Goleiro de 41 anos não chegou a um acordo com a nova gestão e se despediu da Raposa. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Goleiro de 41 anos não chegou a um acordo com a nova gestão e se despediu da Raposa. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Ninguém nega que o Cruzeiro vive a pior crise de sua história, talvez a situação mais delicada que um clube dos chamados “grandes” do futebol brasileiro já viu na história. Ninguém discute que é preciso equilibrar as contas, pagar dívidas e colocar o futebol nos eixos. Ninguém questiona que a gestão profissional trazida pela SAF talvez seja a única salvação para um cenário tão catastrófico.

Dito isto, o Cruzeiro não poderia abrir mão, ou melhor, dispensar o goleiro, capitão e ídolo Fábio!  Não poderia. Ponto.

A saída do goleiro que ficou no clube por 14 anos ininterruptos (sem contar uma passagem mais curta antes de se firmar na Raposa) e que tem quase 1000 jogos com a camisa do Cruzeiro mostra de maneira clara que quando o futebol vira “apenas negócio”, torna-se um ambiente extremamente cruel e sem coração.

Negócio é negócio e não tem espaço para sentimento. Pode parecer irônico cobrar tanto profissionalismo no esporte que tanto amamos, mas criticar essa decisão da nova gestão cruzeirense. Mas no futebol o sentimento é fundamental.

O Cruzeiro não deveria manter o antigo contrato de Fábio se não tivesse condições de pagar. Mas o goleiro abriu a porta para se readequar à nova realidade do clube. Fábio queria ficar! Queria participar da reestruturação do clube.

Não se trata de um jogador qualquer. Fábio foi gigante nos momentos de glória, levantou taças, liderou o time nas conquistas. E seguiu firme na pior fase da história celeste, ficando no clube após o rebaixamento, seguindo na equipe no segundo ano de Série B, liderando o grupo de jogadores na hora de cobrar salários atrasados não só deles, atletas, mas de todos os funcionários da Raposa.

De novo: não se trata de um jogador qualquer. Fábio está no seleto grupo de maiores jogadores e maiores ídolos da história do Cruzeiro. E ainda assim, nas palavras dele, estava disposto a fazer concessões em seu contrato para seguir no clube. Mas o negócio falou mais alto. A nova gestão cruzeirense olhou para as cifras. Poderia também fazer concessões, ainda que pequenas ao que tudo indica, para manter o capitão da equipe, o homem que não abandonou a camisa azul em seu pior momento. Se fez certo ou errado, cabe a cada um de nós analisarmos.

Certo é que ao tomar tal decisão, a gestão de Ronaldo no Cruzeiro compra uma briga complicada. Ao abrir mão do maior ídolo da torcida celeste, o Fenômeno e seu grupo de trabalho chama para si ainda mais responsabilidade e têm o primeiro atrito com o torcedor, que já está machucado, com a autoestima baixa, carente, desiludido, e que tinha em Fábio o seu representante dentro do clube.

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