Carille nos tempos em que comandou o Corinthians. Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Carille nos tempos em que comandou o Corinthians. Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Com a zona de rebaixamento cada vez mais próxima, com o agravante da dura derrota para o Cuiabá no último sábado (3), achei justa a demissão de Fernando Diniz do cargo de treinador do Santos. Nas mãos do jovem técnico, o time praiano não mostrava evolução, insistia em estratégias que não davam resultado e via a cada rodada a sua confiança diminuir. 

Então, com a saída de Diniz, passei a imaginar alguns nomes que poderiam dar jeito neste frágil Santos. Para mim, Dorival Júnior e Guto Ferreira seriam opções interessantes. Mas principalmente Dorival, que conhece o DNA santista e sabe muito bem trabalhar com equipes limitadas. 

Por isso, me pegou de surpresa a notícia de que a direção santista, com aval do Comitê Gestor, teria escolhido para substituir Diniz o ex-corintiano Fábio Carille. Nada contra o profissional que, inclusive, com uma equipe limitadíssima, conseguiu fazer o melhor primeiro turno da história do Brasileiro com o Timão, em 2017. 

Mas o estilo de jogo de Carille é o oposto do que se espera do Santos. O Peixe, ganhando ou perdendo, tem como estilo jogar para frente. Levar três e marcar quatro em seus rivais. E não “estacionar um ônibus” na frente de seu goleiro para tentar vencer a partida em um contra-ataque vadio. 

Portanto, para mim, ao escolher Carille, a diretoria santista está cometendo o mesmo erro do Corinthians quando contratou Tiago Nunes. Não se muda o estilo de jogo de uma equipe trocando apenas o técnico. O elenco vai sentir e a tendência é que a situação na Baixada, por incrível que pareça, fique ainda pior. 

 

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