O engenheiro Ricardo Divila, que ficou nacionalmente conhecido por ter sido o primeiro projetista da extinta equipe Copersucar de Fórmula 1, morreu em 25 de abril de 2020, aos 74 anos em Magny-Cours, na França, cidade próxima a qual morava, e onde estava internado em estado grave. Recentemente ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e também tentava combater um câncer no pâncreas. Divila era casado com Krystyna, com quem morava em um sítio, e não tinha filhos.
Nascido em São Paulo no dia 30 de maio de 1945, Richard Divila (seu nome de batismo) formou-se em enenharia pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), sendo responsável pelo FD01, primeiro carro da equipe Copersucar na F1, então capitaneada por Wilsinho Fittipaldi.
O FD01 trouxe diversas inovações, sobretudo na aerodinâmica. O modelo era totalmente carenado, inclusive na parte traseira.
Ele permaneceu na equipe, que depois contou com Emerson Fittipaldi como piloto e chefe, por mais alguns anos, assinando os projetos de mais três carros: o FD02, FD03 e FD04. A sigla FD, aliás, significava Fittipaldi-Divila.
Com o fim da equipe Fittipaldi, em 1982, Divila começou a trabalhar pela equipe francesa Ligier, também na Fórmula 1, assinando ao lado do francês Michel Beaujon, entre outros, o projeto dos modelos JS33 e JS33-B do time de Guy Ligier, que competiu nas temporadas de 1989 e 1990, período em que a escuderia azul somou apenas três pontos, em 1989.
Depois da Copersucar e da Ligier, Divila ainda passou por outros times da Fórmula 1: Life, Fondmetal e Minardi.
Fora da F1 engrenou uma sólida carreira profissional no Japão, pela Nissan, assim que a montadora decidiu enveredar no automobilismo, com o brasileiro atuando em diversas edições das 24 Horas de Le Mans (protótipos) e também pela Fórmula 3000, no time de Eddie Jordan.
ABAIXO, PARTE DO DEPOIMENTO DE RICARDO DIVILA NO DOCUMENTÁRIO "ASAS DE ÍCARO - A VERDADEIRA HISTÓRIA DA EQUIPE FITTIPALDI", PRODUÇÃO DA ITOBY FILMES, EM 2018, DIRIGIDO POR FERNANDO DOURADO
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