Camisa 7 do Timão parece ser mais um caso de atleta que alcançou o ponto mais alto de sua carreira logo nos primeiros anos de profissional. Foto: Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Camisa 7 do Timão parece ser mais um caso de atleta que alcançou o ponto mais alto de sua carreira logo nos primeiros anos de profissional. Foto: Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Quantas vezes o futebol brasileiro se encantou por um jogador jovem, apostou todas as suas fichas que ali estaria um novo craque, o colocou como o futuro da seleção brasileira e, “do dia para a noite”, o futebol desse atleta “desapareceu”?

Muito se pergunta hoje o que acontece com o meia-atacante Luan, do Corinthians. Com cada vez menos espaço, o camisa 7 está encostado no timão. Reserva no limitado time do técnico Sylvinho, o meia foi colocado no mercado pela direção do clube do Parque São Jorge, num claro gesto de quem não acredita mais na recuperação do jogador.

Luan surgiu muito bem revelado no Grêmio, em pouco tempo se tornou titular absoluto da equipe do sul do país, foi chamado pela a seleção brasileira e foi um dos protagonistas na conquista do ouro nas Olimpíadas de 2016, fez a diferença na conquista da Libertadores de 2017 com o Imortal e foi eleito o Rei da América no mesmo ano. Parecia o início de uma trajetória de muito sucesso de um jogador com potencial para brilhar na Europa. Mas de 2018 em diante, Luan nunca mais foi o mesmo.

A história do atual camisa 7 nos faz pensar em muitos outros casos. Revelado no Santos, Paulo Henrique Ganso é um exemplo parecido. O camisa 10 surgiu como um jogador raro no Peixe. Dono de uma categoria fora do comum, Ganso era a “volta do meia clássico no futebol brasileiro”. Brilhou em 2010, sofreu grave lesão, foi bem em 2011 e foi “murchando” dali para frente – embora tenha se apresentado bem em alguns momentos no São Paulo, nunca mais chegou perto de jogador no mesmo nível.

História parecida com a de Leandro Damião, que surgiu muito bem no Internacional em 2010, fez muitos gols, chegou até a seleção brasileira, se tornou figura cobiçada no mercado nacional e internacional especialmente entre 2011 e 2012. Mas não se tornou o que muitos imaginavam, caiu muito de desempenho, foi muito mal no Santos, rodou por Cruzeiro, Betis, Flamengo, voltou ao Inter, mas nunca mais repetiu o sucesso.

Os três exemplos aqui trazidos parecem ser exemplares de uma mesma história: A trajetória do jogador que chega ao seu auge técnico e físico muito cedo e nunca mais consegue chegar novamente ao mesmo nível.

Há atletas que evoluem gradativamente, ano após ano, até que chegam ao seu ápice na carreira com 25, 26, 27 anos. Alguns alcançam o ponto mais alto de suas carreiras um pouco mais cedo, outros um pouco mais tarde.

No caso de Luan, assim como de Ganso e Damião, a sensação é de que o nível máximo veio logo nos primeiros anos como de profissional. E após atingir um pico, entram numa rápida decadência.

Esse é um ponto difícil de ser identificado por dirigentes, treinador e pelos próprios treinadores. Como adivinhar quando e por quanto tempo um jogador viverá seu auge? Não existe uma regra. Ao apostar num nome, você espera sempre que o melhor ainda está por vir. Nem sempre isso acontece.

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