Seleção sub-23 conseguiu vaga em Tóquio após vitória sobre a Argentina. Lucas Figueiredo/CBF

Seleção sub-23 conseguiu vaga em Tóquio após vitória sobre a Argentina. Lucas Figueiredo/CBF

Foi no sufoco, com vitória no último jogo diante do maior rival, mas o futebol brasileiro conseguiu vaga nos Jogos Olímpicos de 2020. Após assegurar a vaga em Tóquio, o treinador da seleção brasileira, André Jardine, destacou o aprendizado de toda a equipe no torneio pré-olímpico.

Jardine valorizou a experiência adquirida na competição apesar do sofrimento para conseguir a classificação e destacou que não mudará o estilo de jogo da equipe, apesar das críticas pelo desempenho abaixo do esperado em alguns momentos do torneio.

“A gente vai tirar muitos ensinamentos que, provavelmente, aparecerão. A gente vai assistir de novo as partidas, que é algo que faz parte da nossa rotina diária na CBF. A competição nos tornou mais experiente. As equipes sul-americanas propõem um futebol diferente do que a gente julga ideal, com bola no chão, competindo para ver quem propõe mais o jogo. O goleiro do Uruguai, por exemplo, trabalhou mais de 40 bolas longas. O brasileiro precisa se acostumar, brigar pela primeira bola, andar para trás para defender a segunda bola”, comentou o treinador da seleção olímpica.

“A nossa pressão pela bola, que é uma arma e foi assim que apareceu em Toulon, nos amistosos, aqui não aconteceu em alguns momentos porque sempre que a gente pressionou os zagueiros adversários trabalharam com bolas longas. O que diminuíram nossos desarmes no campo adversário. O adversário não arrisca. Esse tipo de coisa é importante também para a imprensa, os analistas, também avaliarem. Porque isso gera um jogo diferente. Não adianta a gente ficar bravo”, explicou Jardine.

“Cada um joga o futebol que quer jogar, mas a gente tem convicção de que o Brasil tem que jogar com a bola no chão. Ter o jogo construído de trás. Essa é minha ideia, é a ideia dentro da CBF e, especialmente a minha, não vai mudar por conta dos resultados. Espero que a equipe entre na Olimpíada ainda mais forte. Lá vão ter escolas diferentes, acredito até que nossa equipe encaixe mais lá do aqui”, completou.

O comandante brasileiro ainda comentou a formação da base da equipe que irá à Tóquio. Jardine destacou que começará a analisar jogadores acima de 23 anos que podem integrar a equipe nas Olimpíadas, e deixou as portas abertas para outros atletas que não puderam disputar o Pré-Olímpico.

“Construímos uma base. Não vamos fugir disso, vamos acompanhar cada um nos clubes. Eles precisam se manter para estar aqui. A partir de agora vamos começar, depois de descansar, a pensar em atletas de mais idade que podem trazer experiência maior. Um tempero que a equipe precisa. E torcer para que os atletas que aqui estiveram continuem desempenhando, que se firmem nos seus clubes. Quanto mais jogarem mais experientes vão ficando. Vamos chegar em Tóquio com uma equipe forte, não só os que estão aqui. Mas também os que estiveram na caminhada e não conseguiram vir. Casos do Lyanco, Emerson, Douglas Luiz, Walce, que se machucou. E quero mandar abraço para ele. Que dê tudo certo e a gente possa se encontrar em Tóquio”, comentou.

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