Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Neymar não jogou contra o Equador, no empate em 1 a 1, pela Copa América. Foi preservado por Tite. Mas, mesmo na reserva, apareceu mais do que seus colegas que participaram do modorrento jogo.

Virou meme nas redes sociais.

Com ar de enfado pelo que via em campo, suas imagens com a mão na boca, com as pernas cruzadas, e fazendo ar, falso, de paisagem, viralisaram.

Sem Neymar, a Seleção Brasileira, seja do Tite ou de qualquer outro treinador, brasileiro ou estrangeiro, é um deserto de criatividade.

Sofre pela falta de ideias.

Neymar pode ser criticado, merecidamente, por segurar a bola em demasia, por se expor demais, por irritar os adversários, com, muitas vezes, dribles desnecessários, e por, principalmente, cair muito e rolar espetacularmente no gramado.

Merece ser criticado também por se envolver em discussões com árbitros e bater boca com seus adversários. Foi o que fez no seu recente jogo com a Colômbia, quando foi flagrado pelas câmeras ao provocar o atacante Borja, aquele mesmo que passou pelo Palmeiras sem deixar saudades e que, pelo que consta, pode voltar para a equipe de Abel Ferreira, que detém seus direitos federativos.

“Você é ruim, muito ruim, não deu certo no Palmeiras”, fustigou Neymar na discussão com o jogador colombiano.

Provocação que poderia muito bem ser evitada.

O problema é que o Neymar cidadão ainda não conseguiu se colocar no patamar que o futebol que o Neymar jogador merece estar.

Neymar é craque.

Isso é incontestável.

É indiscutível.

É o único talento inquestionável do futebol brasileiro.

Daqui e do exterior.

E já faz tempo.

E isso é muito ruim.

O futebol brasileiro, que sempre teve craques aos montes, passou a viver dos dribles e do talento de Neymar.

Virou também refém das atitudes intempestivas, de suas confusões extra campo e de tudo o que o pacote Neymar/Neymar pai traz de ruim.

E que não colabora em nada para que o jogador tenha uma imagem mais limpa e que ganhe, enfim, o prêmio de melhor do mundo que tanto almeja.

E que, sim, com a bola nos pés, faz por merecer.

Afinal, se até o croata Modric, um meia apenas razoável, já foi o melhor do planeta, em 2018, por que não Neymar?

O último jogador brasileiro eleito o melhor do mundo foi Kaká, em 2007.

De lá para cá, a bola nacional ficou miúda.

Queda livre que culminou com a goleada por 7 a 1 imposta pela Alemanha em pleno Mineirão, em 2014.

É triste ver a seleção de Tite em campo sem Neymar.

Dá sono.

Mesmo que o jogo seja disputado às seis da tarde.

Com Neymar, vemos ousadia, lançamentos que deixam os colegas na boca do gol, dribles, gols, jogadas de efeito.

É verdade que ele irrita a todos nós quando esquece a bola e desanda a reclamar da arbitragem.

E insiste em arrumar encrencas com os adversários.

Ele bem que poderia pensar só em jogar futebol.

Sei que é sonho imaginar um Neymar equilibrado, centrado, preocupado apenas em mostrar o seu talento.

Mas como, sem ele, estamos órfãos,  na dependência de uma ou outra boa jogada de Richarlyson, Everton Cebolinha ou Everton Ribeiro, ou até mesmo de um momento de lucidez e um chute certeiro de Gabigol, o jeito é festejar a presença de Neymar.

Mesmo que venha com um pacote de infantilidades.

Pois, sem ele, corremos o risco de virar uma Venezuela.

 

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