Ex-volante Mauro Silva pediu para não jogar a Copa América disputada na Colômbia. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ex-volante Mauro Silva pediu para não jogar a Copa América disputada na Colômbia. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Trazida para o Brasil às vésperas da estreia, a Copa América 2021 vive uma série de interrogações. A grave situação da pandemia do coronavírus no país gerou críticas ao governo, à CBF e à Conmebol por escolher o Brasil para receber o torneio após desistências da Argentina e da Colômbia.

Na última quarta-feira (2), jogadores da seleção brasileira que atuam no futebol europeu colocaram na mesa a possibilidade de não jogar a competição. Liderados por Thiago Silva, Neymar e Alisson, os atletas se reuniram com Tite e com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e discutiram a possibilidade de boicotar o torneio. Segundo o Ge.globo, os brasileiros debatem com jogadores de outras seleções o boicote à Copa América. Uma eventual ausência de alguns craques seria surpreendente, mas não uma novidade na história do torneio.

Vinte anos atrás, algo semelhante aconteceu com a mesma competição. Em 2001, a Copa América seria sediada pela Colômbia, que vivia grave crise. O país, na época presidido por Andrés Pastrana, enfrentava ataques das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Em maio, dois meses antes do início da competição, os terroristas promoveram seis atentados, matando 12 pessoas e ferindo outras 161.

Apenas 15 dias antes da abertura da Copa América, o grupo paramilitar sequestrou o coordenador do torneio e vice-presidente da Federação Colombiana de Futebol, Hernán Mejía Campuzano. O fato gerou muitos questionamentos sobre a realização da competição. Embora o governo colombiano tenha conseguido uma promessa de trégua dos guerrilheiros, o clima afastou muitas estrelas da competição.  

TETRACAMPEÃO MUNDIAL PEDIU PARA NÃO VIAJAR COM A SELEÇÃO

Nome histórico da seleção brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1994, Mauro Silva voltou ao time verde e amarelo para a disputa da Copa América de 2001 sob o comando de Luiz Felipe Scolari. O time verde e amarelo contava com vários jogadores que viriam a ser convocados para a Copa do Mundo de 2002, como Marcos, Roque Junior, Juninho Paulista, Denilson, Junior. Outros nomes como Alex, Juninho Pernambucano, Juan, Emerson e Jardel também foram chamado.

O clima tenso na Colômbia, porém, afastou Mauro Silva da competição. No embarque da seleção para a Colômbia, o volante, ídolo do Deportivo La Coruña, pediu para não viajar com a equipe. Temendo pela sua integridade física e da equipe, Mauro pediu dispensa, mas não foi recebeu apoio de seus companheiros. Cortado da seleção, o camisa 5 nunca mais foi convocado por Felipão.

“Quis mostrar a minha revolta com o fato de os interesses políticos e econômicos falarem mais alto. Se, há uma semana, a Colômbia não tinha condições de realizar a Copa América, por que agora tem? O que mudou? Foi pressão dos investidores? O interesse daqueles que teriam prejuízo com o cancelamento da Copa América é mais importante do que a vida humana?”, disse Mauro Silva dias mais tarde em entrevista coletiva.

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A campanha brasileira foi decepcionante na competição. O time de Scolari não se apresentou bem na primeira fase e, embora tenha avançado para o mata-mata, acabou eliminado para a faca Honduras nas quartas de final, após derrota por 2 a 0 diante dos hondurenhos.

ARGENTINA E CANADÁ TAMBÉM FICARAM FORA

A situação difícil vivida pela Colômbia ainda afastou duas seleções do torneio. Convidado na oportunidade, o Canadá se recusou a disputar a competição, assim como a Argentina. Uma das maiores potências do continente, os argentinos, que contavam com figuras de peso como Ayala, Simeone, Ortega, Aimar, Crespo e Batistuta, eram apontados como um dos favoritos ao título. Mas o clima da guerra no país-sede fez com que a AFA desistisse da disputa.

Sem argentina e com a seleção brasileira em péssimo momento, quem fez a festa foram os donos da casa. Os donos da casa sagraram-se campeões da competição – que ocorreu sem maiores problemas – ao bater o México na final por 1 a 0. Velho conhecido do futebol brasileiro, o atacante Aristizabal foi o artilheiro do torneio marcando seis gols.

 

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