A impressão que a seleção dá é que Tite perdeu o rumo

A impressão que a seleção dá é que Tite perdeu o rumo

Por Wladimir Miranda

Ouvi muita gente criticar o futebol que a Seleção Brasileira ousou mostrar na manhã desta quinta-feira, em Singapura, contra o esqudrão de Senegal. Na verdade, poucos viram a peleja, que é como antigamente chamavam uma partida de futebol. Quem é que pode ver um amistoso destes, às 9 hs da manhã, em pleno dia de labuta? Poucos. Ninguém deu importância para o jogo - que terminou com um empate em 1 a 1 -, nem as emissoras de rádio.

Eu gostei. Aprovei a nova cara do Brasil. Fiquei entusiasmado com algumas jogadas mostradas pelo selecionado. Em alguns momentos parecia até que a equipe era formada por onze ronaldinhos gaúcho. O estilo era o mesmo do craque que brilhou mundo afora, especialmente pela Seleção Brasileira, Grêmio, Barcelona, PSG, Milan, Flamengo, Atlético Mineiro, Querétaro, não necessariamente nesta ordem.

Os jogadores batiam na bola com uma elegância que não se vê mais por aqui e no exterior. Jogadas pelo meio, pelos lados, dribles, domínio de bola invejável. No final do primeiro tempo, o Mané disparou pelo lado esquerdo, passou por um, por dois e, quando ia marcar o gol, foi empurrado pelo zagueiro dentro da área. Pênalti indiscutível.

Na batida, bola num canto, goleiro no outro. Sané, Kouyaté e Koulilaly também encantaram os torcedores de Singapura e os telespectadores com um toque de bola refinado.

Também gostei bastante do novo uniforme. Todo verde, com a figura de um leão na região frontal em marca d’água. A gola é redonda, os punhos e as faixas nas mangas são brancas. Este é o uniforme número dois. O número um é todo branco.

Achei mesmo, repito, que os de verde mostraram um bom futebol. Mas os de camisa amarela e calção azul, decepcionaram. Não bastasse atuar em um campo com as medidas fora do padrão exigido pela Fifa e um gramado repleto de falhas, os comandados de Tite completaram o terceiro jogo consecutivo sem vitória.

Impreessiona como a Seleção Brasileira piora a cada jogo. Bastou a equipe ter pela frente um adversário com jogadores de ponta do futebol mundial como Mané e Sané, por exemplo, para escancarar todos os seus defeitos.

O Brasil, claro o de amarelo, não consegue se impor. Na Copa América, o time só conseguiu deslanchar a partir do embate contra a Bolívia, graças aos dribles e gols de Everton Cebolinha. Nesta quinta-feira, com Neymar em campo, o saldo foi negativo.

Após o gol de Roberto Firmino logo no início da partida, um belo gol por sinal, a seleção murchou. O gol de pênalti, batido por Diédhiou, premiou os senegaleses, que já mereciam o empate.

Na segunda etapa, o domínio foi de Senegal, que acertou a trave do goleiro brasileiro Ederson. Neymar, que fazia o seu centésimo jogo com a camisa da Seleção Brasileira, teve uma atuação apagada.

Everton Cebolinha, o destaque da Copa América, só entrou em campo aos 14 minutos do segundo tempo, quando a partida já era dominada por Senegal.

Na entrevista coletiva, o que restou ao técnico Tite foi reconhecer que a seleção foi muito mal. No domingo, o Brasil, o real, de amarelo, volta a campo, desta vez para enfrentar a Nigéria, também às nove da manhã.

É difícil, quase impossível, que consiga mostrar um futebol empolgante. A impressão que a seleção dá é que Tite perdeu o rumo. E que nada mais tem a acrescentar à Seleção Brasileira.

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