Sampaoli tem os jogadores que pede e uma estrutura de primeiro mundo. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Sampaoli tem os jogadores que pede e uma estrutura de primeiro mundo. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Jorge Sampaoli desfruta de privilégios no futebol brasileiro. Quando quer um jogador, liga para ele, recomenda a contratação e tem o reforço às mãos num piscar de olhos. Qual o técnico brasileiro, ou mesmo estrangeiro, goza de tal prestígio na bola nacional?

Nenhum.

Dos times de ponta, Eduardo Coudet, também argentino, à frente do Internacional, bem que gostaria de ter as regalias que Sampa tem no Atlético Mineiro.

O que Sampaoli quer, o Galo vai buscar. A lista dos jogadores que vieram para 2020 tem Guilherme Arana, Allan, Léo Sena, Alan Franco, Diego Tardeli, Hyoran, Savarino, Marrony, Keno e, por último, Eduardo Sasha.

O argentino não tem do que reclamar.

Guardando as devidas proporções, como a diferença do valor da moeda e investimentos feitos nos clubes, é como se ele estivesse no comando de um clube europeu de ponta.

Tem autonomia. É atendido no que pede.

Só Jorge Jesus tinha tratamento igual, no Flamengo. Mas como o português voltou para o seu país, restou só Sampaoli com a bola alta por aqui.

O Flamengo, graças à gestão saneadora de Eduardo Bandeira de Mello tem dinheiro em caixa. O Galo, com o suporte financeiro de uma construtora, a MRV, pode ir ao mercado e contratar os jogadores que o treinador argentino quiser.

Sampaoli fez por merecer os privilégios que tem. Foi vice-campeão brasileiro com o Santos ano passado.

Chegou da Argentina desmoralizado. Havia sido eliminado nas oitavas de final da Copa da Rússia, dirigindo a seleção de seu país. Desclassificado e humilhado por estrelas da seleção argentina, como o volante Mascherano e o astro Lionel Messi.

Um vídeo mostrou Mascherano fazendo reunião para intereferir na esclação da equipe. Imagens mostraram Sampaoli perguntando a Messi se deveria colocar o atacante Aguero para jogar, ou não.

Subserviência total ao ídolo do Barça.

Sampaoli havia perdido totalmente o comando da seleção.

Foi contratado para dirigir o Santos.

Assumiu o comando de um time sem dinheiro, envolvido em brigas políticas homéricas, com o presidente José Carlos Peres sendo bombardeado por críticas e processos de impeachment.

Começou a reclamar de Peres logo na primeira entrevista coletiva. Mesmo assim, o clube se esforçou para dar a ele os reforços que pediu.

O investimento feito, em torno de R$ 80 milhões na contratação de jogadores, foi bem acima do que o Santos tinha condições de fazer.

Uma equipe com Carlos Sanchez, Soteldo, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Vanderlei, convenhamos, não era tão fraca assim, como muitos sustentaram e ainda sustentam.

Sampaoli fez um ótimo trabalho no Santos. É inovador. Isso é fato. Embora não seja possível saber qual é a sua metodologia de treinamentos – os treinos atualmente são realizados às portas fechadas -, o que os times que dirige mostram em campo provam que o trabalho que ele faz merece elogios.

Suas equipes são compactas, intensas, marcam muito, são treinadas para ficar o maior tempo possível com a bola e, embora corram muitos riscos, fazem muitos gols e disputam títulos.

O Galo, sob o seu comando, começa bem no Campeonato Brasileiro, com três vitórias em três jogos disputados. É o líder da competição, ainda em seu início.

Sampaoli tem os jogadores que pede e uma estrutura de primeiro mundo na Cidade do Galo.

Será cobrado.

Terá de dar ao time mineiro o título de campeão brasileiro, que não conquista desde 1971.

Vai ter justificar os privilégios que lhe são dados.

 

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