Azar de quem torce para o hexa. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Azar de quem torce para o hexa. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O ritmo avassalador mostrado pelo Brasil de Tite na goleada (4 a 1) sobre o Uruguai na rodada anterior das Eliminatórias Sul Americanas foi uma ilusão.

Uma enganação, para ser mais direto, como costuma ser este colunista.

Bastou enfrentar uma seleção muito mais aplicada na marcação, e faltosa, como a Colômbia, nesta quinta-feira, na Neo Quimica Arena, para que a verde e amarela repetisse os erros que vem exibindo desde que Tite assumiu o comando.

Venceu por 1 a 0, gol de Lucas Paquetá na metade do segundo tempo, e garantiu presença na Copa do Catar, no próximo ano, mas quem foi para a frente da televisão ou pagou ingresso caro, é bom que se diga, com a expectativa de que a seleção pentacampeã do mundo pudesse repetir o futebol insinuante que exibiu contra os uruguaios, ficou frustrado.

E muito irritado.

O primeiro tempo foi um horror.

Pensei várias vezes em desligar a televisão e ir fazer algo mais gratificante e prazeroso.

Como ler um bom livro, por exemplo.

Foi uma repetição dos últimos confrontos entre as duas seleções. Jogos em que Neymar transforma-se em figura principal.

Não pelo seu futebol, que é exuberante, reconheço, e sim pela insistência do craque em segurar a bola da intermediária para trás, com a intenção clara de provocar os adversários.

O que, o jogo mostrou isso, mais uma vez ele conseguiu.

Os adversários ficam irritados, distribuem pancadas e o jogo não flui. Foi o que se viu no primeiro tempo inteiro. 

Tite teve um lampejo de ousadia no vestiário e trocou o inútil Fred, que havia recebido o cartão amarelo, por Vini Jr.

O ex-jogador do Fla e astro atual do Real Madrid, trouxe mais luz e criatividade ao confronto.

Mesmo sem repetir as últimas grandes atuações no clube espanhol, Vinícius Jr levou pânico à defesa colombiana.

E mudou o cenário do jogo.

As entradas de Antony, no lugar de Raphinha, que não conseguiu repetir o que fez contra os uruguaios, e de Matheus Cunha na vaga de Gabriel Jesus, serviram para atormentar ainda mais a defesa da Colômbia.

A vitória veio, mas a partida mostrou que quando enfrenta uma seleção mais consistente na marcação, o Brasil tem problemas. 

O Uruguai, que tem uma seleção envelhecida, e lenta, deixou o Brasil à vontade para jogar. 

A um ano para a Copa do Catar, o Brasil de Tite está muito longe de mostrar um futebol consistente.

Sem criatividade, mostra dificuldades até contra seleções sem expressão da América do Sul.

Tite não dá sinais de que pode evoluir. O técnico tem por característica insistir com jogadores que pouco ou nada mostraram que justifique a permanência no grupo.

São os casos de Phillipe Coutinho e Fred.

Vini Jr vive o melhor momento de sua carreira.

Mas só foi convocado para os jogos contra a Colômbia e a Argentina porque Roberto Firmino está contundido.

Roberto Firmino e Phillipe Coutinho são da patota de Tite.

Só isso explica o fato de Tite manter Vini Jr no banco de reservas.

Tite insiste nos erros. 

Mas a CBF, que tem um interino na presidência, nada vai mudar. 

Azar de quem torce para o hexa.

 

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