Neymar, craque da seleção e do PSG. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Neymar, craque da seleção e do PSG. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Neymar ama jogar futebol. Isso é nítido. Toda vez que ele está em campo fica escancarado o seu amor por correr, driblar, chutar e etc. Porém, quando Neymar vem a público e diz que não sabe se terá "cabeça" para o futebol após a Copa do Mundo do ano que vem, também fica claro o quanto as críticas e as cobranças o abalam. Mas será que Neymar tem a exata noção do todo ou ele pega apenas o pequeno recorte das redes sociais para se sentir desta maneira?!

Tenho certeza que Neymar seria muito mais feliz e até produziria mais se ele não tivesse acesso a internet. Por maior que seja o impacto do mundo virtual (não nego e jamais negarei isso) ele não representa a globalidade de nenhum universo. A prova disso foi o carinho não só que Neymar recebeu, mas também Tite, Gabigol e toda a seleção brasileira, no jogo contra o Uruguai, na semana passada em Manaus. 

Neymar é um ídolo brasileiro. Um ídolo mundial. Se ele passear livremente por qualquer rua de São Paulo, de Paris e de Barcelona será ovacionado pela esmagadora maioria. Alguns pouquíssimos irão torcer o nariz e ficar de lado. Talvez justamente esses que pegam o celular e xingam pelas redes sociais.  Entretanto coberta pelo falso anonimato virtual essa pessoa é brava apenas digitando. Pessoalmente, mesmo que tivesse oportunidade, duvido que falaria "na cara" o que escreve.

Neymar é disparado o melhor jogador do Brasil. Entendo que desde muito novo ele tem grandes responsabilidades. O dinheiro, talvez, já nem está mais entre as três, quatro, cinco principais prioridades. Que ele sinta o quão é querido. De verdade. Nas ruas. Nas estádios. Com "pessoas físicas". Para que as poucas "pessoas virtuais" não ganhem essa partida.

 

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