Foto: Divulgação/Bahia

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São conhecidas as polêmicas protagonizadas por Mano Menezes. Desde quando dirigia o Grêmio o seu nome aparece na mídia envolvido em alguma declaração que gera controvérsia. Quando não é direta, com o objetivo de atingir árbitros ou um rival, provoca discórdias pela sua dubiedade.

Já colocou em dúvida até a capacidade profissional de um integrante de sua comissão técnica, como foi o caso do preparador físico Flávio Trevisão, quando ambos trabalhavam no time gaúcho.

Em entrevista, Mano questionou a condição física de seus jogadores.

Depois, recuou.

O técnico, demitido ontem pelo Bahia, já foi flagrado à beira do gramado dizendo ao árbitro que ele “nunca voltaria a apitar jogos de seu time”.

Mano Menezes é, disparado, o treinador que mais interfere no trabalho da arbitragem.

Quem trabalha como quarto árbitro em jogos das equipes que Mano dirige sofre e muito com seus gritos e xingamentos.

Foi assim no Grêmio, no Corinthians, no Cruzeiro.

Até na Seleção Brasileira.

E foi desta maneira também no Bahia.

Neste domingo à noite Mano Menezes se superou na falta de boas maneiras.

E, pior, mostrou falta de sensibilidade de, pelo menos, ser compreensivo, ser solidário com o volante Gérson, do Flamengo, que foi na sua direção em busca de acolhimento ao relatar que teria sido vítima de racismo por parte do jogador colombiano Juan Ramírez, do Bahia.

As imagens são reveladoras, incontestáveis.

Gérson vai na direção do quarto árbitro e de Mano para contar que havia sido vítima de racismo.

Claramamente mostra que queria apoio. Estava em busca de uma palavra amiga de um treinador consagrado como Mano Menezes.

Gérson, que queria um ombro amigo, ouviu a seguinte frase dita por Mano Menezes.

“Agora você é vítima. O Daniel Alves te atropelou e você não falou nada”.

O experiente treinador referia-se ao jogo entre São Paulo e Flamengo, quando, o craque do Tricolor foi ríspido em um lance com o volante do Flamengo.

Jogada normal de futebol.

Mais uma vez Mano Menezes perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

Também foi assim ano passado, no auge do sucesso de Jorge Jesus na direção do Flamengo.

Enciumado com os elogios da mídia e de todo o Brasil ao ótimo trabalho do técnico português, Mano afirmou que, assim como os clubes brasileiros estavam contratando treinadores estrangeiros, “seria bom também que fossem contratados jornalistas portugueses, para que a imprensa esportiva do Brasil saísse da mesmice”.

Tratou-se, claro, devo admitir, de uma ótima frase, sarcástica e que tem até uma boa dose de verdade.

Não condeno Mano Menezes por este comentário, por esta sacada.

Na verdade não estou aqui para julgar e, muito menos, para condenar ninguém.

Mas esta constatação não me tira o direito de afirmar que, ao não ouvir com atenção os lamentos do indignado Gérson, Mano Menezes deixou cair a sua máscara.

Nas entrevistas coletivas, Mano procura ser comedido. Fala sempre de maneira pausada. Quer passar a imagem de que é um sujeito sensato.

Durante muito tempo a imagem de bom moço prevaleceu.

Ontem, no Maracanã, a máscara de Mano Menezes caiu.

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