Paulinho sai da Inglaterra pela porta dos fundos e chega à China para se esconder profissionalmente

Paulinho sai da Inglaterra pela porta dos fundos e chega à China para se esconder profissionalmente

Bola alçada na área vascaína, o relógio apontava quarenta e dois minutos da segunda etapa e uma cabeçada mudaria o destino daquele camisa oito. Paulinho fez o gol mais importante de sua passagem pelo Corinthians e ajudou o time a vencer o rival carioca e avançar na campanha invicta rumo ao título da Libertadores de 2012.

À época, o volante já era a menina dos olhos da crítica e contavam-se os dias para sua esperada transferência internacional – algo paradoxal: já que tantas vezes criticamos o comportamento vendedor de nossos clubes, mas vivemos da especulação do sonho europeu de futebol.

E lá foi ele. Desembarcou na gelada Londres com todo potencial do melhor meia defensivo do Brasil, o elemento-surpresa ideal, o homem do passe perfeito e dos gols importantes. Mas na cidade com tantos clubes de futebol, o brasileirinho foi escolher logo o menos representativo entre os grandes.

O Tottenham não é culpado. Parecia a perfeita “porta de entrada”, o primeiro degrau para a escalada triunfal do já titular da Seleção Brasileira. Os Spurs tinham um elenco competitivo e um diferencial positivo para o “Little Paul”: o português André Villas-Boas chefiava o comando técnico da equipe londrina e o idioma seria um problema a menos para o futebol do volante.

Mas cadê o seu futebol, Paulinho?

Após uma Copa das Confederações promissora e cadeira cativa no grupo de Scolari para a Copa do Mundo, o novato do Tottenham foi sumindo aos poucos, uma sombra do jogador que encantava nos gramados brasileiros. Ele, que foi chamado de “mistura de Steven Gerrard e Yayá Touré”, mostrou-se um grande mico na terra da Rainha.

Sem dúvida, uma das piores contratações do time na temporada 2013/14. Uma surpresa negativa, que neste 29 de junho deixa a capital inglesa para afundar de vez sua carreira. Ora, pequeno Paulo, você espera o que do futebol chinês? Reencontrar Felipão no Guangzhou Evergrande é retornar aos tempos de escuridão profissional. Ou você acha que Ribeiro, Tardelli, Goulart e cia permanecem nos holofotes do futebol mundial?

De longe, faço o profeta do óbvio: em dois anos você rompe o contrato e negocia o retorno para terra natal, onde sua capacidade técnica ainda vai te ajudar a se sobressair no medíocre futebol brasileiro. Deixa a China com a tão sonhada independência financeira e talvez até arranhando um mandarim. Pouco pro “Steven Touré”. Ou seria “Yaya Gerrard”?

Foto: UOL

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