Edison Mug

Ex-goleiro da Portuguesa e do Goiás
por Rogério Micheletti com colaboração de Marcelo Rozenberg
 
Ex-goleiro de São José, Portuguesa, Portuguesa Santista, Marília, Paulista de Jundiaí, Atlético Paranaense e Goiás (na decáda de 80), Édison Mug mora em São José dos Campos, onde trabalhou na linha de montagem da fábrica da General Motors e atualmente é professor de futebol na Prefeitura de São José dos Campos.

Goiás, goleada, Sócrates...

Ele foi o camisa do 1 do Goiás em 1983 e 1984, ano em que o alviverde foi goleado por 5 a 0 para o Corinthians, que tinha Sócrates, Casagrande e companhia. "Eu fui repórter de campo daquele jogo pela Rádio Nacional de Brasília (DF), que tinha como narrador o Régis Policarpo Dias", lembra Milton Neves.

O fato curioso daquela partida é que o centroavante Casagrande, hoje comentarista esportivo de TV, perdeu um pênalti para o Corinthians logo no começo de jogo e a exigente Fiel Torcida, inconformada com o erro do artilheiro, pediu a entrada do novato Dicão.

"Depois, o próprio Casagrande fez um gol e o Sócrates, grande figura em campo, marcou os outros. No vestiário, após o jogo, o Edison Mug falava aos seus companheiros: "Pô, o que aconteceu? Soltaram a fera. Não pode!", recorda Milton Neves. Edison  Mug referia-se ao craque Sócrates, autor de quatro gols naquele dia 14 de abril de 1984, no Morumbi.

Apelido

O apelido "Mug" surgiu de uma brincadeira do falecido lateral direito Baiano, que jogou com ele no São José na década de 60. Foi inspirado no bonequinho "Mug da Sorte", criação do cantor Wilson Simonal.

Muitas camisas

Começou a jogar nas categorias de base da Portuguesa de Desportos em 1963. Profissionalizou-se no EC São José em 1967. Jogou pela Ponte Preta de Campinas/SP, em 1968, e XV de Piracicaba/SP, em 1969. Retornou ao São José em 1970. Em 1972, disputou o Campeonato Brasileiro pelo Sergipe/SE. Ainda em 72, disputou o campeonato Paulista pela Portuguesa Santista, de Santos. Em 1973, jogou o estadual pelo Marília/SP e em 74, pelo Paulista de Jundiaí/SP. Em 1976, integrou a Seleção Paulista de Novos em uma turnê pela Coréia do Sul ao lado de Baroninho (na época jogador do oroeste de Bauru/SP), Galli (XV de Jaú/SP), Fernando (XV de Piracicaba/SP), Gatãozinho (São Bento de Sorocaba/SP), Estevão (Guarani de Campinas/SP), Araújo (Noroeste de Bauru/SP), Cândido e Nélson Borges (ambos do América de São José do Rio Preto/SP). Em 1977, disputou o campeonato brasileiro pelo Mixto, de Cuiabá/MT. Retornou ao Paulista de Jundiaí para o campeonato regional de 78 e foi vendido ao Atlético Paranaense/PR pelo qual disputou os campeonatos brasileiro e estadual de 79.

Voltou ao Paulista em 1981 para a disputa do estadual. Disputou o campeonato goiano de 1982 pelo Nacional de Itumbiara/GO de onde transferiu-se para o Goiás/GO em 1983. Naquela época, o time goiano tinha Zé Teodoro, Paulo Nelli, Gilson Jader e Adalberto; Carlos Alberto Santos, Washignton, Luvanor e Brás; Cacau e Dadá Maravilha. Naquele ano, conquistou projeção nacional com defesas espetaculares que o habilitaram a ser eleito duas vezes como o "Goleiro do Fantástico". Entre elas, defendeu um pênalti batido pelo ponteiro esquerdo João Paulo, num mata-mata contra o Santos/SP, embora tenha sido o time paulista a seguir na competição.

Em 1987, voltou ao São José. Em seguida, retornou ao Mixto de Cuiabá e conquistou o campeonato estadual de 88, já com 39 anos. Voltou a São José dos Campos, dessa vez, para vestir a camisa do Grêmio Olímpico de Futebol Santanense, na disputa da Terceira Divisão Paulista. Aos 40 anos, encerrou a carreira jogando pelo CRAC, de Catalão/GO. Depois disso, de novo no Vale do Paraíba, assumiu a condição de auxiliar do técnico Pedro Celestino "Bala" de Freitas, no Grêmio Santanense.

"Mug" profissionalizou-se no EC São José, o "Formigão do Vale", em 1967, trazido pelo radialista Juarez Soares, que tinha vínculos familiares com a cidade. O Esporte (como o São José era chamado pela torcida naquela época, com seu uniforme nas cores preta e branca) tinha os goleiros Galo, Leão e Sérgio Valentim, que transferiu-se, em seguida, para o São Paulo FC. Conquistou a Copa do Vale de 1967, vencendo a final contra a Esportiva de Guaratinguetá/SP. O goleiro Leão havia jogado todos os jogos, mas acabou substituído por "Mug" exatamente nos dois jogos decisivos. O time também tinha Baiano, Alemão, Meira e Ajato; Teodoro, Zé Luis Pantera, Dias e Valdir; Bolacha e Norival, além de Pio (que ficou conhecido no Corinthians como Lance), time dirigido pelo técnico Diede Lameiro.

O São José interrompeu suas atividades no futebol para a construção do novo estádio Martins Pereira, emprestando seus atletas e retornando apenas em 1970. Após passar por diversos clubes, voltou a São José dos Campos em 1987, para vestir as cores, agora azul e branca, do São José EC, conquistando o acesso à Primeira Divisão.

 

 

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