Atacante do Atlético vem jogando bem e voltou a ser pedido na seleção brasileira. Foto: Pedro Souza/Atlético

Atacante do Atlético vem jogando bem e voltou a ser pedido na seleção brasileira. Foto: Pedro Souza/Atlético

É claro que Hulk está voando com a camisa do Atlético-MG. O camisa 7 levou um tempinho para engrenar, afinal voltava do pouco competitivo futebol chinês, mas pouco a pouco embalou e se tornou o principal atacante do Brasileirão hoje.

Cada vez mais decisivo, Hulk passou a ser pedido na seleção brasileira e isso escancara de forma muito clara a incoerência do futebol brasileiro.

Entre 2010 e 2014, Hulk foi um dos principais atacantes brasileiros espalhados pelo mundo. Voou no Porto, onde foi campeão português e da Europa League, foi contratado a peso de ouro pelo Zenit e jogou muito na Rússia. Não por acaso, foi presença constante na seleção comandada por Mano Menezes e por Felipão. Titular na maior parte do tempo, o atacante tinha a confiança dos treinadores, mas não do torcedor.

Durante toda sua trajetória na seleção, Hulk foi taxado como perna de pau. Ainda que fosse um jogador extremamente eficiente, voluntarioso e que cumpria função tática importantíssima. Aliás, justamente por cumprir importante função tática no momento de marcação, Hulk foi “sacrificado” na equipe verde e amarela e jogava mais longe do gol.

Bastou jogador cinco meses de uma temporada no Brasil para que, aos 35 anos, e depois de ficar quatro temporadas na China, jogando numa competição pouco competitiva, para virar um absurdo sua “não convocação”. Ora, ou estávamos errados quando o criticávamos entre 2010 e 2014, ou então estamos equivocados agora.

Hulk não era um “perna de pau” durante sua carreira na seleção. Tampouco é um gênio que precisa ser chamado por Tite de qualquer forma agora.

Mas o imediatismo toma conta do nosso futebol. O que vale é “o agora”. O treinador da seleção pode até recorrer ao experiente atacante caso veja espaço para alguém com suas características na equipe.

O problema é que o Brasil tem um novo jogador “imprescindível” para a seleção (que não é tão imprescindível assim) a cada mês. Recentemente foi Marinho, também Thiago Galhardo. Se Renato Augusto começar a jogar bem no Corinthians, certamente será pedido.

De alguma forma, nomes como esses podem ganhar oportunidade se de fato alcançarem bom nível e constância no seu desempenho. Mas as reflexões que fiam são: primeiro sobre o nível do futebol brasileiro, que permite que um veterano de 35 anos sobre atuando por aqui após tanto tempo “escondido” na China; e segundo sobre a incoerência de nossas análises ao longo dos anos.

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