou: "Vai ter outra eleição, meu amigo. Mas você gostou?", e eu disse que gostei. E gostei mesmo. Parece que comove o povo, o carinho nas ruas é demais. Mas eu cheguei muito tarde. Agora a bola segue", resigna-se Iranildo.

Ele tirou duas semanas de folga após o fim da campanha e promete anunciar em breve seu futuro. Iranildo ainda sonha com um jogo de despedida da carreira entre Flamengo e Brasiliense, em Taguatinga. Enquanto isso, tem lugar garantido nas peladas promovidas por Romário no campo de sua mansão à beira do Lago Paranoá, em Brasília.

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