Relação entre time e torcida tem sido turbulenta e com episódios de agressão no Verdão (Foto: Mancha Verda/Divulgação)

Relação entre time e torcida tem sido turbulenta e com episódios de agressão no Verdão (Foto: Mancha Verda/Divulgação)

A temporada do Palmeiras está longe de ser ruim. Segundo colocado no campeonato brasileiro – atrás do Flamengo que faz campanha impecável até aqui –, o Verdão dificilmente terminará o ano campeão, mas faz campanha digna. Ainda assim, o atual campeão nacional não consegue ter tranquilidade e vive ano de muita turbulência na relação com sua torcida.

O ocorrido com a esposa do volante Bruno Henrique, agredida por torcedores palmeirenses ao deixar a Arena da Baixada, no último domingo (20), foi mais um capítulo dessa instável, em alguns momentos violenta, relação que tem pressionado jogadores, comissão técnica e direção do Verdão ao longo do ano.

A temporada 2019 está marcado pelos conflitos acumulados que prejudicaram o clube na luta pelos títulos da Libertadores e Brasileiro.

Em abril, o ônibus que levava a delegação alviverde ao Allianz Parque para jogo diante do Junior Barranquilla, válido pela fase de grupos da Libertadores, foi alvo de ataques de um grupo de torcedores palmeirenses na Avenida Francisco Matarazzo, a poucos metros da entrada do estádio. O episódio assustou jogadores e comissão técnica, mas o confronto foi evitado, com poucas manifestações de repúdio contra os responsáveis pela agressão.

Meses mais tarde, na véspera de um clássico contra o Corinthians, torcedores organizados foram até a porta do CT do Palmeiras protestaram em tom de ameaça. Os palmeirenses que foram ao local protestaram contra o técnico na época, Felipão, e diretoria Uma das faixas colocadas na entrada da Academia de Futebol dizia: "ninguém morreu ainda". Outras afirmavam que o "clássico vale vida". A partida realizada na Arena Corinthians terminou 1 a 1.

Dias depois, o Verdão acabou eliminado da Libertadores diante do Grêmio, depois de abrir boa vantagem em Porto Alegre. A queda no torneio continental tratou de desestabilizar ainda mais o clima no Verdão. Alexandre Mattos entrou de vez no radar das criticas alviverdes. No início de setembro, organizadas protestaram em frente à casa do diretor de futebol palmeirense. Um grupo de uniformizados levou faixas ao local pedindo a saída do cartola.

"Mattos ladrão", além de outras como "Fora, Mattos" e "até quando a máfia do pão do queijo?", diziam algumas das faixas dos torcedores que gritavam: "acabou sua paz, sua vida vai virar um inferno" e "não é mole não, é o Mattos e o Maurício ladrão, envergonhando a torcida do Verdão".

Ainda em setembro, atletas do Verdão foram recebidos com muita confusão no aeroporto de Fortaleza. Os torcedores atiraram pipoca, pediram mais raça ao time e ofenderam jogadores.

Além destes, outros protestos marcaram a trajetória palmeirense no ano. Os últimos têm tido como foco Alexandre Mattos. Apontado como grande problema do clube no ano pela torcida, Mattos tem sofrido muitas acusações e prometeu inclusive acionar a torcida Mancha Verde na justiça.

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