Neymar deixou o jogo contra o Qatar e precisou ser carregado até o vestiário. Foto: Mateus Bonomi/AGIF

Neymar deixou o jogo contra o Qatar e precisou ser carregado até o vestiário. Foto: Mateus Bonomi/AGIF

A acusação de estupro feita pela modelo Najila Trindade atingiu profundamente o dia a dia de Neymar. Mas foi mais uma lesão no pé direito - a terceira no tornozelo em quatro anos - que o tirou da Copa América. No contexto geral, a investigação policial é só um elemento na tormenta de lesões e desgaste de imagem que atingiram o jogador nos últimos dois anos.

São três contusões no tornozelo nos últimos quatro anos - antes da Olimpíada de 2016, no primeiro semestre de 2018 e agora, no amistoso diante do Qatar, na preparação para a Copa América. Somam-se a essas lesões duas fraturas consecutivas no quinto metatarso do pé direito.

Neymar demorou a engrenar nos Jogos Olímpicos antes de se sagrar campeão. Na Copa, não esteve no auge da forma. Pelo PSG, ficou fora de partidas decisivas na Liga dos Campeões nos últimos dois anos - o clube acabou eliminado nas duas ocasiões.

O UOL Esporte apurou que houve discussões com a Nike sobre a criação de uma chuteira especial, com proteção extra para o metatarso após as duas fraturas. Em março, a empresa norte-americana estudava o assunto. Havia, entretanto, a preocupação de que o reforço na região dissipasse o impacto de eventuais choques justamente para o tornozelo.

Durante a preparação da seleção brasileira para a Copa América, na Granja Comary, na semana passada, Neymar trocou de chuteiras durante o primeiro treinamento, batendo o pé no chão e fazendo testes. Acabou sentindo a dores no joelho esquerdo, que o tiraram de dois dias de atividade.

Procurada pela reportagem e questionada se chegou a desenvolver uma nova chuteira para Neymar, a Nike não respondeu até a publicação da reportagem.

A lesão sofrida por Neymar diante do Qatar não é grave, segundo uma primeira análise do PSG. O caso não deve demandar cirurgia, mas mais uma vez deixará o atacante fora de momentos decisivos dentro de campo, agora com a camisa da seleção.

Longe de Tite e dos companheiros, Neymar terá que tratar a lesão e navegar a maior crise de sua carreira. Em meio à acusação de estupro, uma agressão a torcedor e um desgaste com patrocinadores, as lesões tiram dele sua maior ferramenta de resposta: a bola. Fora dos gramados, Neymar não pode reagir a crise com gols, dribles e o título da Copa América.

Sem seu camisa 10, a seleção enfrenta Honduras no domingo, em Porto Alegre. A estreia na Copa América será no próximo dia 14, diante da Bolívia, no Morumbi.

 

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