Ramirez, que depois jogou pelo Flamengo, correu atrás do craque brasileiro ao término da partida

Ramirez, que depois jogou pelo Flamengo, correu atrás do craque brasileiro ao término da partida

Nesta quinta-feira (23), acontece mais um confronto entre Brasil e Uruguai, este válido pelas Eliminatórias para a Copa de 2018, na Rússia.

A rivalidade entre as duas seleções sempre foi muito grande. É até desnecessário falar sobre a traumática derrota brasileira para o time celeste na final do Mundial de 50. Assunto esmiuçado ao máximo ao longo dos anos.

E, embora mais de duas décadas depois do "maracanazo", os nervos ficaram à flor da pele na Taça do Atlântico, toneio que reuniu as seleções do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Na partida disputada em 28 de abril de 1976, faltas duríssimas, como uma de Ramirez em Zico, pouco antes do encerramento do jogo em que o time canarinho venceu por 2 a 1, mesmo placar do jogo disputado dois meses antes no Estádio Centenário, no Uruguai.

A CONFUSÃO

Assim que o árbitro brasileiro Romualdo Arppi Filho encerrou o jogo, o lateral-esquerdo Ramirez correu atrás de Rivellino, capitão do time comandado por Oswaldo Brandão. O camisa 10 brasileiro, de costas, foi alertado por um fotógrafo. Rivellino "driblou" o uruguaio e, na fuga, acabou escorregando na escadaria de acesso ao túnel.

Enquanto Rivellino conseguia se livrar de Ramirez, a confusão se armou na beira do campo.

O saudoso Orlando Lelé partiu para cima de Ramirez e o goleiro Jairo veio de sua meta para uma voadora em um adversário. Até o massagista brasileiro, Nocaute Jack, já falecido, distribuiu alguns chutes nos jogadores celestes.

A torcida, mais de 62 mil espectadores, pedia "porrada"...

Até dirigentes uruguaios entraram em campo e se envolveram na confusão.

Apaziguador, o finado Oswaldo Brandão tentou acalmar os ânimos. Em vão.

Os policiais demoraram para controlar a situação.

Após alguns minutos, os uruguaios dirigiram-se para o vestiário sob uma "chuva" de objetos atirados pelos "geraldinos".

URUGUAIOS QUE DISPUTARAM A PARTIDA E JOGARAM NO BRASIL

Curiosamente, quatro jogadores daquela seleção uruguaia acabaram defendendo clubes brasileiros algum tempo depois. casos do próprio Ramirez, que foi para o Flamengo, o goleiro Corbo (contratado pelo Grêmio), Revétria (que atuou pelo Cruzeiro) e Dario Pereyra, que tornou-se ídolo do São Paulo.

A situação entre Rivellino e Ramirez acabou em paz, tão logo o uruguaio aportou no Rio de Janeiro para defender o Rubro-negro. Então camisa 10 do Flu, Rivellino o reencontrou várias vezes. Na primeira vez em que se enfrentaram, Ramirez pediu desculpas e providenciaram até buquês de flores para que um presenteasse o outro.

O Brasil acabou conquistando a Taça do Atlântico, torneio encravado entre as copas da Alemanha e da Argentina. 

DESTINO DE BRANDÃO

Oswaldo Brandão, entretanto, não permaneceu por muito tempo comandando a equipe brasileira. Ele foi demitido após oito jogos, depois do empate diante da Colômbia, pelas eliminatórias. Cláudio Coutinho o substituiu e foi o técnico na Copa de 78, ano em que o Brasil terminou em terceiro lugar, A Argentina, anfitriã, foi a campeã.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Brasil 2 x 1 Uruguai - Taça do Atlântico

Data: 28 de abril de 1976.

Local: Estádio Mário Filho (Maracanã) - RJ.

Público: 62.672 pagantes.

Árbitro: Romualdo Arppi Filho. Auxiliares: José Faville Neto e Armando Marques (todos brasileiros).

Gols: Torres (15 minutos do primeiro tempo); Rivellino (10 minutos do segundo tempo) e Zico (aos 27 minutos do segundo tempo).

Expulsão: Manuel Keosseain (Uruguai).

Brasil: Jairo; Toninho (Orlando); Miguel; Amaral e Marco Antônio. Chicão; Rivellino e Zico. Gil; Enéas (Roberto Dinamite) e Lula. Técnico: Oswaldo Brandão.

Uruguai: Walter Corbo; Washington Gonzalez; Alfredo de Los Santos; Nil Chagas e Sergio Ramirez. Juan Carlos Acosta; Dario Pereyra e Julio Cesar Jimenez. Rudy Rodriguez (Herbert Revétria), Fernando Morena e Daniel Torres (Manuel Keosseain). Técnico: José Maria Rodríguez.

ABAIXO, MOMENTOS FINAIS DE BRASIL 2 X 1 URUGUAI EM 28 DE ABRIL DE 1976, JOGO VÁLIDO PELA TAÇA DO ATLÂNTICO. NARRAÇÃO DE JOSÉ CARLOS CICARELLI E COMENTÁRIOS DE CARLOS EDUARDO LEITE, O DUDU, PELA TV CULTURA-SP.

 

Sérgio Ramirez acabou se radicando no Brasil e atualmente é treinador da equipe catarinense do Guarani de Palhoça. CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE RAMIREZ NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?"

 

Roberto Rivellino, atualmente comentarista do program "Cartão Verde", da TV Cultura, precisou ser rápido para escapar de Ramirez em 1976... CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE RIVELLINO NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?".

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