Daniel Alves, meia do São Paulo. Foto: Rubens Chiri/SPFC

Daniel Alves, meia do São Paulo. Foto: Rubens Chiri/SPFC

Faz um ano que Daniel Alves foi contratado pelo São Paulo. Foi uma contratação badalada. Logo na chegada, reforçou o discurso de que é são-paulino e que realizava o sonho de vestir a camisa do Tricolor. Aos 37 anos, asinou um longo contrato de três anos de duração.

Para ganhar R$ 1,5 milhão mensais. No ato da assinatura, embolsou R$ 4,1 milhões, de “luvas”, ou comissão como disseram os dirigentes são-paulinos.

São números.

Importantes, altos para os padrões do futebol brasileiro. Daniel Alves ganha o maior salário do futebol brasileiro, acima do que recebe Gabigol, e do que recebia Dudu, quando ainda vestia a camisa do Palmeiras.

Fez carreira elogiável na Europa, foi destaque do grande Barcelona, não o de hoje, que foi humilhado pelo Bayern, e teve destaque na Seleção Brasileira.

Isso é fato.

Mas no São Paulo Daniel Alves faz carreira pífia. O torcedor do São Paulo quer saber: Qual a função de Dani Alves no Tricolor de Fernando Diniz? Do que ele joga?

No grande Barcelona de Josep Guardiola, Daniel era um ala pela direita. Tinha liberdade total para participar das ações ofensivas do time liderado por Lionel Messi.

Mas era ala, não era o protagonista da equipe. No Tricolor, Daniel Alves anunciou logo na chegada que queria ser meia. Ganhou a camisa dez.

Já atuou como meia, na ala, como meia aberto pelo lado direito, um pouco mais recuado... Enfim, em várias posições. Não convenceu e nem brilhou em nenhuma delas.

Pior do que isso: Com ele, o time de Fernando Diniz fica lento em demasia, marca pouco, pouco se movimenta. E olha que estas são as maiores virtudes das equipes comandadas por Diniz.

Não, Daniel Alves não é o maior problema do São Paulo de Diniz. Não é disso que se trata. Mas, ao contrário do que se esperava, Dani Alves, como ele gosta de ser chamado, está longe de ser a solução.

O São Paulo que se vê em campo, contra o Bahia, nesta quinta-feira, no empate em 1 a 1, no Morumbi, mais uma vez foi assim, é lento, sem ideias, confuso, desequilibrado.

Times comandados por Fernando Diniz são ousados, velozes, criam inúmeras chances para marcar, fazem muitos gols, embora, é verdade, também sofram muitos gols.

O Audax foi assim, o Fluminense, também.

Eram equipes formadas por jovens, com fôlego suficiente para cumprir todas as exigências de seu treinador.

Fernando Diniz teve o aval de Daniel Alves e também de Juanfran para ser contratado pelo São Paulo. E quando isso ocorre, o técnico vira refém dos jogadores mais experientes do time.

Ou seja, Fernando Diniz é refém de Daniel Alves, o mais badalado jogador da equipe.

Fernando Diniz só vai conseguir impor seu ousado esquema tático quando ficar livre da maior estrela do clube.

Daniel Alves não tem fôlego para cumprir as ordens táticas de seu técnico. Se ele não faz, os outros jogadores se sentem no direito de não fazer também.

É o efeito dominó.

Se um não faz, os outros não fazem também. E Fernando Diniz perde a autoridade para, finalmente, fazer com que o seu trabalho flua no Tricolor.

O técnico do São Paulo hoje não é Fernando Diniz.

É Daniel Alves.

E com ele no comando, o São Paulo só tropeça.

Então, que Daniel Alves saia, para que o verdadeiro Fernando Diniz, o técnico revolucionário, que brilhou no Audax, realmente assuma.

 

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