O que mais irrita na trajetória de Tite na Seleção Brasileira é a falta de ousadia. Foto: Kin Saito/CBF

O que mais irrita na trajetória de Tite na Seleção Brasileira é a falta de ousadia. Foto: Kin Saito/CBF

Já deu. Basta! O trabalho de Tite, o discurso de Tite, as preferências de Tite, o esquema tático de Tite, a teimosia de Tite, ao insistir em escalar jogadores que há muito tempo não rendem, tudo isto junto, ou seja, o pacote Tite chegou ao fim da linha no comando da Seleção Brasileira.

Esta é a opinião da maioria dos torcedores brasileiros. Pode não ser esta a opinião de quem manda na CBF. A entidade que comanda, e muito mal, o futebol brasileiro, dá mostras de que está fechada com o treinador. Este, por sua vez, mostra que foi seduzido pelo poder e também, claro, pelo robusto salário que recebe mensalmente. Dinheiro graúdo, que hoje gira em torno de R$ 1,3 milhão.

Alguns aspectos preocupam no pacote Tite. E vamos a eles: O técnico insiste em convocar e colocar para jogar jogadores que há muito tempo não justificam vestir a amarelinha, como gostava de dizer Mário Jorge Lobo Zagallo.

Thiago Silva, Marquinhos, William, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Gabriel Jesus e até Arthur, de futebol exuberante no Grêmio e apenas regular no Barcelona, completa a lista dos que têm cadeira cativa com Tite, mas o máximo que conseguem é enervar os raros torcedores brasileiros que se postam diante da televisão para ver jogos amistosos modorrentos, como o do feriado de 15 de novembro, com a vitória da Argentina por 1 a 0, gol de Messi após rebote de Alisson na cobrança de pênalti.

Foi a quinta partida consecutiva sem vitória – três empates e duas derrotas -,da equipe de Tite. A seleção não consegue ganhar um jogo desde que conquistou a Copa América, no Brasil, competição em que apresentou futebol apenas razoável.

O que mais irrita na trajetória de Tite na Seleção Brasileira é a falta de ousadia. Ou poderíamos trocar a falta de ousadia por covardia, insegurança, medo, ou até mesmo por uma insistência doentia em querer manter no grupo jogadores que em alguns momentos justificaram a escalação, mas que atualmente exibem futebol de baixo nível?

Quando Tite convoca jogadores que estão brilhando em seus clubes – Jorge, Bruno Henrique, Gabigol, Rodrygo, entre eles -, ou os coloca para atuar por alguns raros minutos, ou nem isto faz, transformando a presença destes no elenco em meros passeios.

Ao agir assim, não dando chances reais a estes jogaedores, o recado que Tite dá, pelo menos para este repórter, é que está com medo de que os seus queridinhos citados acima, percam o lugar na equipe.

Se este raciocínio estiver correto, estará cheio de razão quem diz que Tite é um técnico que adora patota.

Outro aspecto que é no mínimo constestável na gestão do Tite é ver, pelas imagens da TV, a figura de seu filho Matheus Rizzi Bacchi no banco de reservas da Seleção Brasileira. Matheus, o filho, não tem histórico profissional para ser auxiliar-técnico da seleção cinco vezes campeã do mundo.

Ser o filho do técnico não capacita ninguém para trabalhar na Seleção Brasileira. E como Matheus está lá sem ter currículo para tal, o nome que somos a obrigados a dar a isto é nepotismo.

 

 

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