Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras. Foto: Reprodução

Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras. Foto: Reprodução

Nestes tempos de pandemia, o novo coronavírus tem tido mais destaque do que a dupla Messi e Cristiano Ronaldo. Normal. O vírus é o maior inimigo da humanidade nos últimos 100 anos.

Porém, vez ou outra surge algo positivo no esporte e um fato que chamou atenção na última semana foi a entrevista coletiva virtual do treinador do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo. Sem contar o ineditismo da coisa, já que pela primeira vez jornalistas brasileiros puderam desfrutar da tecnologia sem correr o risco de contaminação, o destaque fica para o equilíbrio e ponderação do técnico nas respostas aos setoristas do clube.

Luxemburgo e Telê Santana foram os melhores treinadores que vi em ação nessas mais de três décadas que trabalho no jornalismo esportivo. Nos anos 1990 não tinha para ninguém, a dupla foi responsável por montar os melhores times daquele período.

Telê um perfeccionista em busca do jogo bonito; Luxemburgo um estrategista que enxergava como poucos uma partida de futebol. Travaram duelos épicos, especialmente na primeira metade da década quando um defendia o São Paulo e o outro o Palmeiras.

O sucesso do carioca entre os palmeirenses o conduziu – merecidamente – a dirigir a seleção brasileira em 1998. Caiu dois anos depois ao ser eliminado de maneira vexatória pela seleção de Camarões nos Jogos Olímpicos de Sidney e também por problemas extracampo, como a acusação de ter falsificado uma certidão de nascimento.

Após este episódio, no início dos anos 2000, Luxemburgo ainda conseguiu realizar bons trabalhos em Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro e Santos, culminando com o auge em 2005 ao desembarcar na capital espanhola e comandar o poderoso Real Madri. A experiência foi um fracasso e depois disso teve alguns lampejos, mas jamais voltou a ser o Luxemburgo dos anos 90. E time grande não faltou ao currículo nessa fase: Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Atlético-MG, mas nada de troféu importante para colocar na estante.

Agora, Vanderlei parece estar motivado, aos 66 anos, a recuperar o prestígio estacionado lá atrás. Experiente, com rodagem e profundo conhecedor dos bastidores da bola, se mostra mais equilibrado e disposto a esquecer os erros cometidos e sem mágoas. Reforçou o estilo paizão e ganhou o respeito do elenco palmeirense nos primeiros meses no clube. Com a estrutura e o dinheiro do patrocinador e se tiver os pés no chão, pode sonhar em voltar a ser o ótimo treinador que um dia duelou com o mito Telê Santana.

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