Pita, Juary, Clodoaldo e outros se encontram na Vila Belmiro e relembram o título que patenteou a marca santista

Pita, Juary, Clodoaldo e outros se encontram na Vila Belmiro e relembram o título que patenteou a marca santista

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Régis Querino
Da Redação/A TRIBUNA

A geração que patenteou a marca Meninos da Vila se reuniu nesta sexta-feira (28) no Memorial das Conquistas da Vila Belmiro para comemorar os 40 anos do título paulista de 1978. O triunfo sobre o São Paulo na série final de três jogos entrou para a história do clube, pois foi o primeiro da era pós-Pelé, que havia se despedido do Alvinegro em 1974.

Ainda se recompondo da perda do Rei e com recursos escassos, o Santos montou um time com vários jogadores da base, como Pita, Juary e João Paulo, e atletas experientes, como o remanescente Clodoaldo e os então recém-chegados Gilberto Sorriso e Ailton Lira.

Sob a batuta do técnico Chico Formiga, conhecedor dos times de base do clube, o Alvinegro enfrentou uma verdadeira maratona naquele Paulistão de 1978, que só terminaria em 28 de junho de 1979.

"Foi o título mais importante da minha carreira, porque foi uma transição dos juniores pro profissional, que é difícil de você se adaptar. E nós conseguimos o título logo que fomos lançados", destaca Pita.

O meia lembra do peso que teve que carregar ao vestir certa camisa. "O torcedor sabia que não ia aparecer um gênio como Pelé. E eu, como branco, canhoto, totalmente diferente, acabei me adaptando e marcando o nome Pita na camisa 10", diz, com orgulho.

Para vingar no clube, o meia celebrou um mestre. "O (Ailton) Lira foi um dos grandes professores. Ele me ensinou a bater falta. Era o camisa 10 e o apoio dele foi estrutura fundamental pra esse título".

Outra cria da base, o atacante João Paulo recorda que, no início do campeonato, os rivais faziam pouco caso do Santos. "Ninguém acreditava, mas juntamos a experiência de alguns atletas com a molecada e isso foi importante pra chegarmos ao título. Foi uma revolução que fizemos no futebol do Santos".

O homem-gol

A irreverência daquele time era escancarada por um centroavante rápido, habilidoso e decisivo, que comemorava gols dançando ao redor da bandeirinha de escanteio. Em 56 jogos naquele Paulistão, o Santos marcou 80 gols, 29 deles anotados pelo camisa 9.

Entre sorrisos e poses para fotos com os fãs, Juary ia pegando autógrafos dos ex-companheiros para uma camisa comemorativa que eles receberam no evento.

Um dos ídolos daquela geração,Juary traduziu o sentimento do grupo. "É inesquecível, uma coisa que ficou marcada, todos nós aqui deixamos essa marca. E aconteça o que acontecer, eles vão ter que lembrar da gente sempre".

Experiência também teve importância

Nem só de juventude foi formado aquele Santos campeão paulista de 1978. A marca Meninos da Vila incluía a bagagem de jogadores como Clodoaldo, Nelsinho e Gilberto Sorriso. Sob o comando de Formiga em campo e do então presidente Rubens Quintas Ovalle, presente à festa.

"Quando eu assumi, essa plataforma foi cumprida, prestigiar a base e lançar a base para cima. Foi o campeonato mais longo da história do futebol paulista, três turnos", ressalta. Em campo, o lateral Gilberto Sorriso era um dos "velhinhos".

"Eu já tinha uns 27 anos (risos). O que mais marcou naquele time foi a alegria que tinha a garotada. E conseguimos um título em cima do São Paulo, time do qual eu havia recém-saído".

Elo da transição entre o Santos de Pelé e cia. e os Meninos da Vila, Clodoaldo relembrou o trabalho de reconstrução do clube. "Todo mundo desacreditava que o Santos pudesse dar uma continuidade à sua linda história no futebol do Brasil e mundial. Muitos saíram, mas eu permaneci, acreditei sempre na possibilidade de o Santos buscar novas conquistas".

As finais

Após a maratona de três turnos, o Santos encarou o Guarani na semifinal. O time de Campinas havia conquistado o Brasileiro de 1978 e tinha nomes como Renato, Zenon e Careca.

"Foi ali que eu tive certeza que poderíamos ser campeões", recorda Pita, sobre a vitória por 3 a 1 no Morumbi, com dois gols de Juary e um de João Paulo.

Para levantar a taça, o Santos teve uma série decisiva de três partidas no Morumbi contra o São Paulo. No primeiro jogo, vitória por 2 a 1, gols de Pita e Juary.

No segundo duelo, empate em 1 a 1, gol do zagueiro Célio. O São Paulo venceu o terceiro jogo por 2 a 0, o que provocou uma prorrogação. Como teve melhor campanha, o Santos tinha a vantagem do empate e o 0a 0, diante de mais de 80 mil torcedores no Morumbi, selou o título santista.

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Abaixo, veja diversas fotos deste encontro de ídolos santistas:

 

 

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