Lateral e zagueiro do São Paulo, Léo é chamado de “Léo Pelé” pela semelhança com o Rei”. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Lateral e zagueiro do São Paulo, Léo é chamado de “Léo Pelé” pela semelhança com o Rei”. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Lateral esquerdo e zagueiro do São Paulo, Léo se firmou como titular no time de Fernando Diniz em 2020. Tentando se descolar do apelido de Léo Pelé, o jogador tricolor já esteve frente a frente com o Rei do Futebol, num episódio que o marcou muito.

Em entrevista ao canal do São Paulo no Youtube, Léo relembrou o dia em que encontrou com Pelé e que foi chamado de “filho” pelo Maior de Todos os Tempos.

“Joguei no time do Pelé. A gente estava em uma sala, todo mundo na expectativa do Pelé ir. Eu estava feliz, eu ia ver o Pelé, uma referência mundial. Eu fiquei em pé, a galera sentada e eu fiquei envergonhado. Ai passou os minutos e quem entra? O Rei. Ele olhou para mim, olhou para a galera e só de olhar todo mundo riu. E ele: ´Não é possível, cara. Esse menino é meu filho´, lembrou Léo em entrevista à SPFCTV.

Mas nem só de boas lembranças vive o zagueiro são-paulino. Léo ainda relembrou momentos em que foi alvo de racismo e condenou o preconceito.

“Eu estava fugindo disso, mas eu tenho que falar. Hoje está muito nítido... Eu passei por um preconceito que partiu meu coração. Ali eu pensei em desistir. Foi a primeira vez que pensei: ´Não dá mais para mim´. Eu não aceito o racismo nunca, nunca vou aceitar isso. Eu entrei em um shopping e eu fui mandado embora por causa da minha cor. Isso não existe. O cara falou: ´Você está aqui pedindo dinheiro?´. E começou a me ofender. Eu era um menino, cara. Como ele ia me expulsar de um shopping? Eu saí dali, de dentro do shopping e me perguntei o que estava fazendo ali”, recordou.

“O preconceito, o racismo, não é de agora, ele é de muito tempo, e muita gente se fechava para isso. Por isso que agora o mundo está vendo, não é de agora. Isso já vem de anos. A cor nunca pode definir o caráter da pessoa. E uma coisa que meu pai, minha mãe e meus irmãos me ensinaram foi ter caráter. Aquilo ali eu não desejo para ninguém, foi a maior vergonha da minha vida. Você entrar em um local público e as pessoas te olhando, o rapaz te expulsar por causa do preconceito. Eu saí envergonhado”, destacou Léo que ainda lembrou grandes nomes do esporte e da política que são negros.

“Eu mostro minha indignação, porque eu sou negro, tenho que defender aquilo que eu sou. Eu tenho orgulho de ser negro e pronto. Se você pegar o presidente (dos EUA) foi exemplo, e negro. O melhor jogador de todos os tempos é negro. Os caras do basquete são negros. E por que o negro não pode vencer na vida? Por que o negro é nojento? Quem deveria ser exemplo para muitas pessoas e essas pessoas não valorizam por causa da cor. Isso é uma vergonha para mim”, finalizou.

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