A conquista não foi brilhante, mas exigiu garra, determinação. Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

A conquista não foi brilhante, mas exigiu garra, determinação. Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Com a conquista de sábado, Luxemburgo completou nove títulos do Campeonato Paulista. Cinco pelo Palmeiras, dois com o Santos, um com o Corinthians e um com o Bragantino. Ultrapassou Luiz Alenso Peres, o Lula, que conquistou oito com o Santos, de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito e cia.

Trata-se de uma marca histórica, pois não?

A conquista não foi brilhante, mas exigiu garra, determinação. O time palmeirense teve de superar o baque de ter sofrido o empate no último segundo do jogo. Que veio após um pênalti tão desnecessário quanto infantil cometido pelo bom zagueiro Gustavo Gómez no atacante Jô.

Por causa do carrinho inoportuno, Gómez foi massacrado pelos torcedores palmeirenses nas redes nada sociais.

A redenção palmeirense veio no pé esquerdo de Patrick de Paula, o jovem bom de bola e ousado o suficiente para colocar a bola no ângulo esquerdo de Cássio, não dando a mínima chance de defesa para o goleiro corintiano.

Pronto, o cenário da festa palmeirense estava montado. Tudo perfeito, não fosse o demorado discurso feito por Vanderlei Luxemburgo na entrevista coletiva.

Era a ocasião perfeita para ele elogiar seus jogadores e, por que não, a sí próprio por ter armado um time competitivo, que se não foi bonito de ver, pelo menos deu aos seus torcedores a certeza de que jovens como Patrick de Paula e Gabriel Menino podem representar novos tempos para uma equipe que não aguentava mais a irregularidade e até a falta de vontade de craques só de fachada e de salários altos, como Lucas Lima, Bruno Henrique e Ramirez, entre outros.

Vanderlei Luxemburgo foi para a conversa com os repórteres disposto a falar de Jorge Jesus. Disse que os treinadores brasileiros não devem ser menosprezados por causa do título da Copa Libertadores da América que o ex-treinador do Flamengo conquistou.

Falou também que o futebol brasileiro “pentacampeão do mundo, não pode copiar o que é feito na Europa. E que não é porque o futebol na Europa é mais rápido que o praticado no Brasil tem de ser rápido também”.

Discurso incoerente.

Pois que o futebol que o time do Palmeiras mostra hoje, sob o comando de Luxemburgo, é rápido, faz pressão alta em muitos momentos da partida e tem na marcação ao adversário um de suas maiores e elogiadas virtudes.

Modelo bem semelhante ao do Flamengo.

De Jorge Jesus.

Pelo menos na forma.

Claro que a movimentação exibida pelo time de JJ, principalmente ano passado, era muito maior. E, ninguém contesta, o Flamengo tem os jogadores decisivos que o Palmeiras não tem.

O Flamengo tem Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Gabigol, Arrascaeta, Gerson, Diego Ribas, capazes de resolver uma partida quando só o jogo coletivo não é suficiente.

O Palmeiras tinha Dudu, atacante do drible, talentoso, motivo de preocupação para os adversários.

Hoje, o Palmeiras de Luxemburgo é um time de guerreiros, capaz de deixar o suor em campo, como bem definiu o seu treinador.

Qual o problema de o Luxemburgo admitir que teve de se render às exigências do futebol que é praticado atualmente nos grandes centros?

Vaidade?

Ficará menor se dizer que introduziu novos métodos de treinamentos para que a sua equipe possa mostrar um futebol mais condizente com o que é exibido no planeta bola?

Mesmo que não tenha sido ele o responsável por trazer uma nova metodologia de treinos no dia a dia da Academia de Futebol, qual o problema?

Se é o Maurício Copertino, seu auxiliar, que levou para a Academia de Futebol novos conceitos de treinos, méritos de Vanderlei Luxemburgo, que teve a iniciativa de se socorrer de profissionais mais afeitos aos novos tempos.

Tempos atrás, em suas grandes conquistas, Luxemburgo corria para o vestiário antes de o jogo terminar.

Justificava com o argumento de que quem tinha de ser glorificado no gramado eram os jogadores, não ele.

O certo é que a sua corridinha na beirada do bramado rumo ao vestiário chamava mais a atenção do que a bola que ainda estava rolando em campo.

No final do jogo de sábado, mais uma vez com a desculpa de que não queria chamar a atenção, Vanderlei Luxemburgo conseguiu o que queria: Monopolizou em torno de si todas as atenções que o seu ego inflado necessita.

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