A emoção de estar presente no maior estádio do Brasil sempre fez parte das mentes de jogadores, técnicos, torcedores, profissionais de imprensa e todos que devem estar em jogos de futebol.

A emoção de estar presente no maior estádio do Brasil sempre fez parte das mentes de jogadores, técnicos, torcedores, profissionais de imprensa e todos que devem estar em jogos de futebol.

A emoção de estar presente no maior estádio do Brasil sempre fez parte das mentes de jogadores, técnicos, torcedores, profissionais de imprensa e todos que devem estar em jogos de futebol.  Inaugurado em 1927, São Januário foi durante 13 anos o templo futebolístico que dispunha da maior lotação nacional. Quando o Pacaembu surgiu em 1940, conseguiu substituir o estádio carioca, sendo o maior durante todos os anos 40 e até hoje é considerado como o mais querido pelo público paulista. Mas nenhum sentimento foi igual ao Maracanã.
De 1939 a 1945 o mundo viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial. Não havia condições da realização de uma Copa do Mundo em 1942. Nem mesmo quatro anos depois, logo após o conflito. O Brasil era um dos candidatos para realizar o Mundial caso não houvesse a guerra, então provavelmente o Pacaembu seria o principal estádio brasileiro da Seleção Brasileira. A primeira competição esportiva pós-guerra aconteceu em 1948, com as Olimpíadas de Londres. No mesmo ano o Brasil foi escolhido como sede para a próxima Copa do Mundo. Rio de Janeiro era a capital brasileira na época, então obviamente que os cariocas queriam sediar a maioria dos jogos da seleção. Iniciou-se a construção daquele que seria o maior estádio não somente do Brasil, mas do mundo.
O Maracanã foi inaugurado em 1950, cabendo à Didi a honra de marcar o primeiro gol da história do estádio, numa partida entre as Seleções Carioca e Paulista de Novos. Logo na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, uma maiúscula vitória contra o México. Quando os brasileiros empataram com a retranqueira Suíça em pleno Pacaembu, ficou claro que as partidas do escrete nacional deveriam ser no novo estádio. Grandes vitórias contra a Iugoslávia, Suécia e Espanha fizeram com que o Brasil fosse apontado como favorito ao título. E num Maracanã lotado, com 200 mil pessoas, a seleção perdeu a final para a Celeste Uruguaia por 2 a 1, ocasionando a maior tragédia do estádio em todos os tempos e provavelmente do futebol brasileiro, sentenciando a grande geração de Zizinho, Ademir, Jair, Bauer, Danilo e o goleiro Barbosa, sendo que esse último ficou marcado com a derrota para o resto da sua vida.
Mesmo com tamanho trauma, a vida tinha que continuar. O estádio já estava pronto para o Campeonato Carioca, vencido pelo Vasco da Gama. E claro que os grandes clássicos do futebol carioca tiveram um atrativo maior, ainda mais o Fla-Flu, com as cores de ambas as torcidas abrilhantando ainda mais os jogos. Por sinal os dois rivais protagonizaram nos anos 60 uma partida com o maior público entre clubes em um estádio.


A primeira grande conquista no maior templo do mundo aconteceu em 1951, com a conquista da Copa Rio pelo Palmeiras, uma competição internacional, cicatrizando um pouco a perda da Copa do Mundo. Para os cariocas, não foi tão doce assim em termos nacionais, pois mesmo o Fluminense sendo campeão da mesma Copa Rio, no ano seguinte, tiveram que ver os times paulistas ganhando todas as edições do Torneio Rio-São Paulo de 1950 (quando o estádio ainda estava pra ser inaugurado) a 1955, tanto é que o Maracanã ficou conhecido na época como Recreio dos Bandeirantes.
O Fluminense foi o campeão do Rio-São Paulo de 1957 e no mesmo ano Pelé fazia a sua estreia pela Seleção Brasileira em pleno Maracanã. E com a conquista da primeira Copa do Mundo no ano seguinte, claro que o maior do mundo tornou-se o palco dos maiores espetáculos, ainda mais com as performances de Garrincha, Didi, Nilton Santos e tantos outros craques.
Jogadores dos anos 30 e 40 como Leônidas e Domingos da Guia lamentavam nunca terem jogado no Maracanã. O próprio Heleno de Freitas, o melhor centroavante brasileiro da década de 40, sonhava em jogar no estádio, realizando o seu desejo ao atuar pela primeira e única vez em 1951, quando era jogador do América. Essa polêmica partida foi a sua última no futebol profissional.
O "maior jogador de futebol do mundo? escolheu justamente o "maior estádio do mundo? como o seu principal palco. Claro que Pelé teve espetaculares exibições em muitos estádios, mas foi no Maracanã que ele marcou o famoso gol de placa contra o Fluminense, além de tantas outras grandes partidas, tanto pelo Santos, como pela Seleção Brasileira.
A Seleção Brasileira conseguiu a façanha de ter o maior público pagante (mais de 180 mil) do estádio nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, com o Brasil vencendo o Paraguai por 1 a 0.
Outro craque que brilhou intensamente no maior estádio do Mundo foi Arthur Antunes Coimbra, o Zico. Vivendo uma grande fase no Flamengo, o time era praticamente imbatível no Maraca, além da rivalidade com o Vasco de Roberto Dinamite. Diziam que era jogador de Maracanã, o que provou que não era bem verdade, tendo grandes atuações em outros estádios, mas claro que lá era o seu principal palco.
Romário também se destacava no seu Maracanã. Jogou muito bem no Vasco e no Flamengo. Mas com certeza a sua maior atuação no estádio foi na vitória por 2 a 0 nas Eliminatórias da Copa do Mundo do Mundo de 1994, quando marcou os dois gols e foi o maior destaque da partida, classificando o Brasil e levando-o ao Tetra.
O Campeonato Brasileiro ganhou bastante destaque no Maracanã, principalmente pelas finais vencidas pelo Flamengo. Na decisão de 1983 o estádio recebeu o maior público da história da competição, com o Mengo vencendo o Santos por 3 a 0, diante de mais de 150 mil pagantes.
Foi também palco da famosa invasão corintiana no Campeonato Brasileiro de 1976. A torcida do Corinthians dividiu o estádio com a do Fluminense, classificando-se nos pênaltis para a final. Quem presenciou, relata a partida como inesquecível, com 140 mil pagantes.
Além de ser um palco dos sonhos para os futebolistas, até mesmo jogadores de vôlei jogaram lá, quando foi improvisada uma quadra numa partida dos brasileiros contra os soviéticos em 1983. Debaixo de um temporal, a brilhante geração de prata venceu por 3 sets a 1.
Após a morte do jornalista Mário Filho, em 1966, o estádio adotou o seu nome, da mesma forma que o Pacaembu homenageou a Paulo Machado de Carvalho.
Além do estádio, um lugar que precisa ser visitado é o Museu do Maracanã, que já tive a oportunidade de visitar. Lá é possível encontrar relíquias e homenagens da história do nosso futebol. A estátua de Hideraldo Luis Bellini, o jogador que ergueu a nossa primeira taça de campeões do mundo, também está presente, justamente na entrada do estádio.
Nos jogos Pan-americanos de 2007, foi utilizado nas cerimônias de abertura e encerramento da competição, mas coube ao estádio do Engenhão a honra de sediar os jogos.
O Maracanã está se preparando para o maior momento da sua história, pois será uma das sedes na Copa do Mundo de 2014 e principal estádio na primeira Olimpíada realizada no Brasil, em 2016. Teve que ser fechado para preparar-se ao modelo que provavelmente será apresentado nas duas maiores competições esportivas do mundo. Na sua reinauguração, no dia 02 de junho de 2013, o Brasil empatou em 2 a 2 com a Inglaterra. Muitos antigos torcedores e jornalistas não gostaram do novo visual do estádio, que em nada lembra ao velho Maracanã, além da sua capacidade ter sido bem reduzida, mesmo com o conforto que tem atualmente.
Independente do seu tamanho e formato, o nome do Maracanã ainda soa como grandioso, fazendo jus ao que foi no passado. O gigante voltou!


Imagem: @CowboySL

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