Mancini é um dos preferidos do Santos para vaga de Levir, caso técnico não renove

Mancini é um dos preferidos do Santos para vaga de Levir, caso técnico não renove

Samir Carvalho
Do UOL, em Santos (SP)

O Santos busca nesta segunda-feira, diante do Vitória, às 20h (de Brasília), no estádio do Pacaembu, em jogo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, se manter vivo na corrida pelo título brasileiro. A partida, no entanto, também mexe com os bastidores do clube.

O confronto servirá para a diretoria santista acompanhar de perto o trabalho do técnico rival Vagner Mancini. Sem saber se poderá contar com o atual comandante Levir Culpi, o clube já se articula nos bastidores para decidir um possível sucessor.

Levir tem contrato até 31 de dezembro deste ano e permanência incerta devido a um interesse público do Gamba Osaka, do Japão, noticiado pelo veículo "Nikkansports". Além disso, o Santos também passará por eleições em dezembro.

"Estamos avaliando todas as possibilidades. O Levir é uma das possibilidades", explicou o presidente Modesto Roma Júnior.

O experiente treinador trabalhou no Japão de 2007 a 2013, no Cerezo Osaka, e sempre que pode exalta a cultura japonesa e as experiências vividas durante o período.

"Falando sério? Estou indo já. Não tem nada, mas estou feliz em saber. É motivo de alegria, o Japão é um país maravilhoso e aprendi muito lá. Alguém até falou que eu estava desatualizado porque fiquei sete anos lá. É um completo engano. Fui lá para aprender futebol e não ensinar. Tudo funciona melhor lá. Seria um prazer voltar para o Japão, mas não tem nada. Não sei de onde surgiu isso", afirmou em entrevista coletiva após a vitória por 1 a 0 diante do Atlético-PR, no último dia 25.

Mancini, por sua vez, é sonho antigo do principal mandatário santista. O trabalho do treinador do Vitória agrada bastante a cúpula diretiva. Ele já quase acertou com o clube em 2015. Na ocasião, o Santos acabou fechando o retorno de Dorival Júnior.

O técnico também trabalhou na Vila Belmiro, em 2009, quando foi o responsável pelo início da dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso, bancando ambos como titulares.

Nesta temporada, dirigiu a Chapecoense onde conquistou o título catarinense, mas acabou demitido no início de julho. No mesmo mês, acertou o retorno ao Vitória, clube que havia assumido em outras oportunidades: entre 2008 e 2009 e 2015 e 2016.

O contrato é uma das preocupações, já que o vínculo do treinador com o clube baiano foi assinado até o fim de 2018 e exigirá compensação financeira.

Outra possibilidade monitorada pelo Santos atende por Claudinei Oliveira, uma espécie de "queridinho" da atual diretoria do Santos.

O treinador, inclusive, quase substituiu Dorival Júnior na temporada passada, quando o atual técnico do São Paulo teve o cargo ameaçado pela primeira vez.

Claudinei tem trânsito livre na Vila Belmiro. Nesta temporada, em sua folga no Avaí, o treinador até assistiu a um jogo do Santos na Vila Belmiro. O treinador tentou aproveitar a amizade com Modesto e companhia para contratar o atacante Thiago Ribeiro, que não aceitou reduzir os seus ganhos, por volta de R$ 300 mil mensais.

Santos tem dúvidas

Após o empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, o Santos ainda não sabe se poderá contar com o atacante Bruno Henrique, artilheiro da equipe na temporada, com 16 gols marcados, que deixou o confronto reclamando de dores musculares. Além dele, o volante Renato, em recuperação de um edema no tornozelo esquerdo, também segue como dúvida.

"Jogar contra times que estão na parte de baixo, às vezes, é até pior. Os jogadores dão a vida nas partidas. Então, temos que trabalhar da mesma forma contra times de cima e de baixo da tabela", alertou o volante santista Matheus Jesus.

O Vitória, por sua vez, não terá o centroavante André Lima, expulso na derrota por 2 a 1 para o Sport, na última quinta-feira.

Foto: Vitor Silva / SSPress (Retirada do Portal UOL)

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