Meia do Lyon marcou dois gols e ganhou muito espaço no time de Tite durante a Copa América. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Meia do Lyon marcou dois gols e ganhou muito espaço no time de Tite durante a Copa América. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Apesar do segundo lugar na Copa América, acabando derrotado pela Argentina na grande final, a seleção brasileira tem um saldo positivo dentro de campo na disputa torneio sul-americano. Embora o país tenha a cultura de olhar basicamente para o resultado final do torneio, o time do técnico Tite evoluiu e viu alguns jogadores ganhando espaço.

Muito sólida, a seleção brasileira chegou até a grande final especialmente pela força de sua defesa. O Brasil é um time cada vez mais seguro, com uma recomposição defensiva muito eficiente. Não por acaso, um jogador que ganhou muito elogios da comissão técnica e, consequentemente, aproveitou bem as oportunidades que recebeu no torneio foi o zagueiro Eder Militão. Além do defensor do Real Madrid, Thiago Silva e Marquinhos fizeram excelente campanha e seguem com o status de principais zagueiros do país.

Quem melhor aproveitou suas oportunidades e parece ter se consolidado na equipe de Tite é o meia Lucas Paquetá. Titular na maior parte da Copa América, o jogador do Lyon fez gols, participou da armação das jogadas e chegou a jogar até de segundo volante em momentos em que Tite quis ter um time mais ofensivo. Outro que sai “maior” da competição é o atacante Richarlison. Sempre muito esforçado, participativo, o camisa 7 parece que hoje é titular absoluto da seleção e se mostra um jogador cada vez mais útil para o time.

Paquetá, aliás, forma com Neymar uma dupla importantíssima do ponto de vista tático. Com eles, Tite pode arriscar mais, puxando o camisa 10 para a meia, e colocado três atacantes a sua frente, enquanto o meio-campista ex-Flamengo recua para jogador mais próximo de Casemiro. Engana-se quem diz que o time de Tite não tem variação. E a Copa América mostrou isso.

Mas nem todo mundo aproveitou bem as chances que recebeu. Embora titular na maior parte da competição, Fred não empolga no meio-campo verde e amarelo. Mas os casos mais claros são dos atacantes Gabriel Jesus e Gabigol.

Vindo de temporada ruim com o Manchester City, Jesus não consegue mais repetir as boas atuações do período pré-Copa de 2018 e, embora brigue e se esforce muito, está longe de ser o camisa 9 que a seleção precisa. Não por acaso, terminou a Copa América sem nenhum gol e marcado pela dura expulsão diante do Chile, lance em que resultou punição de dois jogos pela Conmebol, o tirando da grande final.

Já Gabigol até marcou uma vez na campanha brasileira, mas esteve muito longe de ser o mesmo jogador do Flamengo. O ex-santista chegou à seleção com a expectativa de se tornar o companheiro ideal de Neymar, mas foi muito discreto, recebeu duras críticas e vai precisar remar muito para ganhar vaga no time titular – isso se Tite ainda seguir o convocando.

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