Os polêmicos pedidos financeiros do COB para Laís Souza e de Maurren Maggi para financiar treinamentos são mais comuns que você imagina

Os polêmicos pedidos financeiros do COB para Laís Souza e de Maurren Maggi para financiar treinamentos são mais comuns que você imagina

O pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para que pessoas ajudem com doações monetárias a ex-ginasta Laís Souza não pegou bem e obrigou o COB a explicar melhor sobre a finalidade de tal ajuda. A “vaquinha” proposta pelo Comitê para Laís não é algo inédito no esporte brasileiro. Principalmente nas modalidades olímpicas, esportistas assumem uma espécie de “autopatrocínio” e acabam pedindo dinheiro para bancar treinos e viagens para competições.

Sobre Laís: Laís sofreu um acidente de esqui enquanto treinava para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi (Rússia). Até agora o tratamento da jovem está sendo pago pelo plano de saúde do COB. No entanto, a vida da ex-ginasta vai mudar completamente até que ela complete todo o tratamento de reabilitação. É nesse processo de reabilitação, quando Laís já estiver em casa, que o Comitê pensou e por isso a “vaquinha”.

Em outros casos, os atletas correm atrás de seus próprios sonhos quando não há patrocínio do governo ou de empresas.

Alguns casos:

O caso da campeã olímpica no salto em distância nos Jogos de Pequim (2008), Maurren Maggi, também foi amplamente noticiado no último mês.

Maurren havia ameaçado largar a carreira várias vezes por falta de apoio financeiro para conseguir treinar. No final, ela lançou uma campanha para arrecadar fundos e patrocinar os seus próximos 100 dias de treinamentos. “Busco o patrocínio diretamente com o povo, as massas. Peço que me ajudem a coletar os fundos para os meus próximos 100 dias de treino para que eu não tenha que parar”, escreveu na página do site Kickante, onde qualquer um pode colaborar doando a partir de R$10.

Casos com menos repercussão da grande mídia também são comuns entre os atletas.

No taekwondo, dois atletas, que já trouxeram excelentes resultados para o Brasil em Jogos Pan-Americanos e até em Olimpíadas, precisaram recorrer a vaquinha para participar do Aberto da Rússia, em 2013.

São eles: Diogo Silva - ouro nos Jogos Pan-Americanos (Rio 2007); ouro nos Jogos Sul-Americanos (Rio 2002 e Buenos Aires 2006); e 4º lugar nas Olimpíadas de Londres 2012 e nas Olimpíadas de Atenas 2004. E Márcio Wenceslau - prata nos Jogos Pan-Americanos (Rio 2007); ouro nos Jogos Sul-Americanos (2002 e 2010); e prata no Campeonato Mundial de Taekwondo (Madrid 2005). Juntos eles arrecadaram R$12663 dos R$12 mil necessários para a viagem.

Como o da esgrimista brasileira Éleora Pattaro, que representou o Brasil na Olimpíada de Atenas (2004), mas em 2013 não tinha apoio financeiro algum para patrocinar os treinamentos nos Estados Unidos, necessários para que a atleta sonhe com um bom resultado nos Jogos Olímpicos de 2016.

A vaquinha de Élora Pattaro começou em março de 2013 com o objetivo de arrecadar R$5 mil para o período de treinamento nos EUA. Um mês depois as doações foram encerradas. A esgrimista conseguiu R$8824 em doações.

A atleta Talisca Reis, considerada musa do taekwondo também aderiu à vaquinha no ano passado para participar do Aberto do Canadá, em maio. Ela conseguiu R$4190 por meio de doações, precisava de R$4 mil. Além disso, a atleta fez fotos sensuais para o próprio financiamento.

No surfe, a bicampeã mundial Jacqueline Silva, entrou na onda da vaquinha este ano. Em janeiro, ela pediu doações no mesmo site em que Maurren Maggi pede atualmente e arrecadou R$6845 para participar do Mundial de Surf de 2014.

Carlos Luciano, do vôlei de praia, também decidiu fazer uma vaquinha para conseguir participar de Circuitos de Vôlei de Praia no país. Uma das metas era conseguir R$800 para o atleta. Em junho de 2013 o objetivo do atleta foi alcançado. No total foram arrecadados R$1580.

Os atletas do taekwondo, que treinavam em São Caetano do Sul (SP) e foram chamados para a seleção brasileira no ano passado, precisaram fazer uma rifa para comprar passagens aéreas.

Os esportes de inverno também têm sua representante nas “vaquinhas”. A campeã brasileira de Esqui Cross Country, Leila Mostaço, precisou pedir dinheiro na internet para participar dos campeonatos Brasileiro e Sul-Americano de Biathlon em 2013 e arrecadou R$7 985. A meta era de R$7 mil.

No Twitter: @karla_torralba

Foto: UOL

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