Andrés Sanchez evita atrito e exime São Paulo e Polícia Militar de culpa quanto à violência nas cercanias do Morumbi

Andrés Sanchez evita atrito e exime São Paulo e Polícia Militar de culpa quanto à violência nas cercanias do Morumbi

Arthur Sandes
Do UOL, em São Paulo

O Corinthians tem sido firme em sua ameaça de não jogar a final do Campeonato Paulista caso seja mal recebido no Morumbi, mas cuida para que o caso não vire um problema institucional. Na entrevista coletiva que deu hoje, no CT Joaquim Grava, o presidente Andrés Sanchez mostrou-se muito cauteloso para não culpar o São Paulo ou a Polícia Militar pela recepção violenta que o Alvinegro geralmente encontra no estádio rival.

Mesmo reclamando da hostilidade do entorno do Morumbi, Andrés mantém o São Paulo praticamente fora da conversa. O presidente não lista culpados ou aponta responsáveis pela violência da qual o elenco corintiano já foi vítima algumas vezes ao chegar de ônibus para um clássico no estádio. Na visão dele, é um problema pontual referente a uma minoria de torcedores.

"Nós sempre fomos muito bem tratados dentro do Morumbi, nunca teve problema nenhum. O problema é que na chegada tem uma meia dúzia de imbecis que fazem isso", entende Andrés Sanchez, cuidadoso para não transformar a questão em um problema entre instituições.

É um tom cordial que o corintiano já havia mostrado na quarta-feira (10), quando concedeu coletiva ao lado de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente tricolor. Ambos estiveram na Federação Paulista de Futebol (FPF) para tratar de assuntos referentes às finais, e Andrés mostrou-se cordial.

"Sempre fui muito bem recebido no São Paulo, nunca tive nenhum problema", disse na ocasião, em frase quase idêntica à usada hoje, para explicar que entende as limitações de espaços para a comitiva alvinegra assistir ao clássico nos camarotes.

Sem atrito com a PM
O Corinthians não se sente seguro para ir ao Morumbi, como deixa claro desde ontem ao ameaçar não jogar caso tenha seu ônibus vandalizado. Ainda assim Andrés Sanchez exime a Polícia Militar de responsabilidade neste cenário, ainda que os atos de violência aconteçam sempre em vias públicas, nos arredores do estádio.

"A polícia sempre nos deu a maior segurança possível, mas tem coisas que fogem ao controle", defende o presidente alvinegro. "A Polícia Militar de São Paulo, nós que vemos aí pelo Brasil todo, é a melhor que lida com o futebol. Estão de parabéns, mas tem que acabar isso. É um absurdo; toda vez acontece isso", reclama.

O caso mais recente de hostilidades aconteceu na última visita do Corinthians ao estádio tricolor, em julho de 2018. Na ocasião, a escolta da Polícia Militar resolveu atrasar a chegada do ônibus em mais de meia hora na esperança de que houvesse menos torcedores na região do portão principal do estádio. A estratégia foi frustrada, e uma pedra arremessada quebrou uma janela do ônibus corintiano.

Foto: LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO (via UOL)

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