Antigo clube de Miranda, o Jiangsu Suning encerrou suas atividades no início de 2021. Foto: Instagram/Reprodução

Antigo clube de Miranda, o Jiangsu Suning encerrou suas atividades no início de 2021. Foto: Instagram/Reprodução

Visto como o novo “Eldorado” do futebol até pouco tempo, o mercado chinês vive um momento de muitas incertezas. Após alguns anos de grandes investimentos e contratações caríssimas de jogadores do futebol brasileiro, europeu e até de treinadores consagrados, a Superliga Chinesa vê o cenário se modificar e, com isso, equipes relevantes da competição simplesmente fecharam as portas.

O mais recente exemplo é o Guangzhou FC (antigo Guangzhou Evergrande), clube que venceu oitos dos últimos dez campeonatos locais, e que vive um período de grande incerteza por conta da crise envolvendo a Evergrande, empresa do ramo imobiliário que acumular dívida na casa dos 300 bilhões de dólares, e que deu indícios de calote nos últimos dias, gerando grande impacto nos mercados financeiros ao redor do mundo.

Com o momento delicado da companhia chinesa, o Guangzhou pode simplesmente fechar as portas, correndo o risco de sequer terminar a atual temporada.

Caso de fato feche as portas, o Guangzhou repetirá os passos de outras equipes importantes da Superliga Chinesa. Atual campeão chinês, o Jiangsu Suning encerrou as atividades em fevereiro de 2021, apenas dois meses depois de conquistar o título. A empresa que dava nome ao time o colocou a venda, mas, sem nenhum comprador, decidiu fechar as portas do clube. Hoje no São Paulo, o zagueiro Miranda e o atacante Eder eram alguns dos nomes que defendiam o Jiangsu Suning.

Algo semelhante aconteceu com Tianjin Tianhai, ex-time de Alexandre Pato na China. Em meio deste ano, o clube decretou falência por causa de problemas financeiros e anunciou sua retirada do campeonato.

Além de equipes fechando as portas, outros clubes chineses passaram a conviver com sérios problemas financeiros. Em fevereiro, por exemplo, o Shandong Luneng, ex-clube de Roger Guedes, hoje no Corinthians, acabou expulso da Liga dos Campeões da Ásia por falta de pagamento aos seus jogadores.

Entre 2017 e 2017, o futebol chinês se tornou um grande investidor. Grandes nomes do futebol mundial foram contratados. Treinadores como Felipão, Fábio Capello, Marcelo Lippi, Cuca, Luxemburgo e Mano Menezes foram seduzidos pelo dinheiro chinês. Assim como jogadores de nível internacional como Robinho, Tevez, Lavezzi, Jackson Martínez, Renato Augusto, Oscar, Fellaini, Hulk e Paulinho que também desembarcaram no país asiático. Hoje, porém, a situação é bem distinta.

Não por acaso, nomes como os já citados Miranda, Eder, Renato Augusto, Roger Guedes e Paulinho deixaram o futebol chinês recentemente totalmente de graça, sendo que os quatro primeiros acertaram com clubes brasileiros sem custos pela transação.

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