Verdão tem folha salarial na casa do R$ 14 milhões, enquanto os alagoanos não passam de R$ 300 mil. Foto: Cesar Greco

Verdão tem folha salarial na casa do R$ 14 milhões, enquanto os alagoanos não passam de R$ 300 mil. Foto: Cesar Greco

Atual campeão da Copa do Brasil, o Palmeiras falhou de forma vexatória em sua tentativa de defender seu título. A queda diante do CRB, na terceira fase da competição, em casa, depois de ter vencido o jogo de ida em Alagoas, é um dos maiores fiascos do Verdão em sua história no torneio.

Ao ser eliminado pelo clube de Maceió, o Palmeiras fez o país se lembrar de outras eliminação traumática do clube para outro time alagoano, também na Copa do Brasil: o Asa, de Arapiraca, em 2002. Na oportunidade, os alagoanos venceram o jogo de ida por 1 a 0 e, após perder a volta por 2 a 1 no Parque Antártica, se classificaram por conta do critério do gol fora de casa.

Até hoje lembrada como uma das maiores vergonhas da história palmeirense, a derrota diante do Asa tem outro contexto, mas talvez possa ser comparada ao revés diante do CRB. Na época, o Asa era um time absolutamente desconhecido, sem relevância nacional e que sequer disputava a Série B do Brasileirão. O Palmeiras, porém, também estava longe de ter um grande time, tanto que acabou o ano rebaixado no Brasileirão - ainda que contasse, por exemplo, com o goleiro Marcos, o lateral Arce e o meia Alex.

Em 2021 a situação é outra. O Verdão é o atual campeão da Copa do Brasil. Atual campeão da Libertadores. Está no Top 5 de times com maiores orçamentos do futebol brasileiro. Ao mesmo tempo, o CRB está muito acima do que era o Asa. O clube de Maceió disputa a Série B, é competitivo. A equipe por si só já tem muito mais tradição do que o pequeno conterrâneo que eliminou o Verdão em 2002.

Se olharmos para o orçamento das duas equipes, o Verdão confirma o tamanho da vergonha que é cair diante do CRB: enquanto o Palmeiras tem folha salarial na casa dos R$ 14 milhões (de acordo com levantamento do jornalista Jorge Nicola realizado no início de 2021), o clube alagoano gira em torno de R$ 350 mil. Ou seja, os paulistas tem folha mais de 40 vezes maior que os nordestinos.

Podemos lembrar que a Copa do Brasil é historicamente um celeiro de zebras, que vira e mexe aprontam diante dos grandes. Santo André, Paulista, Criciúma são os exemplos mais notáveis, afinal foram campeões do torneio. Mas nada, absolutamente nada justifica e minimiza a vergonha palmeirense ao ser eliminado pelos alagoanos com tamanha distância financeira e de estrutura. Abel Ferreira vai ter trabalho para explicar o vexame, que sim, pelo contexto e pela disparidade economica é tão grande quanto a histórica eliminação para o Asa de Arapiraca.

FILME REPETIDO

A título de curiosidade: a derrota diante do CRB foi a quarta eliminação do Palmeiras numa disputa de pênaltis em 2021. O Verdão já foi derrotado por Al Ahly, Flamengo, Defensa y Justicia e agora CRB ao longo do ano. Parece cada vez mais evidente uma dificuldade cada vez alviverde: criar oportunidades contra defesas fechadas.

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