A Academia palmeirense que jogaria mais bonito

A Academia palmeirense que jogaria mais bonito

Inicio a segunda parte dos times de todos os tempos homenageando a Sociedade Esportiva Palmeiras. Lembrando que o jogador que tenha jogado mais anos pelo clube, que disputou o maior número de partidas e que tenha marcado mais gols será titular absoluto. E não repetirei o mesmo futebolista em outro clube.
ACADEMIA: Termo dado ao time do Palmeiras de 1965 comandado pelo treinador argentino Filpo Nuñes, que jogava um futebol cadenciado com belos toques.
PALMEIRAS DE TODOS OS TEMPOS
O Palmeiras foi fundado pela colônia italiana na cidade de São Paulo no dia 26 de agosto de 1914, sendo que a sua ata de fundação é em italiano. Tanta identificação com a Itália fez com que o seu primeiro nome fosse Palestra Itália, mudando para Palmeiras em 1942, devido à Segunda Guerra Mundial.
TITULAR: Marcos, Junqueira, Luís Pereira, Waldemar Fiúme e Roberto Carlos; Dudu e Ademir da Guia; Eduardo Lima, Romeu, César e Heitor.
MARCOS ROBERTO SILVEIRA REIS (Oriente, SP, 03/07/1974) ? Camisa 1 - Jogou no Palmeiras em 1992 e de 1996 a 2012, disputando 532 partidas. Devido ao seu carisma e atuações em títulos importantes, tornou-se o maior goleiro da história do Palmeiras, superando nomes como Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes e Emerson Leão, não talvez tecnicamente (também foi muito bom), mas por seu simbolismo e coração dentro de campo. Teve uma primeira aparição pelo time profissional em uma partida amistosa no ano de 1992, mas somente começou a jogar em 1996, tendo que aguardar três anos para assumir a titularidade, já que Veloso estava em grande fase. Quando o titular se machucou em plena Libertadores da América de 1999, Marcos agarrou (no sentido exato da palavra) a posição, tendo fantásticas atuações, ganhando o inédito título e sendo considerado o melhor goleiro da competição, tanto é que foi apelidado de São Marcos, devido aos milagres que fazia para não tomar gol, além da sua capacidade para defender pênaltis. No final do ano falhou na decisão contra o Manchester United, com o título mundial ficando para o time inglês. Em 2000 também jogou bem na Libertadores, mas perdeu a final para o Boca Juniors, contentando-se com o título do Torneio Rio-São Paulo. Na Seleção Brasileira começou a ter chance de fato quando o treinador era o Luiz Felipe Scolari, que havia sido o seu técnico no Palmeiras, com ambos ganhando a Copa do Mundo de 2002, a do penta e Marcos jogando muito bem. Após o Mundial sua carreira no Palmeiras passou por altos e baixos, chegando até mesmo a ser chamado de frangueiro, algo que acontece com qualquer goleiro, já que atua em uma posição que qualquer falha é fatal. O Palmeiras foi pela primeira vez rebaixado no Campeonato Brasileiro, com o time ganhando em 2003 a Série B, garantindo novamente o seu acesso à Primeira Divisão. Mesmo tendo que conviver com essas irregularidades (suas e do time), Marcos continuava sendo o grande ídolo da torcida palmeirense, dividindo por muitas vezes a titularidade com o goleiro Sérgio, seu amigo e que também jogava bem na sua posição. Só voltou a ser novamente campeão em 2008, com o seu primeiro título paulista. As lesões o perseguiram durante toda a carreira, sendo que poderia ter jogado bem mais partidas, batendo facilmente o recorde de Leão como goleiro com mais jogos pelo Palmeiras (617) e quem sabe até mesmo superar Ademir da Guia no total. Encerrou a carreira no final de 2012, sendo considerado por muitos como o último ídolo palmeirense e um dos maiores da história do clube. Será homenageado com um busto quando o novo estádio estiver pronto.
JOSÉ JUNQUEIRA DE OLIVEIRA (Vargem Grande, SP, 26/02/1910 ? São Paulo, SP, 25/04/1985) ? Camisa 2 - Jogou no Palmeiras de 1931 a 1945 e disputou 326 partidas sem marcar gols. Era o melhor zagueiro do futebol paulista da década de 30, com um estilo clássico e ao mesmo tempo viril, sendo muito difícil de ser driblado e desarmando os adversários com carrinhos precisos. Símbolo do clube desde a época que ainda se chamava Palestra Itália, ganhando pelo time 7 títulos paulistas (1932/33/34, 1936, 1940, 1942 e 1944), fazendo dele o recordista na história palestrina/palmeirense. Em 1933 também venceu um Torneio Rio-São Paulo que foi disputado em paralelo com o Estadual, no ano que o futebol brasileiro se profissionalizou. Estava no time quando mudou o nome de Palestra para Palmeiras no ano de 1942, em virtude de o Brasil ter entrado em conflito com a Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1943 recebeu um busto no Parque Antarctica pelo seu simbolismo, tornando-se o primeiro jogador palmeirense a receber tal homenagem no clube, quando ainda jogava.
LUÍS EDMUNDO PEREIRA (Juazeiro, BA, 21/06/1949) ? Camisa 3 - Jogou no Palmeiras de 1968 a 1975 e de 1981 a 1984, marcando 35 gols em 568 partidas. Considerado o melhor zagueiro-central brasileiro dos anos 70. Veio do São Bento de Sorocaba para fazer história no Palmeiras. Chegou ao time em um momento difícil, quando quase caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. A partir de 1969 houve uma reformulação no time que foi aos poucos se preparando para a próxima década, uma das maiores, vencendo no mesmo ano o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Luís Pereira, que era conhecido pelo apelido de Luís Chevrolet, era um dos principais jogadores da nova fase, fazendo parte da equipe que ficou conhecida como Segunda Academia, comandada pelo treinador Oswaldo Brandão, vencendo o Campeonato Paulista (1972 e 1974) e o Brasileiro (1972/73). Era um zagueiro que lembrava Domingos da Guia, dando a impressão de ser lento, mas dono de grande categoria, desarmando com facilidade os atacantes e também tinha o costume de subir ao ataque, marcando uma boa quantidade de gols para um jogador da sua posição. Formou com Alfredo Mostarda uma das melhores zagas do Brasil no seu tempo. Disputou a Copa do Mundo de 1974 e no ano seguinte venceu pelo Palmeiras o Troféu Ramón de Carranza, chamando a atenção dos espanhóis, com o Atlético de Madrid contratando ele e o companheiro Leivinha. Retornou ao Parque Antarctica em 1981, não ganhando títulos, mas jogando bem, formando dois anos depois outra excelente zaga com Vágner Bacharel, considerada uma das melhores da época.
WALDEMAR FIÚME (São Paulo, SP, 12/10/1922 ? 06/11/1996) ? Camisa 4 - Jogou no Palmeiras de 1941 a 1958, marcando 27 gols em 601 partidas. Jogou exatos 17 anos no clube, do dia 14 de setembro de 1941 a 17 de setembro de 1958, tornando-se o jogador que atuou mais anos no Parque Antarctica, ininterruptamente, caso seja considerado que o goleiro Marcos tenha jogado 16 temporadas, já que somente a partir de 1996 começou a ter chances, mas estava no time como terceiro goleiro desde 1992. Waldemar Fiúme foi descoberto quando jogava na várzea do Glicério, chegando ao "ainda? Palestra Itália. Atuou também como centromédio (volante), mas foi na posição de quarto-zagueiro que marcou de fato, sendo considerado pelo centroavante Ademir de Menezes como o seu melhor marcador. Foi apelidado de Pai da Bola, por sua grande habilidade, além de ser um jogador extremamente raçudo. Sagrou-se três vezes campeão paulista (1942, 1944, 1947 e 1950), vencendo também em 1951 o Torneio Rio-São Paulo e a Taça Rio. Da mesma forma que Junqueira, ganhou um busto quando ainda era jogador (1956), tornando-se o segundo a receber tão bela homenagem.
ROBERTO CARLOS DA SILVA (Garça, SP, 10/04/1973) ? Camisa 6 - Jogou no Palmeiras de 1993 a 1996, marcando 17 gols em 185 partidas. Na sua posição de lateral-esquerdo jogadores como Geraldo Scotto, Zeca e recentemente Júnior jogaram mais anos e atuaram em um número maior de jogos, sendo que apenas o último marcou mais gols que Roberto Carlos. Mas nenhum deles foi tão eficiente como ele. Vindo do União São João da cidade de Araras (SP), era mais um dos contratados da Empresa de Leites Parmalat, que patrocinava o Palmeiras. Logo no seu primeiro ano (1993) foi campeão paulista, título que não vinha desde 1976, ganhando também o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro. Muitos acharam injusto de não ter sido convocado para a Copa do Mundo de 1994, a do tetra, mas mesmo assim foi bicampeão paulista e brasileiro. Baixinho, tinha muita força física, marcava bem, dono de um excelente prepara físico que lhe permitia apoiar bem o ataque com fortes chutes e cruzamentos precisos, além das suas venenosas cobranças de falta. Por jogar em uma época que já era difícil segurar jogador no Brasil, foi negociado com a Internazionale e depois jogou muitos anos no Real Madrid.
OLEGÁRIO TOLÓI DE OLIVEIRA ? DUDU (Araraquara, SP, 07/11/1939) ? Camisa 5 - Jogou no Palmeiras de 1964 a 1976, marcando 25 gols em 609 partidas. Sem sombra de dúvidas o maior volante da história do Palmeiras, formando ao lado de Ademir da Guia o mais famoso meio de campo palmeirense de todos os tempos, atuando juntos em 519 jogos, número maior que de inúmeros históricos jogadores. Quando era jogador da Ferroviária de Araraquara já chamava a atenção junto com o seu companheiro Bazani. Chegando ao Palmeiras teve que disputar a posição com Zequinha, que havia sido campeão do mundo como reserva pela Seleção Brasileira em 1962, no Chile, tornando-se logo o volante titular, nunca se destacando pela técnica, mas sim por ser um carregador de piano, jogando um futebol de forte marcação, não dando moleza aos adversários. Ele e Ademir foram os únicos jogadores que participaram das duas Academias, nos anos 60 e 70. Ganhou muitos títulos: Rio-São Paulo (1965), Campeonato Paulista (1966, 1972 e 1974), Taça Brasil (1967), Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e um Bicampeonato Brasileiro (1972/73). Em 1976, quando abandonou a carreira, assumiu a função de treinador, sagrando-se campeão paulista. Saiu no ano seguinte, voltando a treinar o Palmeiras nos anos de 1981 e 1990/91, sem conseguir ser campeão.
ADEMIR DA GUIA (Rio de Janeiro, RJ, 03/04/1942) ? Camisa 10 - Jogou no Palmeiras de 1961 a 1977, marcando 153 gols em 901 partidas. Filho de Domingos da Guia, o melhor zagueiro do futebol brasileiro de todos os tempos, Ademir da Guia simplesmente foi o maior jogador da história do Palmeiras. Da mesma forma que o pai, iniciou a carreira no Bangu, sendo levado por Domingos à São Paulo e construir o nome do clube paulista através de muitos títulos e de um futebol que jamais foi esquecido por quem o viu atuar, torcedores palmeirenses e até mesmo adversários. O meia-esquerda chamava a atenção por vários motivos, pois era alto e magro, mulato de cabelos loiros, elegância ao correr (de forma lenta) e dominar a bola, cadenciando o time ao seu estilo de jogar e dono de uma técnica refinada que fazia dele um dos melhores jogadores do Brasil. Se Domingos da Guia era o Divino Mestre, Ademir passou a ser o Divino. E era dono de um caráter irrepreensível, calado e amigo de todos, mas muitas vezes essa personalidade o atrapalhou em termos de Seleção Brasileira. O termo Academia se aplicava ao time do Palmeiras, mas em especial ao futebol dele, que de fato tinha um estilo de jogo bem acadêmico. Por quase duas décadas foi o pulmão do time, conquistando uma sequência formidável de títulos, sagrando-se 5 vezes campeão paulista (1963, 1966, 1972, 1974 e 1976), ganhando também um Torneio Rio-São Paulo (1965), uma Taça Brasil (1967), dois Torneios Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e foi bicampeão brasileiro (1972/73). Só participou da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, jogando apenas os primeiros 45 minutos da decisão do terceiro lugar contra a Polônia, vencido pelos poloneses por 1 a 0 (gol de Lato), muito pouco para o tamanho do seu futebol. Ademir da Guia é o jogador que disputou mais partidas pelo Palmeiras, estando quase 300 jogos acima do segundo colocado (Leão) e tinha como sonho chegar ao número 1000, mas problemas respiratórios fizeram que encerrasse a carreira com 35 anos, ainda jogando muito bem. No dia 22 de janeiro de 1984 finalmente fez o seu jogo de despedida. E em 01 de setembro de 1986 ganhou o seu busto.
EDUARDO JORGE DE LIMA (São Paulo, SP, 22/08/1920 ? 17/07/1973) ? Camisa 7 - Jogou no Palmeiras de 1938 a 1954, marcando 149 gols em 458 partidas. Para as gerações posteriores pode surpreender a inclusão de Eduardo Lima na ponta-direita, com tantos grandes jogadores que jogaram na posição. Mas Lima tem uma história gloriosa no Palmeiras, tendo atuado em 16 temporadas, sendo uma espécie de xodó da torcida (era conhecido no início como O Garoto de Ouro) e atuou em várias posições do ataque, com destaque nas meias e nas pontas. Jogava com um gorro na cabeça devido à calvície precoce, era um atacante completo, pois driblava, armava e concluía muito bem, movimentando-se com muita agilidade em campo e tinha muita velocidade. Cansou de ser campeão paulista, vencendo a competição por 5 vezes (1940, 1942, 1944, 1947 e 1950) e em 1951 ganhou também o Rio-São Paulo e a Copa Rio. Um símbolo do Palestra Itália/Palmeiras.
ROMEU PELLICCIARI (Jundiaí, SP, 26/03/1911 ? São Paulo, SP, 15/07/1971) ? Camisa 8 - Jogou no Palestra de 1930 a 1935 e em 1942, marcando 106 gols em 150 partidas. O pouco número de jogos disputados comparado ao dos demais escolhidos em nada atrapalha a sua importância na história do clube. Na primeira metade da década de 30 era o principal jogador do Palestra Itália, tendo grande importância na conquista do único Tricampeonato Paulista do time (1932/33/1934), conquistando também um Torneio Rio-São Paulo em 1933, um ano importante para Romeu Pellicciari, que esteve presente em ótimos resultados da sua equipe, sendo o principal responsável das grandes vitórias. Era gordinho, mas um jogador altamente técnico, que driblava de forma espetacular, um dos melhores lançadores da história do futebol brasileiro e que chutava com muita força. Que nem Lima, anos depois, jogava com um gorro na cabeça por causa da calvície. Em 1935 foi jogar no Fluminense, construindo outra bela carreira com o Tricampeonato Carioca de 1936/37/38 e o Bi em 1940/41. Foi na época do Flu que jogou sua única Copa do Mundo (1938), sendo considerado na época um dos melhores jogadores do Brasil. No time carioca jogou mais partidas (202), porém marcou menos gols (90), já que no Palestra era mais ofensivo. No ano de 1942 retornou ao time do coração quando se chamava Palestra de São Paulo, sendo campeão paulista e chegou a jogar três partidas quando já tinha o nome de Palmeiras.
CÉSAR AUGUSTO DA SILVA LEMOS (Rio de Janeiro, RJ, 17/05/1945) ? Camisa 9 - Jogou no Palmeiras de 1967 a 1975, marcando 180 gols em 324 partidas. Se algum dia se ler ou ouvir que César Lemos foi o maior goleador da história do Palmeiras não haveria tanto exagero assim, pois tem e não tem verdade tal afirmação. Quem de fato marcou mais gols foi Heitor Marcelino, mas no tempo que ele jogava o clube se chamava Palestra Itália, sendo que na época de César já era conhecido como Palmeiras há mais de 20 anos, o que explica o porquê de ser quem marcou mais gols do time com o novo nome. Jogava no Flamengo quando a diretoria palmeirense adquiriu o seu passe em 1967, disputando a posição no início com Servílio Filho e Tupãzinho. Com o seu estilo irreverente (ficou conhecido pelo apelido de César Maluco) tornou-se o grande goleador do time, ganhando a Taça Brasil de 1967 e o Roberto Gomes Pedrosa no mesmo ano (artilheiro da competição) e em 1969. No ano de 1971 foi artilheiro do Campeonato Paulista. A melhor fase da sua carreira aconteceu quando teve ao seu lado o atacante Leivinha, formando uma entrosada dupla de ataque que foi campeã paulista nos anos de 1972 e 1974 e bicampeã brasileira em 1972/73, o time da segunda Academia. Disputou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. É até hoje muito identificado com o Palmeiras, o clube mais importante da sua carreira. 
HEITOR MARCELINO (São Paulo, SP, 20/12/1898 ? 21/09/1972) ? Camisa 11 - Jogou no Palestra Itália de 1916 a 1932, marcando 284 gols em 330 partidas. Dos titulares é o único jogador que nunca atuou no clube com o nome Palmeiras, pois quando saiu do seu time de coração faltavam 10 anos para o Palestra se chamar como conhecemos hoje. Mas Heitor Marcelino é o maior goleador da história palmeirense de quase 100 anos. Antes do Palestra Itália completar um ano de vida, já atuava no S. C. Internacional (1915) e Americano (1916). Por ser descendente de italianos, veio jogar no clube no final de 1916, tornando-se o primeiro grande ídolo dos seus torcedores, que o chamavam de Ettore. Centroavante de estilo clássico, cabeceava muito bem, veloz nas arrancadas, muita facilidade para driblar e excelente nos chutes com ambas as pernas. Era apontado como o grande rival de Arthur Friedenreich, o melhor jogador brasileiro da época. Conquistou em 1920 o primeiro título paulista da história do clube, sendo também bicampeão em 1926/27. Foi artilheiro do Campeonato Paulista de 1926 e 1928, pela APEA. Nunca recebeu nada do Palestra, pois quando parou de jogar o futebol brasileiro ainda não tinha se profissionalizado. É até hoje o jogador que marcou mais gols pelo clube, seja Palestra Itália ou Palmeiras, uma marca que dificilmente será batida no tão bem pago futebol atual, ainda mais tendo 100 gols acima do segundo colocado.
VANDERLEI LUXEMBURGO (Nova Iguaçu, RJ, 10/05/1952) ? Foi técnico do Palmeiras em 1993/1994, 1995/1996, 2002 e em 2008/2009, comandando o time em 367 partidas. Está abaixo de Oswaldo Brandão e Luiz Felipe Scolari no número de jogos comandados, mas entendo que pelo perfil do time (Academia) seu estilo de armar uma equipe é mais adequado, pois opto em Brandão para treinar o Corinthians e Scolari (mesmo ganhando o mais importante título da história do clube) não combinaria em um melhor esquadrão palmeirense. Quando chegou ao Palmeiras em 1993, Vanderlei Luxemburgo vinha bem recomendado pelo título paulista de 1990, comandando o Bragantino. Com um time recheado de bons jogadores (Roberto Carlos, Mazinho, Antônio Carlos, César Sampaio, Edílson, Edmundo, Zinho e Evair), formou a melhor equipe do Brasil em 1993/94, conquistando 5 títulos (dois estaduais, um Rio-São Paulo e dois nacionais). Em novembro de 1995 retorna ao Parque Antarctica e no ano seguinte monta uma equipe que é considerada a melhor do clube desde a Segunda Academia, conquistando o Campeonato Paulista daquele ano com uma marca de 102 gols e contando com jogadores do calibre de Cafu, Júnior, Flávio Conceição, Djalminha, Rivaldo, Müller e Luizão. Na sua terceira passagem (2002) não dispunha de um elenco tão bom como os anteriores, dispensou alguns jogadores e saiu do clube no decorrer do Brasileirão, competição que o Palmeiras foi rebaixado. Da mesma forma que Felipão, tem uma história de muitos títulos no clube, com cada um conquistando torneios diferentes e cada um com o seu respectivo valor, através de métodos de trabalho opostos, mas ambos são os treinadores que saíram e o time caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro meses depois. Em sua última passagem (2008/2009) faturou no primeiro ano o seu quarto título paulista pelo Palmeiras. Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, dois treinadores com glórias e inglórias diferentes pelo clube, vitoriosos e perdedores, elogiados e criticados, um tem bom desempenho em longas competições e o outro em mata-matas, o primeiro opta por um futebol bem jogado e o segundo pelo resultado. Apesar dos prós e contras, são treinadores de nível de Seleção Brasileira, com Scolari sendo mais feliz que Luxemburgo, mas ambos tem o melhor currículo do futebol brasileiro nos últimos 20 anos, com certeza.
COMO JOGARIA O TIME DO PALMEIRAS?
O goleiro Marcos jogaria ao seu estilo corajoso, dando saltos acrobáticos quando necessário, mas teria pouco trabalho em auxiliar a defesa. Como não haveria um lateral-direito fixo, Junqueira assumiria a função quando necessário, por ser um excelente marcador. Luís Pereira e Waldemar Fiúme teriam a incumbência de tomar conta das investidas adversárias, com o zagueiro-central subindo pouco ao ataque, pois seria algo desnecessário, já que o time contaria com três jogadores de área. O lateral-esquerdo Roberto Carlos marcaria em cima o ponta-direita adversário e, devido ao seu bom preparo físico, subiria ao ataque, já que a equipe não teria um ponta-esquerda, além de ser o encarregado principal das cobranças de falta. Dudu e Ademir da Guia teriam a mesma função que tinham nos anos 60 e 70, com o volante grudando nos adversários e o meia-esquerda armando o time com a sua técnica refinada. Eduardo Lima seria um ponta-direita autêntico, já que o seu setor estaria tão carente de algum jogador que jogasse no lado direito do campo, estaria fixado na posição, sem se deslocar para o meio ou comando do ataque. Romeu Pellicciari, que sabia lançar muito bem, municiaria seus companheiros da frente, assumindo a função de garçom e também concluindo, além de ser uma das alternativas nas cobranças de pênaltis. César e Heitor seriam os dois centroavantes do time, opção lógica já que são os maiores goleadores da história do Palmeiras, aproveitando-se das sobras com os pés ou de cabeça.
RESERVA: Oberdan, Bianco, Djalma Dias, Valdemar Carabina e Geraldo Scotto; César Sampaio e Jair Rosa Pinto; Edu Bala, Leivinha, Evair e Mazzola.
OBERDAN CATTANI (Sorocaba, SP, 12/06/1919) ? Jogou no Palmeiras de 1941 a 1954, disputando 351 partidas. Antes da consagração do goleiro Marcos vencia em qualquer enquete que era feita do maior Palmeiras de todos os tempos. Mesmo tendo depois dele goleiros como Valdir e Leão, que jogaram mais partidas e conquistaram muitos títulos, sua ligação com o clube sempre falaram mais alto, além da sua categoria na posição, que faziam dele o melhor do futebol paulista na década de 40 e do Brasil ao lado de Barbosa. Oberdan Cattani era caminhoneiro na sua cidade e quando estava em São Paulo sempre ia assistir aos jogos do seu time do coração. Até que teve uma chance, fez um teste e se saiu muito bem, sendo contratado. No final do seu primeiro ano como goleiro foi convocado pela Seleção Paulista, sendo campeão, repetindo a dose em 1942, sendo já considerado o melhor da posição. Dono de mãos enormes e agarrando a bola muitas vezes apenas com uma delas, se colocava bem embaixo das traves, saltava com muita agilidade, enfim, era excelente na meta palmeirense. O ano de 1942 foi muito marcante na sua carreira, quando o clube teve que mudar de nome, algo que lhe causou muita tristeza (a guerra era lá na Europa), sendo atualmente o único jogador ainda vivo que jogou no Palestra Itália (e ainda muito lúcido com os seus 94 anos), conseguindo vencer o seu primeiro Campeonato Paulista. A equipe venceria também os Paulistões de 1944, 1947 e 1950, além do Rio-São Paulo de 1951, sempre com Oberdan no gol. No título da Copa Rio falhou em uma partida contra a Juventus, da Itália, com Fábio Cripa assumindo a sua posição, mantendo-se até o final do torneio. Recebeu uma boa proposta do futebol mexicano, mas o presidente do clube garantiu que encerraria a sua carreira no Parque Antarctica como herói. Para sua tristeza foi negociado com o Juventus da Mooca, em 1954, sendo que, como profissional, enfrentou o seu ex-clube, impossibilitando assim que recesse anos depois o seu busto, pois de acordo com o estatuto palmeirense, só recebe quem nunca tenha enfrentado o Palmeiras. Felizmente em 2013 a injustiça foi reparada, pois se descobriu que Ademir da Guia já tinha enfrentado o Palmeiras quando era jogador do Bangu, então Oberdan Cattani, patrimônio palmeirense, receberá finalmente a homenagem tão merecida.
BIANCO SPARTACO GAMBINI (São Paulo, SP, 18/07/1893 ? 18/08/1966) - Jogou no Palestra Itália de 1915 a 1929, marcando 16 gols em 284 partidas. Heitor Marcelino pode ter sido o primeiro grande ídolo palestrino, mas quem pela primeira vez se destacou foi Bianco Spartaco Gambini, autor do primeiro gol da história do clube, vindo de empréstimo do Corinthians, que havia sido campeão paulista em 1914, o primeiro do time alvinegro. No ano de 1916, devido à sua origem italiana, passou a jogar em definitivo pelo Palestra Itália. Jogava inicialmente como centromédio, passando a atuar na posição de zagueiro, destacando-se pela técnica com que desarmava os atacantes e já lançando os companheiros, tendo facilidade por ter atuado no meio de campo. Foi o primeiro capitão do Palestra e campeão paulista em 1920 quando exercia também a função de técnico, algo comum naquele tempo. Repetiu a dose em 1926/27. Depois de Heitor é o jogador mais importante do Palestra Itália nos seus primeiros 15 anos de existência.
DJALMA PEREIRA DIAS JÚNIOR (Rio de Janeiro, RJ, 21/08/1939 ? 01/05/1980) - Jogou no Palmeiras de 1963 a 1967, marcando 2 gols em 239 partidas. Se Luís Pereira era o zagueiro-central da Segunda Academia, Djalma dias foi da Primeira. Após um bom início no América do Rio, sendo campeão carioca em 1960 (o último do clube), chegou à São Paulo para fazer parte de uma equipe que já tinha uma boa base. Logo em seu primeiro ano foi campeão paulista, tendo ao seu lado, na posição de lateral-direito, o seu xará Djalma Santos. Era um zagueiro-central técnico e elegante, considerado o melhor do Brasil a partir de 1965, quando ganhou o Torneio Rio-São Paulo. Muitos afirmam que foi uma injustiça não ter ido à Copa do Mundo de 1966, mas em compensação venceu o seu segundo título paulista. Pai de Djalminha, que também teve uma ótima passagem pelo Palmeiras, na década de 90.
VALDEMAR DOS SANTOS FIGUEIRA ? VALDEMAR CARABINA (São Paulo, SP, 28/01/1932 ? Salvador, BA, 21/08/2010) - Jogou no Palmeiras de 1954 a 1966, marcando 9 gols em 584 partidas. Na reserva de um Waldemar, outro Valdemar. Faz parte do seleto grupo de jogadores palmeirenses que disputaram mais de 500 jogos (é o quinto no total). Valdemar Carabina era um zagueiro duro, que pegou várias fases do Palmeiras, desde os difíceis anos sem títulos até a vitoriosa década de 60, quando jogava em um time que de fato fazia frente ao Santos de Pelé. Mesmo atuando de forma simples, se destacava na equipe que ficou conhecida como Academia. Dois títulos paulistas (1959 e 1963), uma Taça Brasil (1960) e um Rio-São Paulo (1965) estão no seu currículo no Parque Antarctica. Em 1987 foi treinador do Palmeiras.
GERALDO SCOTTO (São Paulo, SP, 11/09/1934 ? 27/07/2011) - Jogou no Palmeiras de 1958 a 1967, marcando 3 gols em 352 partidas. Durante muitos anos sempre vencia as enquetes como lateral-esquerdo palmeirense de todos os tempos. Mesmo sendo um excelente marcador de Garrincha (seu apelido era Carrapato) e tendo jogado mais partidas e anos que Roberto Carlos, entendo que o último tenha sido mais espetacular na sua passagem, além de ter um estilo mais ofensivo, o que facilitou a armação da equipe que montei. Mas também foi muito bem, ganhando três títulos paulistas (1959,1963 e 1966), um Rio-São Paulo (1965) e o Roberto Gomes Pedrosa (1967). Geraldo Scotto e Zeca, dois marcantes laterais do Palmeiras, um na Primeira Academia e o outro na Segunda.
CARLOS CÉSAR SAMPAIO (São Paulo, SP, 31/03/1968) - Jogou no Palmeiras de 1991 a 1994 e em 1999/2000, marcando 24 gols em 307 partidas. Mesmo tendo iniciado a sua carreira no Santos, foi no Palmeiras que teve a passagem mais marcante. Na sua posição, nos anos 40, jogou Og Moreira, o primeiro negro a envergar a camisa verde e conhecido pelo apelido de Toscanini, pois regia o jogo com a maestria de um regente de orquestra. Mas César Sampaio foi um dos principais jogadores da Era Parmalat, praticando um futebol de técnica e disposição ao lado do também volante Mazinho no início e depois com Flávio Conceição e Galeano, jogando sempre como capitão. Foi bicampeão paulista e brasileiro (1993/94) e venceu o Torneio Rio-São Paulo (1993). Na sua passagem pelo futebol japonês disputou a Copa do Mundo de 1998, na França. Quando retornou ao Parque Antarctica, teve também uma boa fase, ganhando a primeira Libertadores do Palmeiras (1999) e acrescentando mais um Rio-São Paulo no seu currículo (2000).
JAIR ROSA PINTO (Quatis, RJ, 21/03/1921 ? Rio de Janeiro, RJ, 28/07/2005) ? Jogou no Palmeiras de 1949 a 1956, marcando 71 gols em 241 partidas. Um dos melhores jogadores brasileiros da década de 40 e conhecido como Jajá da Barra Mansa, grande lançador e estupendo cobrador de faltas com o seu Coice de Mula. Com uma carreira futebolística de 25 anos, foi um cigano do futebol, sendo revelado pelo Madureira, tendo também grandes passagens pelo Vasco, Flamengo e Santos, atuando em final de carreira na Ponte Preta e São Paulo. De todos os clubes citados, com certeza a sua melhor fase foi no Palmeiras, principalmente no início, quando ganhou as 5 Coroas em 1950 (Taça Cidade de São Paulo e Campeonato Paulista) e 1951 (Rio-São Paulo, Bi da Taça Cidade de São Paulo e Copa Rio). Na final do Paulistão de 1950 (decidido em 1951) gritou com os companheiros no vestiário para que o time reagisse contra o São Paulo, com o campo estando encharcado (o Jogo da Lama) e dando um lançamento perfeito para Aquiles empatar a partida, dando assim o título ao seu time. Mesmo estando arrasado por ter perdido a Copa do Mundo de 1950, jogou muito no Palmeiras, formando uma ala-esquerda espetacular com o ponteiro esquerdo Rodrigues e considerado até hoje um dos maiores meias que passaram pelo clube.
CARLOS EDUARDO DA SILVA ? EDU BALA (São Paulo, SP, 25/10/1948) - Jogou no Palmeiras de 1969 a 1978, marcando 75 gols em 472 partidas. O apelido já dizia tudo, tratava-se de um ponta-direita muito veloz. Revelado pela Portuguesa de Desportos, no Palmeiras não foi um dos maiores ídolos do time da Segunda Academia, mas era muito regular, driblando em velocidade, sendo fundamental nos gols dos companheiros Leivinha e César. Claro que estava presente nos principais títulos do período, como o Roberto Gomes Pedrosa (1969), Campeonato Paulista (1972, 1974 e 1976) e Bicampeonato Brasileiro (1972/73).
JOÃO LEIVA CAMPOS FILHO ? LEIVINHA (Novo Horizonte, SP, 11/09/1949) - Jogou no Palmeiras de 1971 a 1975, marcando 105 gols em 263 partidas. Iniciou a carreira no Linense da cidade de Lins (onde se criou), tendo uma marcante passagem pela Portuguesa de Desportos de 1966 a 1971, jogando ao lado do Príncipe Ivair. Mesmo atuando bem na Lusa, com certeza o ápice da sua carreira foi no Palmeiras, conquistando dois Paulistões (1972 e 1974) e Brasileirões (1972/73). Da mesma forma que Ademir era o pulmão do meio de campo da Segunda Academia, Leivinha fazia o mesmo no ataque na posição de meia-direita, pois além de ter características de centroavante (excelente cabeceador), também tinha técnica, distribuindo a bola com categoria ao companheiro César. Autor do gol número 1000 da Seleção Brasileira, era uma esperança dos brasileiros na Copa do Mundo de 1974, mas uma contusão na terceira partida fez com que assistisse do banco o restante do Mundial. Junto com Luís Pereira, foi vendido em 1975 ao Atlético de Madrid, mas uma contusão no joelho fez com que encerrasse a sua carreira no São Paulo com apenas 30 anos. Mesmo tendo encerrado tão cedo, tinha muita vivência no futebol, pois já era jogador profissional com apenas 15 anos.
EVAIR APARECIDO PAULINO (Crisólia, MG, 21/02/1965) - Jogou no Palmeiras de 1991 a 1995 e em 1999, marcando 127 gols em 245 partidas. Um dos maiores centroavantes do Parque Antarctica. Foi revelado pelo Guarani em um tempo que o clube de Campinas era um celeiro de grandes jogadores. Quando estava no Atalanta da Itália, o Palmeiras trocou o atacante Careca Bianchesi por ele, numa das mais satisfatórias transferências da história do clube. Em seu início chegou a ter problemas com o técnico Nelsinho Baptista, mas através dos seus gols foi ganhando confiança junto à sua torcida que há mais de 15 anos não via o seu time ser campeão. Ficou conhecido pelo apelido de Matador, pois era frio dentro da área, cabeceava bem e batia pênaltis com precisão. Transformou-se em grande ídolo com o Bicampeonato Paulista e Brasileiro de 1993/94. Sua presença de estar no grupo da Seleção Brasileira de 1994 era certa, com ninguém entendendo a decisão do técnico Parreira de não ser convocado-o, pois vinha realizando boas apresentações no time brasileiro e vivia a melhor fase da sua carreira. Após boas passagens pelo Vasco e Portuguesa de Desportos, retornou ao Palmeiras em 1999, conquistando a Libertadores daquele ano, jogando mais ao estilo de garçom.
JOSÉ JOÃO ALTAFINI ? MAZZOLA (Piracicaba, SP, 24/07/1938) - Jogou no Palmeiras de 1956 a 1958, marcando 85 gols em 114 partidas. Ainda juvenil foi campeão piracicabano pelo Atlético em 1954 e no ano seguinte foi jogar nos Juvenis do Palmeiras. Apelidado de Mazzola devido à sua semelhança com um antigo jogador do Torino (Valentino Mazzola) que morreu junto com todo o elenco em um fatal desastre aéreo no ano de 1949. Centroavante forte, veloz e oportunista, era o maior ídolo do time em 1957, já que Jair Rosa Pinto jogava no Santos e Waldemar Fiúme estava em final de carreira, época que o Palmeiras não ganhava títulos, mas tinha um grande goleador. Devido à suas boas performances, foi convocado à Seleção Brasileira, sendo inclusive titular da equipe no início da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Sua negociação com o futebol italiano rendeu muito dinheiro ao clube, conseguindo montar um belo elenco para os próximos anos. Na Itália passou por vários clubes, mas ficou conhecido mesmo por Altafini, já que para os italianos só havia um Mazzola, sendo que apenas o filho (Alessandro Mazzola) foi aceito com o mítico nome.
OS ESQUECIDOS
Emerson Leão (Ribeirão Preto, SP, 11/07/1949) é o goleiro que disputou mais partidas pelo Palmeiras (617) e atuou no clube de 1969 a 1978 e de 1984 a 1986, sendo que na primeira fase viveu um dos períodos mais vitoriosos da história do clube. No geral, somente Ademir da Guia jogou mais vezes pelo Palmeiras.  Na década de 70 era considerado o melhor da posição no Brasil, devido à suas grandes intervenções e perfeita colocação, além de ser muito aplicado nos treinos. Era também dono de um temperamento muito forte. Nos anos 70 foi, junto com Ado, reserva de Félix na Copa do Mundo de 1970 e titular absoluto nas de 1974 e 1978. Mesmo com todas essas qualidades, nunca (que eu saiba) venceu uma enquete de melhor goleiro palmeirense de todos os tempos, com Oberdan Cattani sempre ganhando e agora Marcos. Talvez o fato de ter atuado no Corinthians e ser campeão paulista em 1983 tenham contribuído, mesmo tendo retornado ao Parque Antarctica. César Maluco também jogou no maior rival, mas foi uma passagem apagada e atualmente demonstra mais amor ao clube que Leão. Também não foi tão identificado como Oberdan e Marcos, apesar de ser muito querido pela torcida na sua época. Disputou também a Copa do Mundo de 1986 na condição de reserva.
Djalma Santos é considerado por muitos como o melhor lateral-direito do futebol de todos os tempos, mesmo alguns chegando a escolher o Carlos Alberto Torres. Sua passagem pelo Palmeiras (10 gols em 498 partidas, de 1959 a 1968) foi tão boa quanto na Portuguesa de Desportos (33 gols em 434 jogos, de 1948 a 1959 e 1972). Ganhou no Parque Antarctica o Campeonato Paulista (1959, 1963 e 1966), Taça Brasil (1960 e 1967), Torneio Rio-São Paulo (1965) e o Roberto Gomes Pedrosa (1967), jogando inclusive na Primeira Academia. Na Portuguesa venceu a Taça San Isidro (1951), e por duas vezes o Rio-São Paulo e a Fita Azul, prêmio dado a todo time que ficava mais de 10 jogos sem perder no exterior. Apesar da excelente fase com a camisa palmeirense (jogou nas Copas do Mundo de 1962 e 1966), entendo que merece um pouco mais ser o lateral-direito da Lusa, onde se projetou para o futebol, jogando em outra fantástica equipe e atuar nos Mundiais de 1954 e 1958. Por muito tempo foi o recordista de partidas pela Portuguesa, sendo superado somente na década de 90 pelo volante Capitão.
A não inclusão do ponta-direita Julinho é semelhante aos critérios que adotei para Djalma Santos. No Palmeiras ganhou os mesmos títulos que Djalma até 1966, foi um grande ídolo, os títulos paulistas de 1959 e 1967 teve uma participação vital dele e a famosa vaia que recebeu no Maracanã pelos cariocas por substituir Garrincha na Seleção Brasileira contra a Inglaterra e depois ser aplaudido em pé pela bela atuação aconteceu quando era jogador palmeirense. Mas da mesma forma que o seu eterno companheiro, brilhou (e muito) na Portuguesa de Desportos, apesar de jogar menos anos e partidas, mas marcando mais gols, ganhando os mesmos títulos e sendo considerado o melhor ponta-direita do Brasil, disputando a Copa do Mundo de 1954 (eleito na votação como o mais marcante da competição).
Se fosse para escolher os times que de fato Edmundo teve uma carreira brilhante seriam o Vasco e o Palmeiras, sendo que coincidentemente jogou nos dois maiores rivais sem jamais repetir o mesmo desempenho e ganhar tantos títulos como nos dois primeiros que citei. Era um dos principais jogadores do primeiro time da Parmalat, duas vezes campeão paulista e brasileiro, vencendo também um Torneio Rio-São Paulo, tinha um futebol habilidoso de dribles curtos e finalizava bem. Também era chamado de Animal pelo temperamento forte. Retornou ao Parque Antarctica, jogando em 2006/2007. Mesmo tendo uma grande história no Palmeiras, entendo que o seu lugar seja no Vasco da Gama, conquistando também muitos títulos, jogando (talvez) ainda melhor e ter uma identificação maior.
Zinho (Nova Iguaçu, RJ, 17/06/1967) foi o jogador mais vitorioso da Era Parmalat, com um total de 8 títulos, como o Bicampeonato Paulista e Brasileiro de 1993/94, venceu em 1998 a Copa do Brasil e a Mercosul, estava no time campeão da sua primeira e única Libertadores da América no ano de 1999 e também fazia parte do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B de 2003. Os únicos títulos que não conquistou na gestão da empresa foi o Torneio Rio-São Paulo de 1993 (estava na Seleção Brasileira) e 2000 (tinha acabado de sair do clube), além do Paulistão de 1996 (atuava no Yokohama Flugels, do Japão). Veio em 1992 de uma boa safra do Flamengo, tentando se adaptar a um time traumatizado pela falta de títulos, sendo logo na sua primeira temporada vice-campeão paulista e favorecido pelas várias contratações no ano seguinte. Era considerado um jogador Formiguinha por ser um falso ponta-esquerda que auxiliava o ataque mais na meia, além de ter habilidade. Com tal estilo de jogo fez um bom papel na Seleção Brasileira de 1994 que foi tetracampeã.
Luiz Felipe Scolari foi técnico do Palmeiras de 1997 a 2000 e de 2010 a 2012, comandando o time em 407 partidas. Superou em número de jogos Vanderlei Luxemburgo, que tinha 367 partidas comandando o Palmeiras. O recordista é Oswaldo Brandão (580), que conquistou muitos títulos pelo clube, mas que teve muita identificação com o Corinthians. Felipão havia sido um vigoroso zagueiro dos times do sul do Brasil, em especial do Caxias (RS). Como treinador também teve destaque em times do Sul como o Criciúma (SC), conquistando a sua primeira e única Copa do Brasil (1991) e em especial no Grêmio, tornando-se também o segundo técnico com mais partidas pelo time gaúcho e ganhando importantes títulos como a Copa do Brasil (1994), Libertadores da América (1995) e Campeonato Brasileiro (1996), através de um estilo de jogo muito competitivo, fazendo com que o seu elenco fosse conhecido como time copeiro. Quando chegou ao Palmeiras, não agradou no início, já que seus torcedores estavam acostumados com o estilo de jogo mais bonito, tão marcante anos antes, fazendo com que o time jogasse de forma semelhante da equipe gremista. Mas as conquistas inéditas como a Copa do Brasil e Mercosul em 1998 mudaram aos poucos tal pensamento. E a primeira Libertadores da América vencida sob o seu comando levou ele a um grande patamar da história palmeirense. Em 2001 é chamado para comandar pela primeira vez a Seleção Brasileira, fechando o grupo e não se deixando levar por pressões de não ter convocado determinados jogadores, conquistando no ano seguinte o penta. Teve uma segunda passagem pelo Palmeiras de 2010 a 2012, não obtendo o mesmo sucesso da primeira vez, mas conseguiu conquistar mais uma Copa do Brasil no seu último ano, saindo durante a disputa do Campeonato Brasileiro devido aos maus resultados da equipe, sendo confirmado dois meses depois (também pela segunda vez) como novo treinador da Seleção Brasileira. E depois da sua saída, o Palmeiras pela segunda vez também foi rebaixado para a Série B do Brasileirão.
Menções honrosas a nomes como o de Ministrinho (São Paulo, SP, 17/11/1908 ? 05/04/1965), ponta-direita do Palestra Itália de 1927 a 1931, 1934/1935 e de 1941 a 1943, o melhor  jogador da posição ao lado de Filó (Corinthians) no final da década de 20, que jogou na Juventus, da Itália, sagrando-se bicampeão italiano em 1933/34 e teve idas e vindas no Palestra Itália/Palmeiras, mas sem dúvidas que a primeira passagem foi a melhor ; Del Nero (Pirassununga, SP, 18/04/1910 ? São Paulo, SP, 14/07/2003), pai de Marco Polo Del Nero, conhecido como "Puro-Sangue?, era um lateral-esquerdo de muita fibra, campeão paulista em 1936, 1940, 1942 e 1944; o ponta-esquerda Rodrigues (São Paulo, SP, 27/06/1925 ? 30/10/1988) foi muitas vezes escolhido nas enquetes do melhor Palmeiras de todos os tempos, sendo provavelmente o maior jogador na sua posição que passou pelo clube, formando uma ótima ala-esquerda com Jair e ganhou os mesmos títulos que o companheiro (esteve por lá de 1950 a 1955), era veloz e dono de um chute potente, marcando 125 gols em 221 partidas; Jorginho e Edu Manga, dois grandes jogadores, mas que tiveram azar por jogar nos anos 80, um período sem títulos; na década de 90 teve Rivaldo, Djalminha e Alex, jogadores habilidosos e vencedores, mas que disputaram com uma concorrência muito forte no meu Palmeiras de todos os tempos; e menciono Filpo Nuñes (Buenos Aires, 19/08/1920 ? São Paulo, 06/03/1999), que foi o treinador da Primeira Academia (1964/1965),  sendo o primeiro e único técnico estrangeiro (ele era argentino) que comandou a Seleção Brasileira quando o Palmeiras representou o Brasil, venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1965, tendo outros retornos no clube em 1968/1969 e em 1978/1979, num total de 154 partidas.
Imagem: @CowboySL

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