O objetivo não é defender Luxa como treinador, embora o considere o melhor do Brasil. Foto: Reprodução

O objetivo não é defender Luxa como treinador, embora o considere o melhor do Brasil. Foto: Reprodução

Vanderlei Luxemburgo – assim mesmo com V e I – como consta em seu registro de nascimento, virou motivo de piadas nos últimos anos. As chacotas invadiram os programas esportivos de emissoras de rádio, televisão, de sites e blogs. Luxa caiu na boca dos maldosos por estar desde 2004 sem ganhar um título relevante como treinador.

O Brasileirão de 2004, conquistado no Santos, alfinetam, foi o último de destaque em sua vasta coleção de troféus. Não querem saber se Luxemburgo é o maior ganhador de títulos do Campeonato Brasileiro, com cinco conquistas. Pós 2004, Luxa foi campeão paulista com o Palmeiras, em 2008, carioca, com o Flamengo, em 2011, e pernambucano, com o Sport, em 2017.

O sucesso de Jorge Jesus no Flamengo contribuiu ainda mais para colocar Luxemburgo no fim da fila. As comparações entre os dois treinadores não demoraram a surgir. É incontestável que JJ faz um trabalho elogiável no Flamengo. Também é inquestionável que a direção do Rubro-negro dá ao seu treinador todas as condições para que o seu trabalho seja vitorioso. O Fla tem, hoje, o melhor elenco da América do Sul. É o atual campeão da Libertadores da América e favorito disparado para conquistar a deste ano também, caso a competição tenha prosseguimento.

Quando conquistou o Campeonato Paulista de 1990, Luxemburgo tinha 38 anos de idade. O troféu o tornou conhecido nacionalmente. Jorge Jesus colocou a sua primeira faixa de campeão no peito aos 53 anos, quando levou o Braga ao título da Taça Intertoto, em Portugal, em 2008.

Jorge Jesus é idolatrado por grande parte da mídia. Um de seus mais ferrenhos e raivosos admiradores não se cansa de elogiar seus feitos e fazer críticas homéricas a Luxemburgo.

O objetivo não é defender Luxa como treinador, embora o considere o melhor do Brasil. Importa aqui ressaltar o comportamento de Luxemburgo durante a pandemia. O atual treinador palmeirense, em isolamento social no momento pelo fato de o seu teste para a Covid-19 ter dado positivo, é uma das poucas vozes a pregar que o futebol só deve voltar a ser disputado no Brasil quando o vírus deixar de ser um problema.

Luxa vive momentos de Telê Santana.

Em meio às pressões para o retorno imediato das competições, o técnico palmeirense tem mostrado sensatez.

Em um país em que os profissionais da bola raramente se posicionam – Paulo Autuori, treinador do Botafogo, é outra elogiável exceção -, Luxa merece ser celebrado. Tenho pouco contato com Vanderlei Luxemburgo e não sou seu amigo. Quem me conhece sabe bem que não tenho por hábito fazer elogios gratuitos. Não sou baba ovo. Longe disso.

Mas Luxemburgo que, sim, em sua trajetória alimentou a imagem de arrogante e pouco disposto a lutar pelas boas causas, é o Telê Santana em tempos de pandemia.

Em sua carreira, o Velho Mestre era uma voz temida pelos poderosos.

 

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