O técnico Tata Martino armou a Argentina com Lionel Messi na ponta direita, Sergio Agüero no centro e Angel Di Maria na ponta esquerda

O técnico Tata Martino armou a Argentina com Lionel Messi na ponta direita, Sergio Agüero no centro e Angel Di Maria na ponta esquerda

Guilherme Palenzuela
Do UOL, em La Serena (Chile)

Fazia quatro anos que o atacante Carlos Tévez havia jogado pela última vez em uma competição oficial pela seleção argentina. Foi nas quartas de final da Copa América 2011 quando ele saiu do banco para participar da disputa por pênaltis após o empate por 1 a 1 com o Uruguai. Perdeu a cobrança decisiva, que eliminou a seleção de seu país da competição jogada em casa. Saiu como vilão, e voltou a jogar em competições oficiais neste sábado (13), no empate por 2 a 2 contra o Paraguai, na estreia de mais uma Copa América. Tévez, porém, ainda não tem espaço.

O técnico Tata Martino armou a Argentina com Lionel Messi na ponta direita, Sergio Agüero no centro e Angel Di Maria na ponta esquerda. No segundo tempo, com domínio da partida, tirou o meia Javier Pastore e colocou Tévez em seu retorno oficial. Antes, no aquecimento, o jogador da Juventus (ITA) e ex-Corinthians foi ovacionado pela torcida em La Serena, no Chile. O "Apache", como é chamado, tem mais identificação com os torcedores argentinos do que o próprio Messi.

Foi a entrada de Tévez, porém, que abriu o caminho para que a Argentina perdesse o controle do jogo. Apesar de Haedo Valdez ter marcado o primeiro gol paraguaio 15 minutos antes da mudança, a entrada de Tévez no lugar de Javier Pastore mudou o esquema tático da Argentina. O 4-3-3 - com Banega e Pastore à frente de Mascherano - passou a ser um 4-2-3-1, com Tévez entre Messi e Di Maria, e Higuaín à frente, em um momento em que a Argentina ainda ganhava o jogo. A alteração de esquema somada à pressão paraguaia abriu espaços para que o empate se construísse.

"Não podíamos sustentar a pressão em cima, estando Carlos [Tévez] e Gonzalo [Higuaín] inteiros poderíamos pressionar mais. Carlos com a obrigação de acompanhar o primeiro volante do Paraguai. Mas bom, está claro que nós tivemos muita chance para converter. Temos que revisar o que fizemos mal, e o que fizemos mal foi começar a jogar um jogo completamente diferente no segundo tempo. Perdemos recuperação rápida e o controle", justificou e lamentou o técnico Tata Martino, após a partida, ao ser questionado sobre a alteração que tanto mudou o cenário do jogo.

O problema de Tévez, ainda reserva, é ocupar um espaço que já é ocupado hoje na Argentina. Em La Serena, poderia ter atuado no mesmo espaço que Pastore, aquele que substituiu, atuou. Mas acabou jogando mais adiantado, onde Messi e Agüero antes caiam. Acabou disputando a mesma zona em que o camisa 10 e Higuaín, que entrara no lugar de Agüero, disputaram.

Campeão da Serie A na Itália e finalista derrotado pelo Barcelona na final da Liga dos Campeões na última temporada, Tévez, com 31 anos, fez 29 gols em 48 jogos, com grandes atuações. Nos últimos anos, perdeu espaço na seleção argentina que esteve sob comando do técnico Alejandro Sabella, que não o convocou e gerou polêmica. Na Argentina, especulou-se versão já desmentida de que um desentendimento com Messi causara o afastamento de Tévez. Era Sabella, porém, quem considerava que o melhor para a equipe era ter Tévez longe.

"Saímos chateados porque o jogo nos escapou", falou Tévez, após o jogo deste sábado. O que ainda escapa, também, é a possibilidade de fazê-lo jogar ao lado de Messi e os outros elementos do plantel. Além do próximo jogo na Copa América, contra o Uruguai, na terça-feira, lidar com o dilema entre pressão e incompatibilidade de Carlitos pode ser um desafio.

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