Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Foi um massacre.

O Independiente del Valle fez cinco.

E ficou barato.

Quase de graça para o Flamengo.

E Miguel Angel Ramirez, o técnico do time equatoriano, não mostrou soberba ao dizer no final do passeio que sua equipe “é muito melhor do que o Flamengo”.

Ano passado não era.

Hoje é.

Com sobra.

O português Jorge Jesus sabia muito bem que o Flamengo foi ótimo, foi estupendo, avassalador em 2019.

Mas não conseguiria repetir as proezas do ano passado na atual temporada.

JJ decidiu voltar para casa por vários motivos.

Esperava um convite de uma equipe de ponta da Europa. Um Barcelona, um, Liverpool, um Manchester United, quem sabe. Não veio convite algum destes gigantes europeus. O que surgiu foi a possibilidade de assinar um bom contrato com o Benfica, presidido pelo seu amigo Luís Filipe Vieira.

No Benfica, Jorge Jesus poderia tentar disputar a Champions League. Projeto que teve de ser adiado, pois que o time português foi eliminado logo na fase de classificação da competição, ao perder para o inexpresivo sueco PAOK.

Na entrevista pós jogo, JJ disse que não se arrepende de ter abandonado o Flamengo.

E não deve estar arrependido mesmo.

Porque, na verdade, experiente, rodado, JJ percebeu que a campanha impressionante que fez por aqui, com mais títulos (seis) do que derrotas (quatro), era um feito impossível de ser repetido.

Até porque, convém lembrar, no início deste ano, o rendimento do Flamengo, ainda sob o comando de Jorge Jesus, já era bem inferior ao exibido no ano que passou.

A movimentação não era mais a mesma, Gabigol, Bruno Henrique, Everton Ribeiro e Arrascaeta já não conseguiam manter a performance que deixou a torcida em êxtase e os adversários atordoados.

A magia, o encanto e, principalmente, a empatia – palavra tão em moda atualmente -, entre técnico e jogadores já não existia mais.

Havia ficado no passado.

E na memória do torcedor flamenguista.

Jorge Jesus sabe.

É muito difícil um técnico manter um elenco recheado de ótimos jogadores, como o do Flamengo, sob o domínio do treinador durante muito tempo.

O treinador português detectou sinais de soberba no time do Flamengo.

O Flamengo atingiu “outro patamar”, como gostava de dizer Bruno Henrique.

O ego de alguns jogadores também foi para o patamar de cima.

O Rubro-Negro não conseguiu administrar bem os fartos elogios que recebeu, da mídia e de seus torcedores.

A fogueira das vaidades atingiu também os cartolas do Mengo.

Ficou impossível segurar tanta empáfia.

Sobrou empáfia, faltou empatia.

Jorge Jesus que, é bom que se diga, também nada tem de humilde, viu claramente que seus jogadores estavam com o queixo mais empinado do que ele.

Não seria fácil domar tantos egos inflados em um mesmo vestiário.

Por isto, resolveu bater em retirada.

O sucesso de 2019, pensou Jorge Jesus, acertando em cheio, ele teria de guardar na memória.

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