Timão teria feito uma sondagem ao jogador do Arsenal, da Inglaterra. Foto: Facebook/Reprodução

Timão teria feito uma sondagem ao jogador do Arsenal, da Inglaterra. Foto: Facebook/Reprodução

Mudar não é fácil. Resolver problemas, tampouco. Quando se está à frente de um clube de futebol gigante, que recebe cobranças constantes por melhores resultados, essa tarefa é ainda mais complicada. Ainda assim, as vezes é muito necessário... Especialmente quando a situação financeira desse clube é caótica.

É esse o cenário em que o Corinthians se encaixa hoje: crise financeira, dificuldades de manter as contas em dia, pouco dinheiro para investir no elenco, e pressão, muita pressão para disputar a parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro. Desde que assumiu o clube no início do ano, o presidente alvinegro, Duílio Monteiro Alves, pregou o discurso de austeridade, pés no chão, responsabilidade para colocar as contas em dia – fato que chega a ser irônico, já que o próprio Duílio participou das últimas gestões que detonaram as finanças corintianas.

Os primeiros passos da direção foram no caminho correto: enxugar o elenco e, consequentemente, a folha salarial; evitar loucuras em contratações; buscar treinadores dentro de sua realidade financeira; contratar atletas que cheguem de graça ao clube e, em tese, com salário dentro do que a equipe possa arcar.

Vem então a notícia de um possível interesse corintiano pelo meia Willian, do Arsenal, e fica claro que o Timão não parece estar realmente disposto a se reformular e de fato colocar as contas em dia.

Tecnicamente, Willian seria um reforço e tanto para o time comandado pelo técnico Sylvinho. Uma contratação incontestável olhando para dentro de campo. Financeiramente, é difícil acreditar que o jogador não seria um peso dentro do Parque São Jorge. Ou alguém acredita que Willian voltaria ao Brasil ganhando R$ 100 mil ou R$ 200 mil por amor ao clube onde surgiu para o futebol?

Mudar é difícil, repito. E fazer aquilo que o Flamengo fez no início da gestão do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, que assumiu a responsabilidade de manter um time apenas mediano, que não disputaria títulos nas primeiras temporadas, ganhando em troca a organização das contas, a equalização das dívidas e o aumento de receitas para, no futuro, colher os frutos que vem colhendo há pelo menos três anos.

Não é tarefa fácil, a pressão é enorme e o dirigente se coça para dar um passo maior do que pode dar.

E de duas uma: ou o Corinthians realmente não está realmente disposto a resolver suas contas; ou então a direção do clube joga a cartada do Willian para a torcida ver que “há um pensamento grande”, uma tentativa de fazer o time brigar por títulos, ainda que a negociação seja improvável. De qualquer forma, prefiro a honestidade e os pés no chão, sem iludir o torcedor e colocando a casa em ordem.

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