Pena que o exemplo de Dona Lindalva não seja seguido por quem tem a obrigação de gerir o clube com competência

Pena que o exemplo de Dona Lindalva não seja seguido por quem tem a obrigação de gerir o clube com competência

Terça-feira, 26/11, Real Madrid e Paris Saint-Germain se enfrentaram no Santiago Bernabéu pela Champions League. O time espanhol saiu na frente e fez 2 a 0. No segundo tempo, Neymar, que está em fase de recuperação de lesão, entrou e contribuiu, mesmo sem bilhar, para o empate da equipe francesa, em 2 a 2. Mas o jogo e o resultado não são a razão principal deste comentário, cara leitora e caro leitor.

Quero falar um pouco de Neymar e Rodrygo, que entrou na equipe do Real aos 36 minutos do segundo tempo. Neste curto período, só apareceu em um lance pelo lado direito, quando finalizou para fora. Poderia ter marcado, mas não pode ser criticado. Só elogiado. Elogios que têm sido fartos neste seu começo no clube espanhol.

Na quarta-feira, 27/11, Neymar publicou uma foto em em sua mídia social em que aparece ao lado de Rodrygo durante a partida. A legenda é emblemática e justifica plnamente estas linhas: “Meninos da Vila”, escreveu Neymar.

A resposta de Rodrygo não tardou: “Da Vila para o mundo. Meu ídolo!”, cravou o mais novo raio da vila mais famosa do mundo.

Poucos clubes no mundo podem desfrutar deste orgulho. Neymar ainda está inserido, apesar das seguidas lesões e dos problemas que teve fora de campo nos últimos anos, entre os três melhores jogadores do planeta.

Arrisco a dizer que tecnicamente não perde para Lionel Messi. Afirmo até que tem algumas valências que o argentino não tem. Tem facilidade para driblar para os dois lados, domina mais os fundamentos com os dois pés. Cabeceia melhor do que o astro do Barcelona. O problema de Neymar em relação a Messi é a gestão de carreira. Neste quesito, ele e seu pai têm muito o que aprender com Messi.

O mesmo pode ser ressaltado na comparação feita com Cristiano Ronaldo. O português, também midiático, como Neymar, leva vantagem no aspecto físico. É mais atleta do que o hoje jogador do PSG. Cristiano Ronaldo sabe que não tem tantas virtudes técnicas, por isto se esmera para ser o atleta que é.

Rodrygo e sua família dão mostras incontestáveis de que a carreira do garoto está sendo muito bem administrada, sedimentada. Foi assim no Santos, está sendo assim também no Real Madrid. O comportamento discreto de Rodrygo e sua determinação para cumprir as ordens táticas que lhe são passadas por Zidane, técnico do Real, já contam pontos a seu favor.

Neymar e Rodrygo “são crias” do Santos, como gosta de dizer o Rei Pelé, o maior jogador da história do futebol, formado e lapidado em Urbano Caldeira.

Pelé, Neymar, Rodrygo, Robrinho, Diego, Gabigol, só para citar os mais célebres, passaram pela escolinha do Santos. E é lamentável que o clube, hoje, dirigido, e muito mal, por José Carlos Peres, faça muito pouco ou quase nada para lucrar com a imagem destes ídolos.

Por tudo que já mostrou nos gramados do mundo, o Santos, da linha mágica formada por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, dois títulos mundiais e três da Libertadores da América, era para ter deixado de ser há muito um clube com um patrimônio tão modesto e simplório.

E que não se coloque a responsabilidade apenas na gestão de Peres. O problema é antigo. Vem de décadas passadas, lá de trás, do final dos anos 50, quando o glorioso time de Pelé e cia começou a se destacar.

Athiê Jorge Curi, Modesto Roma, o pai, Milton e Marcelo Teixeira, Modesto Roma, o filho, recentemente expulso do quadro de sócios por ter cometido irregularidades como presidente, todos eles, inclusive um tal de Miguel Kodja Neto, colocado para fora da presidência, também por prática de atos ilegais, contribuíram para que o clube fosse tão pobre como é.

Pelé, Neymar, Diego, Robinho e, por que não, Gabigol, herói do Flamengo por ter marcado os dos dois gols da vitória sobre o River Plate, que deu ao time rubro-negro o título de bicampeão da Copa Libertadores da América, em campo fizeram a sua parte. Se o clube não evoului financeira e economicamente não é por culpa deles.

A mãe de Gabigol, aliás, deu nesta terça-feira mais uma contribuição para ajudar o clube de coração, dela e do filho. Lindalva Barbosa de Lima foi à Vila Belmiro para entregar as quatro cadeiras cativas a que a família tinha direito.

O ato tem por objetivo ajudar o clube que formou o filho. Pena que o exemplo de Dona Lindalva não seja seguido por quem tem a obrigação de gerir o clube com competência.

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