Camisa 10 da seleção desabafou e reclamou das críticas que sofreu nos últimos dias. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Camisa 10 da seleção desabafou e reclamou das críticas que sofreu nos últimos dias. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Ao mesmo tempo em que encanta o mundo com todo seu talento com a bola nos pés, Neymar é um dos jogadores que mais cultiva rejeição entre as grandes estrelas do futebol no planeta.  Após a vitória da seleção brasileira sobre o Peru, jogo em que marcou e se tornou o maior artilheiro do Brasil na história das Eliminatórias, superando “apenas” Zico e Romário, o atacante deu mais uma amostra de antipatia, imaturidade, e se mostrou, pela milésima vez na carreira, um jogador mimado.

Na entrevista ainda no gramado, ao final da partida, Neymar tinha motivos para festejar. Afinal, chegou a 12 gols, se tornou o artilheiro máximo do Brasil na história da competição sul-americana, viu a equipe verde e amarela manter os 100% de aproveitamento até aqui no torneio. Mas preferiu o desabafo.

“Coletivo é o mais importante, sempre prezei isso. Ao mesmo tempo, fico muito contente de ser de ser recordista de artilheiro das eliminatórias, ser o maior assistente com a camisa da seleção brasileira e logo menos, se tudo caminhar bem, passar o Pelé. Estou muito feliz. Não sei mais o que faço com essa camisa para a galera respeitar o Neymar”, disse o jogador.

Questionado sobre como foi desrespeitado, o camisa 10 se esquivou e afirmou: “Todos os tipos. Deixar para a galera pensar um pouco aí”. Claramente o “Menino Ney” não sabe quem ou o que o incomodou.

É curioso que aos 29 anos, maduro, com 12 anos de profissional, campeão de Libertadores e Champions League, e duas Copas do Mundo disputadas, Neymar ainda seja um menino mimado que não sabe lidar com críticas.

No futebol (e na vida) a mecânica é simples: os elogios surgem com o bom desempenho e as críticas pipocam na fase ruim. Se joga bem, Neymar é sim muito elogiado (ainda que com ressalvas, já que, como disse, o camisa 10 cultiva grande antipatia de diferentes setores). Então é natural que ao jogar mal também receba críticas. Isso faz parte da carreira do jogador que, especialmente quando atinge a elite do esporte, está sim mais vulnerável.

Não dá para desconsiderar que muitas vezes as críticas passam do ponto e que em alguns momentos ultrapassam a linha do respeito. Mas na grande maioria das oportunidades, Neymar é criticado de forma justa e respeitosa pelo que apresenta como jogador.

Neymar é um exemplo de jogador que não sabe lidar com críticas. Ele simplesmente não aprendeu. E seu media training é absolutamente incapaz de fazer com que o craque absolva melhor as “porradas” e se comunique melhor quando está incomodado.

O camisa 10 da seleção e do PSG parece viver numa bolha desde que virou profissional. Uma redoma onde não há críticas, cobranças e puxões de orelha. Mal sabe ele que as críticas continuarão surgindo sempre que não se apresentar bem e que elas serão ainda mais pesadas se continuar agindo da forma como reagiu após o jogo contra o Peru. O que Neymar tem de craque, tem de mimado!

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