O Mundial acaba amanhã e o Brasil também tem chance de medalha nos 4x100m

O Mundial acaba amanhã e o Brasil também tem chance de medalha nos 4x100m

Demétrio Vecchioli, do UOL

Há pelo menos seis anos, Bruno Fratus está entre os homens mais rápidos do mundo. Não há final de grande competição sem que o brasileiro esteja lá presente. Se não como grande favorito, nunca como azarão. Mas o brasileiro nunca se contentou com o papel de coadjuvante. Neste sábado, Fratus é o protagonista. Afinal, conquistou a medalha de prata nos 50m livre no Mundial de Budapeste, com o tempo de 21s27, seu recorde pessoal.

A medalha de ouro foi para o norte-americano Caeleb Dressel, novo astro da natação, que ganhou o ouro com 21s15. O bronze ficou com o britânico Benjamin Proud, com 21s43. Cesar Cielo amargou um oitavo lugar, com 21s83.

“Para mim acabou o pesadelo. Finalmente melhorei tempo, na melhor competição da minha vida. É que o cara é um monstro (Caeleb). Gostaria de ter ganho, mas estou me sentindo muito bem com a medalha de prata”, declarou Fratus ao Sportv na saída da piscina em Budapeste.

“Nadei o melhor que eu tinha, não tão rápido como em algumas vezes. O resultado não é o que eu gostaria, em relação ao tempo, mas a colocação faz parte. Estou feliz. Subir pódio, entrar na final dos 50 m livre de novo, é o que eu queria. Agora é continuar treinando, buscar minha fome alguns anos atrás”, afirmou Cielo ao Sportv.

Fratus nasceu para ser estrela, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, mas até agora os resultados e o fato de morar longe da imprensa e do público brasileiro pareciam impedi-lo de assumir esse papel. O segundo item continuará a ser assim – ele não pretende voltar dos Estados Unidos, onde mora com a esposa e treina em Auburn -, mas o primeiro tem tudo para mudar a partir da medalha deste sábado.

Até porque a final deste sábado foi entre os homens mais rápidos do mundo. Dos melhores da atualidade, nenhum ficou fora por lesão, ou por qualquer tipo de “ano sabático” – natural no pós-Olimpíada. Mesmo Cesar Cielo estava lá para assistir de perto ao feito de Fratus, a quem não vence nos 50m livre faz tempo.

Favoritismo – Depois de ter que lidar com dores crônicas nas costas durante toda a temporada passada e não conseguir medalha na Olimpíada do Rio (foi sexto nos 50m livre), Bruno Fratus não teve o contrato renovado pelo Pinheiros e foi substituído no clube pelo rival Cesar Cielo. Ele segurou o baque e conquistou o título do Troféu Maria Lenk, em maio, nadando pelo Internacional de Santos, clube que aceitou federá-lo.

Pagando do bolso, Fratus seguiu para a Europa, onde, em junho, correu o Circuito Mare Nostrum e nadou eventos importantes na Itália e na França. Ganhou todas as cinco provas de 50m livre nas quais se inscreveu, sempre nadando na casa de 21s7. Isso pesado, sem raspar. Os rivais entenderam o recado: Fratus poderia fazer muito mais no Mundial.

Mesmo em Budapeste, Fratus fez questão de passar novamente o recado. Encarou o gigante Nathan Adrian nos últimos 100 metros do revezamento 4x100m livre e quase deu um ouro inédito ao Brasil, garantindo a prata. Fez 21s51 nas eliminatórias dos 50m livre (foi o mais rápido entre 118 nadadores) e, na semifinal, apareceu barbudo para nadar. Novamente, queria passar um recado, o de que poderia ser ainda mais rápido quando assim quisesse.

Já para a delegação brasileira, a medalha é a quinta neste Mundial, considerando apenas as provas de natação. Além da prata no revezamento, o Brasil foi vice-campeão com Nicholas Santos nos 50m borboleta e João Luiz Gomes Jr nos 50m peito. Etiene Medeiros ganhou o ouro nos 50m costas.

O Mundial acaba no domingo com mais uma boa chance de medalha para o Brasil, no revezamento 4x100m livre masculino, que deverá ter Guilherme Guido, Felipe Lima/João Luiz Gomes Jr, Henrique Martins e Marcelo Chierighini. Todos foram finalistas em provas individuais nos seus estilos.

(Foto: AFP - retirada do UOL)

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