Nico López, durante jogo entre Inter e Juventude

Nico López, durante jogo entre Inter e Juventude

Do UOL, em Porto Alegre

O zagueiro Victor Salinas pediu desculpas pelos atos no fim do primeiro tempo da partida entre Inter e Juventude, cujo placar terminou 2 a 1 para o time de Porto Alegre no último domingo. Depois de acertar um soco no rosto de Nico López, o jogador disse que se arrepende e, certamente, o uruguaio sente o mesmo.

"Eu nem estava na confusão, quem me conhece sabe que não sou disso, eu estava indo para separar a briga. Quando eu cheguei o Nico estava se agarrando com um companheiro meu, no caso deu dois socos no Eltinho. Ali foi uma situação de ação e reação, eu dei um soco para tirar o Nico ali da jogada, ele estava se debatendo. Logo depois me arrependi do lance, o juiz acabou expulsando eu e o Nico, uma coisa que estragou o espetáculo", disse à Rádio Grenal. "Depois que aconteceu a briga, saí da confusão. Falei com o Lomba, depois com o Tréllez, foi um caso isolado que tenho certeza que assim como eu, o Nico também se arrepende", completou.

A confusão começou quando o técnico do Juventude, Luiz Carlos Winck, puxou a bola para o reservado de sua equipe, atrasando a reposição que William Pottker gostaria de fazer rapidamente em um lateral. O jogador do Inter correu em direção a bola, foi impedido, caiu no reservado e uma confusão teve início. Nico López se envolveu na briga, Victor Salinas também. Eles trocaram socos e ambos foram expulsos, juntos ao técnico e o auxiliar técnico do Ju.

"Eu peço desculpas pro Nico, não foi nada específico com ele, qualquer um que tivesse feito aquilo, eu faria o que fiz, foi um ato inconsciente para separar a briga. O Nico também deve estar arrependido de ter entrado numa briga que nem era dele, que o Pottker e o Winck começaram. O atleta vê isso e fica arrependido, é verdade. Eu poderia ter ficado em campo e continuado o espetáculo. Serve de exemplo para não acontecer mais", acrescentou.

Tanto o colorado quanto o jogador do Juventude serão julgados nos próximos dias. Ainda não há data marcada para a ida ao Tribunal da FGF.

"Quando é vermelho direto, tem julgamento. Vão avaliar o contexto da briga. Eu nunca fui expulso direto na minha carreira, nunca tinha acontecido isso, não comecei a briga, e isso deve pesar no julgamento. Mas vamos ver o que vai acontecer", finalizou.

Em súmula, o árbitro da partida relatou a confusão e deixou claro que na sua avaliação tudo aconteceu por ação do técnico do Juventude.

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

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