Brasil faz 3 a 0 na Bolívia com direito a pênalti decidido pelo VAR e golaço de Everton

Brasil faz 3 a 0 na Bolívia com direito a pênalti decidido pelo VAR e golaço de Everton

A parada de um mês do campeonato brasileiro, na metade do primeiro turno, de um modo geral traz benefícios a todos os clubes, particularmente no que diz respeito ao condicionamento físico dos jogadores. 
 
Essa vantagem, contudo, não tem a mesma intensidade em relação a todas as equipes, já que ela varia em função das condições físicas em que se encontrava cada uma delas quando o campeonato parou. 
 
O maior beneficiado em razão desse recesso é o Grêmio, que acumula desfalques por lesão desde que o campeonato começou, algo que lhe custou passar um bom tempo marcando passo na Zona de rebaixamento. 
 
Se por um lado esse momento desfavorável assustou a torcida gremista, por outro serviu para comprovar a capacidade do técnico Renato Portaluppi, que soube fazer do limão uma limonada, criando em curto espaço de tempo um time alternativo com força suficiente para saltar da penúltima para a 11ª colocação.
 
Isso ficou provado no jogo de quarta-feira diante do Botafogo, no Rio, quando o Grêmio sem Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Maicon, Matheus Henrique, Luan e Everton, dominou o dono da casa do 1º ao último minuto, vencendo por 1 a 0, placar que poderia ter sido maior em função do volume de jogo apresentado pelo time visitante.
 
Mesmo tendo terminado essa etapa numa posição modesta para um clube de seu nível, o tricolor gaúcho leva consigo nessas férias circunstanciais a certeza de ter sido a equipe que mais subiu na tabela nos últimos dois jogos, não obstante os contratempos já mencionados. 
 
Com essa recuperação, o Grêmio vive uma expectativa favorável em relação ao retorno aos gramados no reinício do campeonato,  que acontece no dia 14 de julho, com a realização dos jogos da 10ª rodada do Brasileirão. 
 
Deve-se isso ao fato de essa longa parada propiciar a recuperação física de vários jogadores do time principal, que deverão voltar à equipe, devolvendo-lhe aquele potencial que tem situado o mosqueteiro do Pampa entre as equipes mais qualificadas do país. 
 
Com certeza outros clubes que precisam acertar o passo na disputa desse Brasileirão também haverão de colher bons frutos nesses 30 dias sem bola rolando, pois eles servirão não só para trabalhos de recuperação física como também para correções de rumo no plano tático de equipes que, mesmo completas, ainda não encontraram o padrão de jogo ideal.
 
A equipe que mais promete nesse sentido é a do Vasco, agora sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, que pretende dar a volta por cima, tal como Felipão na sua volta ao Palmeiras, depois de uma queda de prestígio na carreira,  que teve como ponto culminante a goleada de 7 a 1 sofrida pela seleção, sob seu comando, diante da Alemanha.   
 
Tal como a equipe de Renato, o Vasco de Luxemburgo venceu seus dois últimos compromissos e abandonou o Z-4, terminando essa primeira metade do segundo turno distanciado duas posições da Zona de rebaixamento, adquirindo o direito de até sonhar com vaga para a disputa da Libertadores do ano que vem.
 
A leitura que se pode fazer acerca dessa fase já disputada do Brasileirão é que até o presente  não tem nada decidido ainda, nem na ponta da tabela, tampouco na sua base que simboliza o "corredor da morte" que conduz ao rebaixamento. 
 
Tudo está a indicar que depois da Copa América teremos um "novo Brasileirão", com muitas reviravoltas nas posições ora ocupadas, não havendo margem portanto  para que se cogite desde já acerca de prováveis favoritos à conquista do título, classificados para a Libertadores e candidatos ao rebaixamento para a série B. 
 
Nem mesmo o Palmeiras, que lidera o certame com dois pontos à frente do vice líder Santos, com um jogo a menos, pode ser apontado ainda como virtual campeão brasileiro de 2019, pois a margem de pontos que o distancia dos mais próximos seguidores é escassa e o futebol apresentado pelo alviverde paulista possui altos e baixos como o de seus mais sérios concorrentes.  
 
Como hoje foi dia de estreia do Brasil na Copa América, faz-se oportuno registrar aqui a vitória da seleção brasileira diante da Bolívia pelo placar de 3 a 0.
 
O resultado foi maiúsculo, mas o futebol apresentado deixou um pouco a desejar, notadamente no primeiro tempo, que terminou em 0 a 0, suscitando algumas vaias à equipe treinada por Tite, que só conseguiu se acertar na etapa complementar, quando a marcação de um pênalti definido pelo VAR, convertido por Philippe Coutinho, permitiu ao Brasil abrir o marcador, sob protesto dos bolivianos.
 
O autor do gol de pênalti voltou a marcar de cabeça, minutos após, cabendo a Everton "Cebolinha", que entrou em campo nos últimos minutos de jogo, fechar o placar numa bela investida pela esquerda em que cortou a zaga adversária e desferiu um chute certeiro no canto da meta boliviana. 
 
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Foto: UOL

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