Técnico do Fla vem mostrando dificuldades para manter o alto nível da equipe. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Técnico do Fla vem mostrando dificuldades para manter o alto nível da equipe. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Dia 4 de junho de 2021, a seleção brasileira se preparava para enfrentar o Para em jogo válido pelas Eliminatórias Sul-Americana para a Copa do Mundo de 2022. O Brasil havia aceitado receber a Copa América de última hora, após desistência da Argentina, o clima na CBF era dos piores e notícias envolvendo uma possível saída do técnico Tite tomaram o debate esportivo.

Num episódio totalmente politizado pelo país cada vez mais polarizado, o nome de Renato Gaúcho passa a ser colocado para substituir Tite numa eventual saída. Nas redes sociais, especialmente entre o público mais ligado ao presidente da república, Renato ganhou força.

Quase cinco meses depois, cogitar que Renato era (talvez ainda seja) o favorita de muitos para assumir a seleção parece um delírio. E não só pelo que o treinador apresentou no Flamengo de lá para cá, mas porque, no final das contas, o técnico gaúcho não trabalho bem há três anos.

Quando o Flamengo contratou Renato após demitir Rogério Ceni, parecia que o casamento perfeito estava sendo consumado. O que foi ignorado naquele momento é que Portaluppi vinha de temporadas ruins no Grêmio e já dava claros sinais de que o Fla, com esse elenco e esse investimento, era “areia demais para seu caminhãozinho”.

O Fla chegou ao topo num trabalho espetacular de Jorge Jesus, que implementou extrema organização e intensidade na equipe. Com a saída do português vieram Domenec Torrent e Rogério Ceni, que, embora tenham apresentado desempenho abaixo daquele alcançado por JJ, mantiveram o time sempre organizado e, em alguns momentos, bastante intenso. Com Renato, não há nem organização e muito menos intensidade.

E aí te pergunto: Qual é a característica do trabalho de Renato? Qual é a sua filosofia de jogo? O gaúcho é um técnico de jogo ofensivo? Mais reativo? Seus times são mais marcadores? Costumam ter mais a bola? Time de velocidade ou cadenciado? Suas equipes jogam em esquemas mais posicionais, ou mais soltos? No final das contas, a resposta talvez seja: Não sei! Entender o que Renato propõe de futebol não é simples, porque não há uma clara identidade. E quando nível de cobrança e expectativa sobe, Portaluppi mostra que é um treinador mediano. Longe de ser ruim, mas apenas mediano.

Nesse Flamengo é preciso mais do que ser amigo dos jogadores e potencializar as individualidades “dando moral” para os atletas. E Renato mostra não ter esse “algo a mais”.

Mas convenhamos que não há novidade. Renato teve um ano e meio espetacular no Grêmio (do meio de 2016 ao final de 2017) e conquistou taças importantes. Depois teve um bom ano em 2018, mas já apresentando problemas importantes. E ao analisar a temporada 2019, 2020 e o início de 2021, não há dúvidas de que o trabalho era ruim.

O Flamengo caiu na sandice de buscar Renato, optou pela saída mais fácil, quando o certo talvez fosse bancar Ceni e resolver os problemas interno, ou buscar um treinador de mais alto nível (quem sabe estrangeiro).

E há quem ainda aponte o gaúcho como o nome certo para a seleção, ainda que o time verde e amarelo tenha tudo que o time de Renato não tem: organização e intensidade (óbvio que está longe de ser uma equipe forte e pronta para a Copa, mas também não é um trabalho ruim). Vai entender.

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