Neymar na chegada à delegacia para prestar depoimento sobre acusação de estupro

Neymar na chegada à delegacia para prestar depoimento sobre acusação de estupro

Leo Burlá
Do UOL, no Rio de Janeiro

O profissional de tecnologia da informação que editou o vídeo com imagens íntimas de Najila Trindade não é funcionário de Neymar. A revelação foi feita no depoimento do assessor Alex Bernardo, que afirmou ter recorrido a um conhecido para fazer o serviço. O surgimento de um novo personagem sem relação com o jogador fortalece a estratégia de mudar a direção dos holofotes.

Bernardo, que cuida das redes sociais do astro, alegou não ter conseguido contato telefônico com o responsável por esta área de vídeos produzidos para os canais do atacante. Como tinha urgência em executar o pedido do atleta, ele "terceirizou" o trabalho. Neymar, por sua vez, afirma não ter visto o material na íntegra antes da publicação e, quando viu, teria ordenado que fosse apagado. Com o discurso alinhado, o estafe do atleta tenta desvinculá-lo do escândalo.

Em depoimento, Alex admitiu ter sido o responsável pela divulgação, mas não pela edição do vídeo. Ainda de acordo com ele, a postagem foi feita a pedido do próprio jogador. Na semana que vem, o editor será ouvido na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro. Bernardo também garante que Neymar deu a ordem para a produção do material, mas só tomou conhecimento de sua totalidade quando tudo foi tornado público, inocentando Neymar de qualquer ato ilícito.

Alex disse que a ideia inicial era que o número de Najila e suas fotos íntimas fossem "borradas" na edição pré-publicação. "Por um erro", no entanto, as imagens acabaram indo para o ar, o que gerou a abertura de inquérito policial. Na mesma linha de atestar a inocência do camisa 10, Alex disse que o atacante teria pedido extremo cuidado com o que seria veiculado.

O delegado Pablo Sartori, titular da DRCI, tem até 30 dias desde a abertura do inquérito para dar um primeiro encaminhamento ao caso. O UOL Esporte apurou que ele não solicitará extensão do prazo. Segundo o Código Penal, o crime prevê detenção de um a cinco anos.

Ele quer ainda que a modelo responda algumas perguntas, mas sua presença na delegacia não será necessária. O delegado remeteu carta precatória à Polícia Civil de São Paulo com esta solicitação formal, mas ainda não recebeu de volta o conteúdo.

Foto: REUTERS/Nacho Doce (via UOL)

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