Carille não conseguiu fazer o Corinthians ter um bom desempenho neste ano. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Carille não conseguiu fazer o Corinthians ter um bom desempenho neste ano. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

De maneira geral, dirigente de futebol no Brasil não tem convicções muito apuradas. Costumam surfar na onda do que funciona em outros lugares, sem muita base concreta para avaliação. Quando Luiz Felipe Scolari venceu com o Palmeiras o Brasileirão do ano passado, a "moda" era técnico medalhão. Com o sucesso de Jorge Jesus no Flamengo e de Jorge Sampaoli no Santos neste ano a tendência "leva" para um profissional estrangeiro. E em 2017, você lembra quem indicava o caminho a ser seguido? Fábio Carille, ele mesmo, (!) campeão nacional e estadual com o Corinthians.

Os predicados e o histórico de Carille eram aplaudidos por todos: jovem, ex-atleta, permaneceu anos como auxiliar fixo do clube, ideias claras de jogo e metodologia para implementa-las em campo. Ele realmente se mostrou diferenciado e soube superar a descrença inicial com resultados consistentes em um curto espaço de tempo. Vamos, porém, viajar dois anos no tempo e desembarcar neste final de semana de 2019, onde Carille foi sumariamente demitido do clube que fez um esforço gigantesco para repatria-lo no final do ano passado. O que mudou?

Carille não conseguiu fazer o Corinthians ter um bom desempenho neste ano. Apesar do título Paulista, a equipe não apresentou ideias e conceitos consistentes, principalmente em fase ofensiva. Só que mais do que isso, Carille se perdeu na gestão do ambiente, nas relações interpessoais. Se em 2017 os jogadores corriam por ele, neste ano, por culpa do próprio treinador, o grupo não se mostrava coeso.

Fábio Carille não soube se comunicar. Não mostrou inteligência emocional para passar pelos momentos turbulentos. Não soube fazer das dificuldades dentro de campo uma mola propulsora rumo a uma reviravolta revestida de motivação, empenho e coragem. Pelo contrário. Os jogadores foram denegridos publicamente pelo próprio treinador. Não havia sentido fazer parte de um processo em que o próprio líder usava termos como `vergonha´, `inexperiência´, `dificuldades de entendimento´, dentre outros.

Imagino que mesmo com o pobre desempenho e os péssimos resultados, Fábio Carille permaneceria no Corinthians se tivesse feito uma melhor gestão das relações. Para falar a verdade, não sei nem se ele queria permanecer no Corinthians...o que sei é que Carille jogou contra a própria carreira. Mostrou que quando as coisas não vão bem a culpa não é dele e sim dos jogadores. Uma pena...Carille fez sua reputação, tão bem sedimentada desde 2017, andar para trás...

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