Maradona completa 60 anos nesta sexta-feira (30). Foto: Divulgação

Maradona completa 60 anos nesta sexta-feira (30). Foto: Divulgação

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A carreira vitoriosa e polêmica de Diego Armando Maradona todos conhecem. Do início promissor no Argentino Juniors ao brilho no Napoli, da idolatria no Boca Juniors até o Barcelona, da expulsão na Copa de 82 com a Argentina até o título em 86... O que muitos não sabem, porém, é que o craque argentino, que completa 60 anos nesta sexta-feira (30),  em três oportunidades esteve perto de jogar no futebol brasileiro.

O primeiro momento em que Don Diego poderia ter desembarcado no futebol tupiniquim foi no início dos anos 80, quando o camisa 10 brilhava no pequeno Argentino Juniors. A equipe de Buenos Aires vivia problemas financeiros e precisava vender sua reveleção. Surgiu então um interesse da Portuguesa.

“O presidente (do Argentino Juniors), na época, aceitou receber uma oferta de 300 mil dólares. Eu tinha uma boa amizade com Manuel Gregório, presidente da Portuguesa na época. E ofereci o jogador para ele. Falei: ´É um júnior que joga um pouco mais do que o normal e custa 300 mil dólares´”, relembrou o empresário Juan Figer em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil em 2019.

Maradona tinha 21 anos na época e o investimento gerou dúvidas na direção da Lusa que considerou o valor alto para um jogador que ainda não tinha se provado. A equipe paulista, então, desistiu do negócio e o camisa 10 acabou se transferindo para o Boca Juniors.

Dez anos depois, já consagrado como ídolo do Napoli e campeão do mundo com a Argentina, Maradona quase desembarcou no Parque Antártica. Vivendo o início da Era Parmalat, o Palmeiras manifestou interesse em contar com o craque argentino que vinha de um período de inatividade em 1992. Naquele momento o argentino ainda pertencia ao Napoli e havia terminado de cumprir um longo período de inatividade depois de ser pego no exame antidoping por uso de cocaína. A punição havia se encerrado, mas Maradona não desejava voltar para a Itália.

A negociação entre Don Diego e o Verdão foi conduzida pelo homem forte do futebol alviverde na época, José Carlos Brunoro. A Parmalat estava disposta a desembolsar cerca de U$ 5 milhões para tirar Maradona do Napoli, utiliza-lo no Palmeiras por dois anos e depois o camisa 10 retornaria ao Boca Juniors, clube que também era patrocinado pela empresa italiana. O argentino, porém, tinha como objetivo principal se transferir para o Sevilla, da Espanha, na época comandado por Carlos Billardo, ex-treinador de Maradona na seleção argentina. Dias depois de receber uma proposta oficial do Palmeiras, Maradona de fato acertou com a equipe espanhola onde jogou entre 1992 e 93.

Como conhecemos, a história de Maradona seguiu, o camisa 10 foi para a Copa de 1994 onde mais uma vez teve problemas com doping. Em 1995, após nova suspensão, El Pibe de Oro abriu negociações com o Santos. Dizia-se na época que a negociação tinha certa influência do Rei Pelé, que gostaria de ver o argentino com a camisa 10 do Peixe.  A empresa do Rei, a´Pelé Sports & Marketing´seria responsável por adquirir os direitos do jogador e o colocaria no Santos, pagando os salários do argentino. As conversas não avançaram já que havia grande diferença entre a proposta salarial dos brasileiros e aquilo que o argentino gostaria de receber. Maradona, então, acabou voltando ao Boca Juniors, onde se aposentou, em 1997.

Maradona ainda foi especulado em dois outros gigantes brasileiros: em 1991 a Revista Placar chegou a noticiar interesse do Flamengo em contratar o Pibe de Oro, sem dinheiro, porém, o Mengão não avançou no negócio. Já no final dos anos 90, a Folha de S. Paulo afirmou que o São Paulo também tentava levar o camisa 10 para o Morumbi, também sem sucesso.

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