Arena do Grêmio vazia para Venezuela x Peru. Foto: Diego Vara/Reuters/Via UOL

Arena do Grêmio vazia para Venezuela x Peru. Foto: Diego Vara/Reuters/Via UOL

A Conmebol, organizadora da Copa América, continua com seu pensamento tacanho de que qualquer evento de futebol por ela administrado vale “os olhos da cara”. Na competição disputada no Brasil, por exemplo, mesmo com seleções de baixíssimo nível técnico, sem contar os convidados desinteressantes, os ingressos estão absurdamente caros. A resposta do torcedor está nos estádios vazios.

Os valores são variáveis (de acordo com a fase da competição e a importância do jogo), mas vão de R$ 60 em área popular das arenas de Corinthians e Grêmio na primeira fase à R$ 890 para quem quiser acompanhar a decisão do torneio no melhor lugar do Maracanã. Confira os preços na tabela abaixo.

Um acinte se levarmos em consideração apenas a situação socioeconômica do Brasil, país sede. Se estendermos essa análise para a América do Sul a ofensa é ainda maior, uma vez que, além das entradas, nossos vizinhos precisam, invariavelmente, arcar com despesas de transporte e hospedagem.

Onde foi parar o conceito de esporte mais popular do continente? Acontece que torcedor não se engana mais. Se quer cobrar além da conta, a Conmebol que ofereça um produto melhor. Nem mesmo a seleção brasileira conseguiu lotar o Morumbi. E olha que o valor da renda apresentada (acima dos 22 milhões de reais) foi a maior já registrada na história do futebol nacional.

Imagino aqui que, se quiser estádios lotados e torcedores engajado, a Conmebol deveria reduzir o preço dos ingressos e reconhecer que errou na mão. Ou isso ou continua se enganando, achando que o combalido futebol sul-americano vale tudo isso. Porque o torcedor ela já não engana mais.

 

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    33
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